Mochila All Trail

Equipamentos outdoor

Se você está começando no mundo das aventuras e não entende muito sobre equipamentos outdoor, acha caro e as vezes desnecessário a compra de algum produto técnico, neste texto vou tentar explicar através da minha experiência e vivências de mais 19 anos praticando atividades de aventuras.

Quando comecei a percorrer as trilhas no Rio Grande do Sul eu tinha apenas 11 anos de idade, não conhecia muito sobre equipamentos outdoor, mas tinha comigo um sentimento forte de querer explorar, conhecer lugares intactos que a maioria das pessoas não conhecia.

Naquela época não havia muitos equipamentos para aventuras disponíveis, Fiz minhas aventura usando materiais simples, como mochila de escola, lonas, redes e barracas estilo canadenses.

Equipamento Outdoor
Barraca estilo Canadense

Eu estava inserido dentro do movimento escoteiro, onde sou grato até hoje por me proporcionar experiencias únicas, incontáveis perrengues e muita técnica de acampamento e orientação.

Conforme o tempo foi passando e depois de já ter feito muitos caminhos, acampamentos e jornadas de maneira “Roots”, comecei a procurar equipamentos outdoor para acampamento que me possibilitassem maior proteção e segurança nas trilhas.

As vezes o equipamento outdoor barato pode sair caro

Comecei adquirindo equipamentos básicos, de custo baixo que na minha ótica iriam ser melhores dos que usava desde então. Minha primeira bota foi uma Mac Boot, durou aproximadamente uns 6 meses.

Adquiri também um saco de dormir da marca Hummer e mais alguns equipamentos que não me recordo muito.

Assim como melhoramos nossa técnica ao percorrer trilhas, fazendo acampamentos ou jornadas, comprei inúmeros equipamentos outdoor ao longo desses 19 anos de aventuras, que me proporcionaram um certo intendimento sobre a qualidade de materiais e valores dos mesmos.

Quando digo que as vezes o barato pode sair caro, posso dizer com clareza que é um fato, sempre pensando em valores dos produtos, gastei muito dinheiro com equipamentos de baixa qualidade onde tive que comprar outro novamente depois de algum tempo. Vou citar aqui três exemplos de equipamentos.

Calçados: Minha primeira bota foi uma Mac Boot, depois uma Bull Terrier, Timberland, Nomade (Vento) e por último uma Salomon que uso desde então. Minha primeira bota Salomon tem cerca de 6 anos e está ainda boa para uso.

Equipamentos Outdoor
Bota Salomon X Ultra Trek GTX

Mochilas: Mochila de escola, Trilhas e Rumos, Kailash e por e por último uma Thule, que uso desde então a mais de 3 anos.

Barracas: Barraca estilo Canadense, Mor vendida no supermercado, Trilhas e Rumos – Bivak, Azteq – Nepal, Star River – Naturehike e por último uma Mongar 2 Ultralight da Naturehike.

equipamentos outdoor
Barraca Mongar 2 Ultralight – Naturehike

Exemplifiquei todos estes produtos para você que está lendo esse texto entenda, que na grande maioria das vezes comprar produtos baratos faram você gastar mais dinheiro do que guardar os valores e comprar algo bom logo de cara.

Conforto x Valores

Uma coisa você pode ter certeza sobre atividades ao ar livre, quanto mais conforto você quiser ter nas suas aventuras, mais dinheiro você terá que desembolsar para que isso seja possível.

Hoje faço minhas aventuras usando equipamentos de primeira linha, isso me proporciona grande conforto e satisfação ao percorrer longas travessias de trekking, por inúmeros dias.

Minha mochila atualmente é uma Thule Versant de 50 litros, ali condiciono todos meus equipamentos para minhas aventuras, mais meus equipamentos fotográficos, todo esse conjunto pesa aproximadamente 13 kg sem contar a alimentação.

Comparativos equipamentos outdoor

Um comparativo que fiz ao longo dos anos usando tudo que é tipo de equipamento outdoor disponível no mercado, descobri que:

Se você quiser abaixar cerca de 1kg de peso em equipamentos dentro da sua mochila, você gastará aproximadamente R$ 2.000,00.

Então quando você for escolher seu primeiro equipamento ou o próximo produto, escolha que este seja leve, altamente tecnológico e que lhe proporcione o máximo de conforto na sua aventura.

Os equipamentos que uso atualmente me proporcionam aproveitar todo o contexto de uma aventura, chegando em casa sempre com experiências incríveis e o melhor de tudo isso é não estar dolorido ou com bolhas nos pés por causa de algum equipamento ruim.

Mochila All Trail

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TTT 2019

15ª Travessia Torres Tramandaí – TTT 2019

Mais de três mil participantes divididos em quatro categorias (solo, duplas, quartetos e octetos) participaram da 15ª edição da Travessia Torres Tramandaí – TTT 2019, que movimentou o Litoral Norte no último sábado de janeiro (dia 26).

Esta edição bateu recorde de inscritos na categoria solo, foram 243 atletas. Destes apenas 185 completaram os 82 quilômetros, sendo 150 homens e apenas 35 mulheres.

O destaque feminino na ultramaratona foi Roberta Nozari, que percorreu os 82 quilômetros em aproximadamente 7h 43 min, se sagrando a Campeã da TTT 2019.

TTT 2019
Créditos: acervo pessoal

Beta já é conhecida na TTT. Sua primeira participação foi em 2014, quando formou dupla com Fernanda Elisa Finkler e conquistaram o 2º lugar. No ano seguinte resolveu enfrentar os 82 quilômetros e conquistou o 4º lugar Geral (o pódio geral era divido em até 39 anos e 40 em diante).

Em 2016 enfrentou novamente a ultramaratona e foi a Campeã. Com a Fernada, sua companheira de dupla em 2014 de apoio (bibicleta).

“Na época a classificação geral era dividida em duas faixas etárias: até 39 anos e após. Fiquei em primeiro até os 39, mas na verdade cheguei junto com a minha prima, e teve uma mulher mais velha que chegou antes. Logo, na verdade, apesar do troféu, cheguei em segundo.” explica a corredora.

TTT 2019
Créditos: acervo pessoal / TTT 2016

Em 2017 se sagrou vice-campeã da TTT na categoria solo. A partir daí passou a não mais haver a divisão de faixa etária na classificação geral. Ano passado conquistou o terceiro lugar geral, também na categoria solo.

Natural de Santa Cruz do Sul, Beta trabalha como Defensora Pública, apaixonada pela profissão tanto quanto pelas corridas.

“Em resumo, atuo em prol das pessoas que não possuem condições de constituir advogado particular. Na área criminal, quando os réus não constituem advogado para defesa, os processos acabam indo para a atuação da Defensoria. E eu ainda atendo no Presídio Estadual de Venâncio Aires, que conta com mais de 600 reclusos.”

Beta começou cedo nos esportes. Ainda estava na faculdade (2005) quando conheceu e se apaixonou pelo mundo das corridas de aventura. Participou de competições de CA e algumas corridas…

“Em 2007 (agosto) eu me formei em Direito, e parei de competir para estudar para um concurso. Neste período, me foquei muito, abri mão de quase tudo e somente dava uma corridinha de 7 quilômetros (quando eu podia) para desestressar!” brinca a multi-atleta.

Quando passou no concurso, ela voltou a treinar e logo a competir. Retornou para as corridas de aventura e corridas em geral, trilhas, asfaltos, bike…o que lhe dava vontade.

Ela confessa, que não é muito de se programar com as provas. Gosta de decidir meio perto, mas sempre mantem uma rotina rigorosa de treino.

“Já com a TTT 2019 é diferente, é meio que um programa anual! Eu e o Vagner (noivo), que corre comigo há 3 anos (aliás, nos conhecemos numa corrida de aventura, na mesma equipe, fomos campeões e nunca mais nos desgrudamos) já mantemos um planejamento desde novembro, dezembro…” relembra Beta.

TTT 2019
Créditos: acervo pessoal / 1ª Etapa do Campeonato Gaúcho de Corrida de Aventura de 2016 – Getúlio Vargas – Equipe Krakatoa Campeã / Da direita para a esquerda: Xexa Leandro, Douglas Kroetz, Vagner de Moura e Beta.

Beta acorda às 5h 30min de segunda a sexta para fazer crossfit das 6h 30min às 7h 30min; durante a semana procura correr 3 dias, mas antes da TTT ela corria 5 dias, e às vezes, inclusive, dois turnos de corrida por dia. Nos finais de semana eram feitos os longos, no sábado de bike (30, 40 quilômetros, dependendo do cansaço) e no domingo corrida, no máximo 35 quilômetros.

Ela possui uma carga de trabalho bastante intensa. Então não é sempre que chega em casa com ânimo para treinar. Mesmo assim procura praticar esportes todos os dias, mas confessa que nem sempre é possível.

“Amo fazer esporte, mas respeito muito o meu corpo. Quando estávamos muito cansados, o Vagner (meu parceiro de treino e competições) e eu diminuíamos o ritmo ou a quilometragem.”

Quando questionada se em algum momento imaginou ser a Campeã da TTT 2019, ela é sincera e muito humilde:

“Em nenhum momento pensei que seria a Campeã! Porque eu não era a favorita e, aliás, admiro muito a favorita (Jasieli Dalla Rosa) que é a recordista da prova.”

A PROVA:

O plano era fazer a prova com o Vagner e os dois acabarem bem; administrando, sem quebrar! E foi o que aconteceu…O resultado foi somente a consequência do despretensioso planejamento.

Em termos de calor, foi a pior TTT que Beta correu. Com apenas meia hora de prova o casal sentiu o calor extremo e resolveram diminuir o ritmo, para não quebrarem. Mantiveram um ritmo extremamente confortável e seguiram.

TTT 2019
Créditos: acervo pessoal / Na foto: Beta, Vagner de Moura e Douglas Kroetz (bike)

No quilômetro 38 o Douglas Kroetz, companheiro de equipe na Krakatoa (corridas de aventura), entrou de bike para auxiliar o casal. Porém, um imprevisto aconteceu…na Plataforma de Atlântida a bike quebrou e ele saiu da prova para tentar arrumá-la.

“Naquele ponto ficamos sem comida e sem bebida, até que encontramos uns amigos que estavam esperando a gente passar. Nos deram mariolas e água e um deles seguiu nos acompanhando até o Douglas voltar.” relembra a atual Campeã da TTT 2019.

“A bike não foi arrumada, mas o Douglas seguiu conosco correndo. E acabou dando tudo certo…Das dificuldades que encontramos força para continuar…”

TTT 2019
Créditos: acervo pessoal

Além disso o casal teve um problema pré prova, Beta tem asma e ficou muito gripada, teve crises e precisou tomar antibióticos. Na verdade, foi fazer a prova sem ter certeza se acabaria em razão de estar com bastante falta de ar.

“Acabei tossindo muito durante a TTT 2019, mas faz parte…foi só mais um obstáculo a ser vencido!”

Disciplina, dedicação, estratégias, trabalho duro, muita humildade e um super parceiro, está foi a “fórmula mágica”, que Roberta Nozari usou para conquistar o lugar mais alto do pódio.

TTT 2019
Créditos: acervo pessoal

Agradecimentos…

“Ao meu companheiro de vida, Vagner, por abraçar todas as minhas aventuras loucas e por me acalmar quando estou em plena tempestade! A minha família que sempre me apoiou. Aos meus amigos loucos e companheiros de treinos; às vezes não tenho animo para treinar, mas como o treino está marcado, eles acabam sendo o motivo da minha não desistência!”

Barraca de Trekking, como cuidar!

Nesta postagem irei explanar sobre os cuidados que você deve tomar antes, durante e no retorno do acampamento, alguns cuidados básicos para a sua barraca de trekking durar mais tempo.

Para ficar mais fácil o entendimento, cito abaixo uma lista com 10 itens essenciais para aumentar a vida útil da sua barraca.

1- Como acondicionar a barraca dentro da mochila cargueira

Todos nós sabemos que as barracas costumam vir bem empacotadas com todas as suas partes dentro de um saco que facilita o transporte. Sempre conferir se todas as partes da barraca (Footprint, estacas, varetas, quarto e sobreteto) estão na sacola antes de ir para uma aventura.

  • A dica é você organizar a barraca dentro da mochila de maneira muito mais inteligente, pensando sempre em evitar que suas partes se danifiquem, para isso sugiro organizar da seguinte forma: Coloque o footprint (piso extra), quarto e sobreteto dentro da sacola de transporte, as varetas e estacas (espeques acomode na parte externa da mochila. Caso você venha escorregar ou cair durante a trilha, como as partes estão separadas evitará que ocorra rasgos ou furos tanto no sobre teto, quanto nas áreas do dormitório.
Barraca de Trekking

2 – Proteja sempre o piso da sua barraca de trekking

O piso é uma das partes mais importantes de uma barraca, cuidar dessa parte garante 50% mais de vida útil, isso porque a grande maioria das pessoas monta em lugares indevidos como em solos pedregosos ou em matas fechadas, podem ocorrer rasgos ou furos no piso e vir a entrar água ou formigas, isso seria um grande problema em um acampamento.

  • Para evitar esses problemas algumas marcas desenvolveram os Footprint (piso extra), ele tem a principal função de impedir que você venha a furar o piso da sua barraca.
  • Caso a sua tenda não tenha o footprint, você pode improvisar usando uma lona embaixo da barraca, certifique-se que essa lona extra seja do tamanho do quarto da sua barraca, nunca coloque uma lona que seja maior, pois em dias de chuvas poderá formar poças nessa lona.
Barraca de Trekking
Crédito: Fui Acampar

3 – Evite montar a barraca com sol forte

O sol é um elemento da natureza que sempre está presente em nossas vidas, assim como nós temos que nos proteger e não ficar muito expostos aos raios do sol, a barraca também funciona assim.

Lembre-se que a barraca é construída para ser a sua segunda casa na montanha e durar inúmeros anos, em grande parte das barracas temos as costuras seladas eletronicamente, espalhadas por toda a barraca. Se a barraca vier a passar muito tempo sob o sol forte, poderá acontecer de derreter a cola que impermeabiliza as costuras e assim fazer com que venha descosturar-se em casos graves.

  • Sempre monte a barraca em fins de tarde e desmonte logo pela manhã, assim você evita que a barraca sofra algum dano pelo sol.
  • Caso você esteja em um travessia de trekking, onde você ficará em um acampamento base, a dica é você armar um pequeno toldo em cima da barraca, isso irá protegê-la muito mais, evitando que o sol agrida as costuras da sua tenda.
Barraca de Trekking

4 – Use os esticadores da sua barraca de trekking

Você já deve ter notado que em todos os modelos de barracas, quando adquiridas novas, vem com pequenos cordeletes, estes têm funções que interferem diretamente não só na barraca como um todo, mas sim nas varetas.

Usar esses cordeletes aumentam a vida útil da sua barraca consideravelmente, tem como função deixar a barraca mais estável em situações de ventos fortes ou climas desfavoráveis,  não usá-los pode comprometer a vida útil das varetas da barraca, fazendo com que a vareta em si absorva todos os impactos gerado pelo clima instável.

Sempre que for montar a sua barraca de trekking, certifique-se de prender todos os pontos, inclusive os cordeletes, pois em algumas situações você está no acampamento e o tempo está bom, ao você dormir o tempo muda e começa piorar, aí você terá que levantar e ajeitar tudo novamente para que a barraca não rasgue com a ventania.

Barraca de Trekking


5 – Não deixe restos de comida nos avanços da barraca

Em alguns picos e montanhas do Brasil, existem animais selvagens que circulam durante a noite, e não estou falando de animais de grande porte, mas sim de ratos e formigas. Em uma das principais travessias de trekking do Brasil, conhecida como Serra Fina, há inúmeros ratos que a noite atacam as barracas dos aventureiros em busca de alimentos, fazendo muitas vezes furos ou rasgos nos tecidos da barraca.

  • Para evitar que isso aconteça, sugiro sempre limpar os equipamentos de cozinha e guardar muito bem os restos de comida, não deixe perto da sua barraca durante a noite, os animais pequenos podem fazer grandes estragos em seus equipamentos.
Barraca de Trekking

6 – Usar estacas (espeques) adequados

Você deve estar se perguntando, oq os espeques tem a ver com a vida útil da barraca? Tem tudo a ver! Pois todas as barracas necessitam seu uso, quando acampamos em locais como grama e terra os espeques da nossa barraca são muito bons, caso você venha a acampar na areia ou neve por exemplo, você deverá ter estacas mais longas, isto é de 25 à 30 centímetros aproximadamente, isso dará maior firmeza para a sua barraca e evitará que o espeque desprenda do solo.

Geralmente o que mais acontece nas praias é você não usar o espeque adequado e no meio da noite o espeque se soltar e a lona do sobre teto ficar se debatendo contra o dormitório, isso poderá danificar muito o conjunto todo, fazendo sua barraca durar menos.

Barraca de Trekking

7- Use sabão adequado para lavar a sua barraca de trekking

Para aumentar ainda mais a vida útil da sua barraca, você precisa manter ela sempre limpa após voltar de uma trilha ou travessia de trekking, caso esteja muito suja é recomendado lavar usando sabão ou detergente neutro isto é, que não tenha glicerina em sua composição.

A Glicerina agride o tecido, retirando mais que apenas a sujeira, as vezes, nos piores dos casos pode acontecer de sair a própria selagem do material, fazendo com que não seja mais tão impermeável. Caso não encontre o sabão neutro, pode-se lavar usando água pura, procurar não esfregar o tecido com escovas ou derivados.

  • Sempre que você tiver que lavar a barraca, lembre-se de usar sabão neutro e deixar secar na sombra, nunca no sol para não acontecer o que foi citado no “item 3”.

8- Evite lavar a barraca muitas vezes

A sua barraca funciona como uma jaqueta de membrana impermeável, isso é, quanto mais você lavar, menos impermeável ela será. Quando digo “lavar” me refiro a você apenas limpar usando um pano úmido e depois deixar secar na sombra, evite lavar a sua barraca com a mangueira ou lava jato.

9- Não guarde a barraca molhada

Esse erro acontece frequentemente entre os aventureiros e praticantes de campismo inexperientes, nunca de-se guardar a barraca com seus tecidos molhados, pois ao passar inúmeros dias fechada em sua sacola de transporte, pode vir a mofar, furar e até mesmo rasgar o tecido.

10- Não deixe sua barraca secar montada

Quando você tiver que deixar a sua barraca secar em casa, a dica é desmontar e pendurar no varal, pois se ficar armada, poderá sobrecarregar as presilhas ou elásticos que são presos na vareta.

Barraca de Trekking

Curiosidades

  • Se usar todos os finais de semana, a barraca durará aproximadamente 1 ano;
  • Se vier a usar apenas uma vez por mês, a barraca durará aproximadamente 2 anos;
  • Se usar duas vezes por ano, a barraca durará aproximadamente 3 anos;
  • Se você não fizer uso da barraca, ela durará no máximo 4 anos.

Conheça a mais nova barraca de trekking da Naturehike, conhecida como Star River 2.

Barraca de Trekking

Depois destas inúmeras dicas sobre como aumentar a vida útil de uma barraca de trekking, esperamos que o texto tenha ajudado você e sanado algumas de suas dúvidas, caso ainda tenha alguma, deixe um comentário logo abaixo, se gostou do texto compartilhe com seus amigos.

Chico, o treinador de grandes atletas de corrida!

Dedicamos uma grande parte das nossas vidas ao nosso trabalho, e embora algumas pessoas se conformem em sobreviver, outras fazem do seu trabalho uma forma de vida, conheça a história do mestre da corrida.

Certamente você já encontrou algumas dessas pessoas que amam o seu trabalho. São profissionais que dão o melhor de si mesmos como pessoas, sem descuidar dos aspectos mais importantes da sua profissão.

Conheci (virtualmente) o treinador/professor de Educação Física, Francisco Rainone Junior (48), no início do ano quando escrevi aqui no site uma matéria sobre a sua atleta Jasieli Tagliari Dalla Rosa – atual recordista feminina da TTT (Travessia Torres Tramandaí) com o tempo de 6h 56min.

Treinamento de Corrida
Foto: acervo pessoal

Desde então, comecei a acompanhar seu trabalho como treinador de alguns atletas e amigos em comum. E  fico impressionada com a forma como ambos se relacionam.

Chico, como é carinhosamente chamado pelos seus amigos e atletas, iniciou a sua carreira de treinador há 35 anos. Foi na escola com seu professor de Educação Física, que descobriu que amava correr e participar das aulas.

“Diversas aulas eram feitas correndo em volta do quarteirão do colégio, onde acabei me destacando como um bom atleta de velocidade e fui encaminhado para treinar no Sport Clube Internacional. Por lá havia um treinador que me ensinou muito e foi meu segundo pai…” 

Naquela época Francisco descobriu o que queria fazer e sabia quem um dia teria uma oportunidade. E esse dia chegou em 2003, quando o Gerente de uma academia o convidou para assumir o clube de corrida.

 “Nesta academia, havia um grupo de corrida em dois turnos (manhã e tarde) e o professor precisava orientar os treinos e correr junto com os alunos pelas ruas da cidade. Na época eram poucas academias que tinham clubes de corrida e existiam poucas assessorias de corrida e uma meia dúzia de treinadores na cidade.”, relembra Chico.

Foi assim que tudo começou, o clube de corrida deu certo, o mercado do running cresceu muito (tanto provas de asfalto como de trail). Francisco se tornou atleta de endurance na época e começou a correr ultramaratonas de esteira, asfalto e montanha.

“Como treinador e atleta começou uma procura pelo meu trabalho, de alunos e atletas para os mais diversos desafios. Assim me especializei em treinamento de ultra atletas e corredores de montanha.”

Hoje ele treina 50 atletas na Assessoria Team Ultra Chico e cerca de 30 na academia Cia Athletica, entre iniciantes e Ultramaratonistas.

Treinamento de Corrida
Foto: acervo pessoal

Quando questionado sobre as conquistas de seus atletas, e a que mais tenham lhe marcado, Chico é rápido em responder:

“Não existe uma que marcou mais! Todos os atletas que se dedicam, priorizam seu tempo e seu esforço físico e mental ao treinar; chegam ao seu objetivo, transformam sua vida, vivem com saúde e felizes…Quando eles concluem provas, seja qual for a distância, acabam me emocionando e me fazendo muito feliz!”

Recentemente Francisco passou por um problema de saúde e seus atletas prestaram lindas homenagens. Mostrando que além do vínculo profissional, existe uma grande afeição. Perguntei ao Chico o que essa “união” representa a ele:

“Eu diria que representa uma família, uma grande e valiosa parte da minha vida, meus atletas são pessoas extraordinárias, preciso estar sempre mais com eles. Transmitem-me uma energia e carinho que não tem tamanho e estiveram em uma corrente de orações que me deram uma força gigante nesse meu maior desafio até hoje, que foi a cirurgia cardíaca. Não tenho palavras para agradecer a eles.”

Outra grande e valiosa parte da vida, do treinador é sua companheira Vivi Souza. Em um feriado de carnaval, enquanto muitos festejavam e brindavam em festas e folias, Vivi foi com seu grupo de corrida fazer um treino de morro, já previamente combinado com sua treinadora Aline e o treinador Francisco – que até então, ela só conhecia por nome.

“A partir daí veio um convite para um treino, convite para uma prova…e devagar, com muito carinho e alguns quilômetros, foi nascendo um belo e verdadeiro sentimento. Vamos completar dois anos juntos, pouco tempo, mas de uma cumplicidade, cuidado, amor e querer bem de ambas as partes.”  relembra Vivi.

Treinamento de Corrida
Foto: acervo pessoal

Chico é um treinador responsável, dedicado e atencioso. Que pensa, estuda, elabora, planeja…cada detalhe, para o crescimento e evolução de seus atletas! Grande conhecedor da teoria e prática deste mundão das corridas, que se emociona e vibra com as conquistas pessoais de cada um.

Segundo Vivi – e sem dúvidas toda a sua família, amigos, atletas… – Chico é:

“Um atleta cheio de histórias pessoais, que prende as pessoas no olhar com tamanha experiência e conhecimentos quando relata suas aventuras que carregam km´s de emoções. Um homem sincero e guerreiro, que já atravessou situações difíceis, mas sempre soube dar a volta por cima com um sorriso largo no rosto e um coração que pulsa e vibra pelas vitorias e conquistas, mas sobre tudo pelo recomeço, pela hombridade, generosidade, gratidão e alegria de viver neste mundo do esporte que tanto o faz feliz. Hoje vejo no Chico uma fortaleza, seguro de si, da sua profissão e de seus valores.”

Treinamento de Corrida
Foto: acervo pessoal

“Amar a vida através do trabalho é partilhar do segredo mais íntimo da vida.” – Khalil Gibran –

Vivência Outdoor – 3ª edição – Floripa.

No último feriadão do Dia das Crianças, 12, 13 e 14 de outubro, tive o privilégio de participar do Vivência Outdoor e vou contar aqui, tudo que aconteceu nessa terceira edição  que rolou em Florianópolis. Foi sem dúvidas um grande encontro dos amantes e entusiastas das práticas de atividades outdoor e esportes de aventura.

Vivência Outdoor
foto: @luangesteira

Ano após ano, o Vivência Outdoor vem crescendo e se consolidando no calendário nacional de eventos relacionados aos esportes de aventura e atividades outdoor. Sempre com uma programação rica e diversificada, atrai cada vez mais gente que pensa e transpira aventura, quer seja como atividades de trabalho, lazer e/ou esportiva. O evento em si, é uma oportunidade ímpar de adquirir e ampliar conhecimento sobre diversas práticas, escutar histórias de grandes aventuras, descobrir novos roteiros e o mais importante: fazer novas amizades e multiplicar a rede de contatos com pessoas que encaram com seriedade e entusiasmo o cenário outdoor nacional.

Vivência Outdoor
foto: @luangesteira

Nesta terceira edição, a programação cheia e diversificada foi realmente muito interessante e divertida. Foram mais de uma dezena de atividades entre palestras, relatos, oficinas e uma sessão exclusiva de cinema outdoor sensacional. Entre uma coisa e outra, aquela pausa estratégica para um café e um bate papo com os participantes, sempre num clima descontraído. Em outras palavras, foi uma overdose, no bom sentido, de informação, conhecimento e diversão para aqueles que amam o universo das atividades outdoor.

Vivência Outdoor
foto: @luangesteira

Entre todas as atividades, que sem exceção foram muito boas, gostaria de destacar aquelas que eu mais gostei:

 – Caminho a Dois, mais de 4.000 km trilhados pela Pacific Crest Trail – Por: Bia Carvalho e Edinho Ramo.

– Caminho da Mata Atlântica, trilha de longo curso no Brasil – Por: Ivo Leonardo Schmitz

– Navegação Outdoor com GPS: Do Básico ao Avançado – Por: Renan Cavichi e Mario Nery

– Higiene Outdoor de Mínimo Impacto – Por: Ana Vivian e André Costa (Pedarilhos)

– Sete Cumes: Denali, o desafio no Alasca – Por: Hélio Fenrich

E não parou por aí, não. Toda a logística destes três dias de imersão foi muito boa. Para repor as energias e as calorias da galera, um excelente bufê com todas as refeições foi preparado com todo cuidado e muito bem organizado, com direito a uma noite de rodízio de pizzas e uma noite das massas. Chopp e cerveja artesanal também não faltaram para os paladares mais exigentes.

Vivência Outdoor
foto: @luangesteira

E como não poderia deixar de ser, para garantir o descanso da tribo outdoor reunida, uma aldeia de barracas NTK foi organizada no campo de futebol da Fazenda Três Meninas com o apoio logístico da Nautika.

Vivência Outdoor
foto: @luangesteira

Para fechar essa publicação, o Trekking RS teve um rápido bate papo com Luiza Campello, que é a mãe da criança, para saber mais sobre o passado, presente e o futuro do Vivência Outdoor.

Confira aqui, nosso bate papo com a Luiza:

O que é o VO?

O Vivência Outdoor é, sobretudo um encontro de pessoas que tem uma mesma paixão, a vida ao ar livre! É um evento onde essas pessoas podem se encontrar e trocar experiências, conhecimentos e fazer novas amizades. Essa é a essência do Vivência Outdoor.

Como surgiu a ideia, qual a motivação para criar o VO?

A ideia do Vivência Outdoor surgiu da necessidade de encontrar as pessoas ao vivo, para trocar informações e conhecimento. Como blogueira do FuiAcampar muitas vezes eu me sentia distante do público que lia os conhecimentos. Eu queria conhecer e falar com as pessoas ao vivo, não só no mundo virtual. E conversando com outros blogueiros da RBO (Rede de Blogs Outdoor) percebi que eles também tinham essa vontade, de estarmos todos ao vivo, juntos e compartilhando experiências olho-no-olho. Foi assim que surgiu a primeira edição do vivência, em 2016, em socorro. O evento foi mais amador, mas a mágica que aconteceu desses encontros foi tão incrível que tivemos que repetir para proporcionar isso para mais pessoas!

Qual o principal propósito do VO?

Acho que respondi essa pergunta na primeira! O propósito é permitir a troca de conhecimentos de experiências, mas, além disso, queremos fomentar o segmento outdoor no Brasil, inspirar as pessoas, dar conhecimento, criar aventureiros mais conscientes e responsáveis pelo seu planejamento e pelas suas ações.

Desde o primeiro VO, o que mudou?

A ideia central é a mesma, não mudou em nada! O que mudou foi uma evolução na execução de cada detalhe! Aprendemos sempre com os erros e procuramos melhorar em cada detalhe, alimentação, horários, crachá, sorteios…tudo foi surgindo e evoluindo baseado nas avaliações dos participantes. Levamos tudo em consideração, porque um evento com uma organização melhor facilita a harmonia e a energia positiva do evento. Outra coisa que vai mudar para a próxima edição é o propósito de ser itinerante, cada ano em um estado diferente.Queríamos fazer itinerante para proporcionar pessoas de outros estados mais distantes terem acesso mais fácil ao evento, mas percebemos que não houve mobilização que justificasse essa mudança de local, atingimos um público local muito restrito, acreditamos que no próximo ano voltaremos para o estado de São Paulo onde o evento é mais valorizado.

Infelizmente o evento não deve mais ir até as pessoas mais distantes, quem estiver mais longe, vai ter que se mobilizar para ir até o evento. Não queríamos que fosse assim, mas foi mais um aprendizado que tivemos e precisamos tomar essa decisão para facilitar a logística para a organização e para a maioria do público interessado. Até cogitamos sair da região sudeste no futuro (talvez), mas o evento precisa estar bem mais maduro daí.

E quanto ao futuro, quais são os sonhos e projeções para os próximos VO?

A ideia do evento a princípio é se manter nessa mesma linha, promovendo encontros entre pessoas, inspirações para a vida, para as aventuras e conhecimento técnico.

Queremos evoluir sempre nos mínimos detalhes para a energia do evento fluir naturalmente e conectar as pessoas. É só isso…

Se todos que saírem do Vivência Outdoor estiverem se sentindo melhores, mais felizes, mais inspirados e conscientes de suas ações, cumprimos nossa missão! 🙂

Patrocinadores:

Vivência Outdoor

Apoiadores:

Vivência Outdoor

Se você leu tudo até aqui e quer saber mais sobre o Vivência Outdoor, a programação completa desde ano, anos anteriores e se inscrever para saber quando será o próximo, não perca tempo e clique aqui!

Alimentação Vegana

Escrevi este texto com o intuito de auxiliar trilheiras(o) na hora de separar os alimentos e levar para as trilhas, como não encontrei nada na internet que falasse sobre alimentação vegana nas trilhas, resolvi então escrever sobre o que costumo levar em minhas viagens.

Se você parar pra pensar, rapidamente, em alimentos que você levaria pra trilha, provavelmente pensaria em itens práticos, de fácil cozimento (ou sem necessidade de cozinhar), e por aí vai. Então, dentro desses “pré-requisitos”, tranquilamente pensaria: Miojo (massa instantânea); bolacha recheada, chocolate e etc.

Porém, acredito que muitos trilheiros tem um propósito que vai bem além de simplesmente caminhar por aí. É uma forma de se conectar, um meio de se aproximar de algo latente que nos faz sentir mais vivos. É um jeito simples de perceber o divino em um nascer do sol, em gotas de orvalho ao acordar, em sentir sua essência de paz infinita e imperturbável apenas ao admirar uma grande e prateada lua no céu estrelado.

Mas aí você se pergunta: peraí, esse texto não era sobre alimentação vegana? Por que falar da natureza agora então? Justamente… Quando nos alimentamos adequadamente, de forma a não pesar no corpo, e sim nutrir, a gente sente que essa conexão que se busca fica bem mais fácil de alcançar.

No meu cotidiano busco conciliar minha rotina a um estilo de vida saudável. Sou instrutora e praticante de yoga. Sou vegana. Entendo a alimentação como algo fundamental na saúde física e mental. Não adianta apenas comer. É preciso se alimentar. E por que isso precisa ser mudado nos
momentos em que busco me aproximar da minha paz através do contato com a natureza?

Então quando comecei a trilhar, inciei minhas buscas de dicas de alimentação vegana nas trilhas e… praticamente NADA. Simplesmente não tem trilheira vegana. Ou elas estão escondidas (risos).

Mas aqui sigo na ideia de não apenas manter uma alimentação vegana, mas também saudável. Porque passar comendo pão e bolacha na trilha foge completamente do meu contexto de “se alimentar”. Passa a ser apenas “comer”.

Foi aí que resolvi escrever sobre isso. Vai que alguém hora dessas também tem essa mesma vibe? Não precisa ser vegana, mas simpatizar com a ideia de uma alimentação saudável e que dê energia para caminhar e concluir a trilha com sorriso no rosto, corpo e mente íntegros.

Então comecei a pensar em alimentos que durem, não amassem facilmente, cozinhem rápido quando necessário o cozimento, sejam nutritivos e não pesem tanto. Ufa! A lista não pareceu facilmente preenchível no início. Mas aos poucos fui elaborando kits de almoço/janta, lanches e café da manhã que coubessem nesses requisitos que achei necessários para as aventuras. E aí achei bacana compartilhar algumas ideias, lembrando que estou sempre na busca e experimentando novas possibilidades de comidinhas bacanas pra acrescentar e variar os cardápios, principalmente em travessias.

Primeiramente, pensando no quesito “arroz”, como em trilhas a gente busca rápido cozimento, se não quiser utilizar aquele arroz pronto “Vapza”, o interessante é levar arroz branco ou basmati (um tipo de arroz muito utilizado na culinária indiana, delicioso por sinal). No meu dia-a-dia dou preferência ao arroz integral, mas na trilha ele acaba perdendo pontos pelo tempo maior de cozimento e economia de gás.

Dá para montar vários kits a partir desse simples ingrediente, como por exemplo risotos com inúmeras possibilidades: de amêndoas laminadas com damasco picado; tomate seco com temperos verdes; pêra com temperos (gosto de usar algo apimentado pra dar contraste quando uso frutas secas; o doce com pimenta fica delicioso); funghi ou algum outro cogumelo; etc. Faço também kit de arroz com lentilha rosa, que cozinha super rápido. Então cozinho os dois juntos, porque também busco usar o mínimo de panela possível (de um modo geral uso apenas uma). Junto do arroz dá pra acrescentar quinoa e/ou amaranto em grãos, que são ricos em proteínas. Também fica legal um arroz com sementes de abóbora e girassol descascadas, que são super nutritivas e ricas em proteínas. Ervilha seca é uma boa pedida pra cozinhar junto do arroz também, fica uma refeição completa.

Também há pouco descobri uma marca de produtos bem boa, que tem massas que cozinham super rápido e são hiper protéicas (tem de feijão azuki, feijão preto, soja, dentre outras). A marca é “Fit Food”. Não são produtos baratos, mas valem a pena, pois os ingredientes também são orgânicos.
Quando faço massa, procuro temperar com azeite de oliva e curry, dá um sabor legal.

Outros ingredientes que achei interessantes e com ótimo custo-benefício, são os grãos cozidos da marca “Camil”. Eles tem feijão, lentilha e outros produtos. Tem opção já temperada e não temperada. Particularmente prefiro a não temperada, pois gosto de dar o sabor que gosto com os temperos que estou acostumada. Ademais, dependendo da aventura, a escassez de água pode exigir que se dê uma maneirada nos temperos para não dar muita sede.

Recentemente comprei um produto que é uma seleta de legumes prontos para o consumo, temperados com sal. Não recordo a marca, mas acho uma opção interessante para consumo de legumes dependendo da trilha. Isso porque em travessias não tem como carregar legumes frescos na cargueira. Além da probabilidade de estragar e/ou amassar, é um peso e tanto. Então tem
essas opções deles prontos pra não deixar de comer alguns legumes ao longo da aventura.

Gosto de fazer em casa um tempero que é ótimo para levar nas trilhas e travessias, pois é um tempero nutritivo. Eu misturo gergelim, semente de abóbora, semente de girassol (todas descascadas) e sal. Torro levemente e trituro tudo junto. Fica delicioso e muito rico.

Bom… Até agora só falei de comidas para refeições mais elaboradas, mas sabemos que além do café da manhã, é importante ter alimentos nutritivos ao longo da trilha, então chegamos no momento de falar dos snacks!

Os snacks e o café da manhã faço com os mesmos ingredientes. Costumo levar frutas secas pela praticidade e por não estragarem como as frutas in natura (claro que adoraria ter frutas frescas ao longo da jornada, mas elas estragam muito fácil na cargueira. Dependendo da trilha, se for algo curto
dá pra levar com certeza). Dentre essas frutas, o mais comum é banana desidratada, tâmaras (prefito a tâmara Medjol, que dá mais saciedade), damasco, uva passa, coco seco, dentre outras. Tem várias, como manga, goiaba, pêra, … Mas acabo sempre levando as mesmas.

Sempre carrego comigo as oleaginosas, que são boas fontes de energia e gordura do bem, e super combinam com as frutas secas. Levo nozes, amêndoas, amendoim (também na versão doce – pé de moleque –, porque ninguém é de ferro), castanhas, avelã, e acho bem bom levar também aquelas
mesmas sementes que uso para fazer o tempero (abóbora e girassol descascadas), pois são proteicas.

E o velho – e às vezes considerado bandido – pão. Não deixo de comer. Opto pelas versões integrais, eu prefiro. Para passar no pão, gosto de levar pasta de amendoim e/ou tahine (pasta de gergelim), que são boas fontes de gordura e proteína. E levo também melado, acho a combinação ótima. Se quiser uma versão de sanduíche salgado, dá pra rechear com essas pastas e os legumes que falei antes, ou até mesmo aquele tempero caseiro de sementes. Fica bem gostoso. Ou misturar tudo (risos), na hora da fome a gente come o que vê pela frente!

Uma coisa bacana para os primeiros dias de travessia ou para trilhas mais curtas, é levar cenoura. Ela resiste bem e não amassa. Serve para o almoço/janta e também nos lanches. Eu adoro comer cenoura crua!

Pensando em uma opção mais fácil e ainda saudável, gosto muito das barra de cereal da marca Hart’s (busco patrocínio hahaha). Eles tem várias opções, todas de-li-ci-o-sas! São barras raw (sem cozimento, o que mantem o alimento com 100% de aproveitamento dos nutrientes) e tem umas especiais que são ricas em proteínas. E o melhor: todas veganas!

Enfim! Não sou nutricionista e estou longe disso. Sou apenas uma Yogue trilheira que gosta de manter a alimentação ao longo das trilhas e travessias na mesma linha e na mesma vibe de vida que levo: sempre em busca de saúde e bem-estar. As dicas que dou são baseadas na minha experiência, gosto e pesquisas que fiz. Cada um conhece seu corpo e o melhor sempre é estar atento e consciente naquilo que o próprio corpo pede.

Espero ter contribuído de alguma forma e auxiliado a galera que busca manter uma alimentação saudável também nas suas aventuras!

Até breve,
Manoela Pellenz Barbieri Schiavenin – Junho/2018

Patos do Sul

Quando deparo com conceito de aprendizado, a memória me remete a 12 de maio de 2017. Naquela noite de sexta-feira fria, típica do inverno da serra gaúcha, ministrei meu primeiro workshop sobre a Curtlo BR na loja Patos do Sul. Foi um rito de passagem, um angustiante e prazeroso teste de maturidade.

Jovenzinha, semblante de moleca e extremamente tímida, enfrentei uma sala com cerca de 20 aventureiros. Creio que pelo menos 90% dos participantes eram mais velhos que eu. Todos, de certa forma, desconfiados da palestrante.

Patos do Sul

Na verdade, tinha acabado de entrar no time de Embaixadores/Atletas Curtlo BR. No entanto, já utilizava os produtos da marca a anos, participara de diversas provas e treinos de ciclismo e corrida sempre com algum item da Curtlo.

Aceitei o convite da Helen e do Darci, proprietários da loja Patos do Sul e meus apoiadores há anos, para ministrar o workshop. Tomavam-me naquela estreia precoce certa apreensão e ansiedade. Perguntava-me se seria capaz de transmitir meus conhecimentos aos participantes. Ao final daquela primeira lição, contudo, notei aliviada que os aventureiros haviam assimilado minhas dicas. Descobri em mim talentos latentes, habilidades de comunicação nunca imaginadas.

No caminho para a casa da Helen e do Darci, rememorava meu debute como palestrante, avaliava minha performance e a considerei satisfatória.

Percebi que ensinar era o atalho para aprender, fosse na preparação do Workshop ou no exercício mental para responder aos questionamentos do pessoal.

Enquanto Helen preparava o jantar, eu e Darci conversávamos sobre o meu Workshop. – Gostei muito de uma coisa que tu disseste lá na loja “Participo das provas para superar a mim mesma e não aos outros!”, tenha isso como regra!

Helen ao ouvir a frase acrescentou: – Insira isso não só no esporte, mas na tua vida!

Eu estava – como de costume – tímida e um pouco receosa em estar “invadindo” o lar do casal (mesmo o conhecendo há anos).

Assim que Helen serviu o jantar, resolvi fazer a pergunta que desenrolou uma sequência de histórias, lembranças, emoções, lições…

– Como surgiu a Patos do Sul?

– […] viajamos para o Atacama e gastamos horrores em telefonia celular para dar notícias aos parentes. Então quando resolvemos viajar para a Patagônia (seria um mês de viagem), o Darci teve a ideia de fazermos um blog, onde colocaríamos fotos e iríamos contando como estava indo a viagem. Na hora de escolher o nome do blog, veio à tona uma brincadeira que fazíamos entre nós, quando entravamos na Land Rover, na sexta à tardinha, o Darci me perguntava: “Pra onde os patos vão voar?”, numa referência aos Duck Tales – Caçadores de Aventuras. Era uma brincadeira boba entre nós. Aí o blog virou Patos do Sul!

Após algum tempo, já com a lojinha de aventura acabando de nascer, Helen e Darci foram num evento da Ekonova de Mountain Bike e caminhada na Linha Brasil, interior de Nova Petrópolis e levaram um gazebo e alguns produtos para vender. Como etiquetas, usaram uns cartões bem artesanais do blog.

Patos do Sul

– Depois quando chegávamos a outros eventos, o pessoal dizia: ‘Os Patos do Sul estão ali!’ ou ‘Tem lojinha dos Patos do Sul!’ e, por uma inercia ou simpatia pelo nome, acabou pegando! comentou o casal.

Os primeiros produtos comercializados na loja foram roupas de ciclismo e segundas pele da Curtlo e botas nômade. À cerca de oito anos no mercado, a Patos do Sul só trabalha com marcas conceituadas de esportes outdoors como: Curtlo BR, Solo, Salomon, entre outras; e possui uma equipe especializada no bom atendimento.

– Quando atendemos um cliente, ele é o foco! Esqueço qualquer “distração” ao redor e a concentração vai toda para entender o que ele precisa. Nem sempre o que ele precisa tem que ser a opção mais cara. No ramo da aventura os equipamentos devem ser escolhidos pela função e qualidade e só trabalhamos com marcas confiáveis, como a Curtlo.

– Aprendemos muito com os clientes e não escondemos isso deles! Adoro ouvir as histórias das andanças, superações e, se eu não souber como ajuda-los, vou atrás de respostas.

Após me contarem toda a história do surgimento da Patos do Sul, Helen e Darci conquistaram (ainda mais) a minha admiração e respeito, porque conseguiam manter-se cada dia mais unidos e apaixonados. Gostavam das mesmas coisas: simplicidade, mato, paz e desafios.

Patos do Sul

Conheceram juntos diversos locais do Rio Grande do Sul, mas adoravam a região de Ausentes e os Cânions. A praia deserta entre o Cassino e o Chuí era visitada quase que anualmente pelo casal. Fora do Brasil a Argentina era uma preferência.

Patos do Sul
Uma das fotos mais antigas do casal, Ausentes no ano de 1999.

Patos do Sul
Darci no Cânion Montenegro com os filhos Dolph e Daycce em 2007.

Patos do Sul
Praia Deserta entre o Cassino e o Chuí em 2011.

Patos do Sul
Aconcágua na Argentina em 2009.

Dentre todas as viagens a melhor aventura escolhida pelo casal, foi a Patagônia.

– […] por dois motivos: a paisagem e a superação em ter que consertar a Land quebrada em Puerto Natales, muito, muito longe de tudo! A união que criamos no foco em solucionar o problema, sem boicotar ou se irritar com o outro, essa sim, representou o grande saldo da viagem! – relembra o casal.

Patos do Sul
Torres Del Paine em 2010.

Era fascinante ouvi-los, relatando em detalhes todas as emoções e lições enfrentadas durante as aventuras.

– As viagens nos ensinaram tolerância, renuncia e que a “Felicidade só é real se for compartilhada”. Aproprio-me da frase do Cris McCandless, pois não acho palavras melhores para dizer isso. comentou Helen, emocionada.

Patos do Sul

As viagens eram tão importantes, que eles mediam o casamento em quilômetros rodados juntos ao invés dos anos. Foram quase 20 anos juntos, um tempo de aprendizado, paixão, fidelidade, amor. Um amor que hoje, transformou-se no mais lindo sentimento de carinho e respeito que Helen pode sentir.

Patos do Sul

Em novembro de 2017 o aventureiro Darci foi desbravar outros locais…

“Pra onde esse Pato foi voar? Seja onde for, foi levar muita alegria e, já deve estar comandando por lá! Ele deixa muita saudade e um aperto fundo no peito que, com o passar do tempo, esperamos que se transforme numa melancolia bonita. Foi cedo, muito cedo embora. Mas esse sempre foi o jeitão dele mesmo, sempre mandão e teimoso…

Nos deixou o conforto de salvar algumas vidas com sua doação de órgãos. É um alento saber que continua vivo nesse gesto. De nossa parte, seguiremos ainda mais unidos, inclusive com a amigona Nova, que tanta alegria lhe deu…Deve ser bom ser amado assim, né Darci?”

Patos do Sul
Darci e Nova no Passo do S em 2016

O Darci nos deixou com uma saudade que espreme o peito, mas também lembranças que vão nos consolar e fortalecer. Ele viveu intensamente, não acreditava em meias medidas, meias palavras, não amava mais ou menos…ele foi grande demais!

Cuidados e dicas na prática esportiva

Sabemos que a prática esportiva não é simplesmente acordar um dia e resolver ser um atleta. Praticar esportes necessita de um preparo antes, para conseguir aguentar toda a intensidade que um esforço físico proporciona. Muitas pessoas não possuem um físico adequado e nem um organismo preparado para a realização de alguns exercícios e acabam sofrendo lesões e contusões sérias. Outros acabam passando mal, tendo o conhecido mal súbito, que leva muitos atletas a morte.

“Tanto no verão quanto no inverno devemos fazer uma avaliação médica e física, não são obrigatórias, mas é interessante realizar essas avaliações, para identificar se existe algum problema físico ou de saúde que pode ser desencadeado durante a prática esportiva.” ressalta a enfermeira Magda Chagas, que desde 2012 trabalha na área da saúde esportiva.

prática esportiva
Créditos: Luis Leandro Grassel

Magda é também é coordenadora do setor da saúde do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas 2018. Após as duas primeiras etapas do campeonato que ocorreram em Farroupilha e Tupandi, e foram marcadas pelo calor excessivo e chuva torrencial – respectivamente. Conversamos sobre os principais problemas (referentes à saúde), que os atletas enfrentaram.

Segundo Magda, a quantidade excessiva de intercorrências gástricas, ocorridas na primeira etapa do campeonato em Farroupilha, estavam diretamente relacionadas ao calor excessivo. O corredor toma mais água, devido ao medo de desidratação e também para refrescar o corpo.

“Esse excesso de água e a postura dos corredores em aclives gerou náuseas, vômitos e dores gástricas, iniciando o processo de hiponatremia, condição metabólica caracterizada pela redução de sódio no sangue a níveis tão baixos que pode começar a aparecer letargia, náusea, dores abdominais, mudanças de humor…” explica Magda. Já outros corredores, tomaram cápsulas de sal e não respeitaram as 2/3 horas de exercício exaustivo e nem a correta reposição hídrica.

Já na segunda etapa do campeonato ocorrida na cidade de Tupandi, houve intercorrências devido a dores musculares, cãibras e fadigas e alguns casos piorando a questão clínica. “Devemos sempre lembrar que o glicogênio é uma reserva de glicose, que está no sangue e precisa ser quebrada. Portanto, para o corpo funcionar corretamente, é preciso ter energia, comer durante a prova. Os corredores devem sempre manter a reserva de glicogênio, buscando sempre o bom funcionamento do organismo durante e após as provas.” ressalta a enfermeira que estará presente em todas as etapas do CGCTM 2018.

E atenção… em todo e qualquer evento esportivo – ciclismo, corrida, futebol…entre outros; é imprescindível  que haja paramédicos no local, caso não houver é preciso ter alguém que saiba os primeiros socorros, para que em qualquer caso de emergência, possa agir e ajudar alguém que passe mal por causa da prática esportiva.

Vale ressaltar que o tempo é fator preponderante no salvamento efetivo de vidas. Em razão de que a grande maioria da população não detém conhecimento técnico na área de atendimento de emergência, costumeiramente nada é realizado entre o momento do ocorrido até a chegada das equipes de socorro. Tal lapso de tempo pode significar a diferença entre a vida ou a morte da pessoa.

Trilha Limpa

O Projeto Trilha Limpa foi criado em 2017 com o seguinte propósito: retirar a maior quantidade possível de lixo das trilhas e conscientizar as pessoas sobre a importância desse ato. Praticantes de esportes ao ar livre se deparam com uma quantia enorme de resíduos – garrafas PET, latas de alumínio, vidro, plástico, papel, entre outros – e na maioria das vezes não tomam nenhuma atitude a respeito.

O idealizador do projeto Lucas Ferreira, decidiu aliar a prática do trekking com algo que trouxesse benefícios para o meio ambiente. Eis que, incomodado com o lixo presente nas caminhadas que praticava, deu início ao que mais tarde se tornaria o Projeto Trilha Limpa. A atuação do projeto é principalmente na cidade de Caxias do Sul – RS e região.

Trilha Limpa

Funciona da seguinte forma: em todas as trilhas é utilizada uma mochila cargueira para transportar os sacos de lixo cheios, recolhidos em todo o percurso. Ao final da trilha é feita a pesagem total de lixo e os valores são computados, para fins de controle. O destino dos resíduos são contêineres seletivos, mas já está sendo estudada a possibilidade de reciclagem de alguns materiais para seu reaproveitamento!

Trilha Limpa

A filosofia do Projeto Trilha Limpa é: “Tire apenas fotos, deixe apenas pegadas”. Cuide da natureza hoje para que as gerações futuras possam viver de forma saudável e com qualidade de vida. Faça a sua parte, ainda dá tempo!

Trilha Limpa

Se interessou pelo projeto? Quer participar? Você pode fazer parte do Trilha Limpa praticando seu esporte de aventura! Recolha o lixo que você encontrar e mande seus resultados! Entre em contato via Instagram ou pelo Facebook.

Trekking não é caminhada leve, não se engane!

Trekking não é caminhada leve, não se engane! Tenho notado nos últimos tempos um grande aumento no número de pessoas praticando esportes de aventura, como  trekking, corridas de aventura, corridas de montanhas, ciclismo, rapel, cascading, cânionismo e muitos outros.

Em todas essas atividades citadas acima, os participantes são expostos a inúmeras situações perigosas como quedas ocasionadas em locais escorregadios ou aclives/declives acentuados, picadas de insetos ou animais peçonhentos, mordida de cachorro, arranhões, alergias devido a flora e fauna, afogamento, hipotermia ou hipertermia dependendo das condições climáticas, entre outros. Portanto, é necessário atenção e seguir à risca as informações que o condutor repassar sobre a segurança no local.

Não cito tudo isso para lhe desmotivar, mas sim para que você fique atento na hora de pratica-las.

Dicas para praticar boas aventuras

DICA 1: Antes de contratar sua aventura, busque saber mais sobre a empresa, seus registros, certificados e cursos.

DICA 2: Pratique atividades com empresas especializadas no assunto, aqui na região sul podemos encontrar inúmeras empresas que oferecem serviços destinados ao turismo de aventura, rural, vertical e muitos outros.

Conheça as empresas parceiras: Sol de Indiada, Clube Trekking Santa Maria, Outdoor Equipamentos e Tec tur.

DICA 3: Cuidado para não comprar “gato por lebre” digo isso pois inúmeras empresas usam a palavra TREKKING para vender uma caminhada de aproximadamente seis horas de duração. Lembrando que a modalidade Trekking é um estilo de caminhada que possui pernoite em barracas, lugares selvagens, geralmente sem nenhuma infraestrutura.

Fique atento, caso você ouvir ou ver a palavra Trekking estampada em um banner anunciada por aí, aqui no Rio Grande do Sul isso tem acontecido frequentemente, vejo inúmeros anúncios em sites, redes sociais oferecendo a trilha Rio do Boi como Trekking no Rio do Boi, ou trekking pelas colônias da serra gaúcha, não se engane.

Curiosidades

Quer saber mais sobre as regras do sistema de gestão da segurança de turismo de aventura então acesse o site da ABETA (Associação Brasileira das Empresas de Eco Turismo e Turismo de Aventura).

Este artigo tem a função de alertar e informar você que busca fazer atividades de aventura com total segurança e profissionalismo. Se você gostou ou não desse texto, deixe um comentário logo abaixo.