6ª etapa circuito trilhas e montanhas.

6ª Etapa do Circuito Trilhas & Montanhas

Nova Roma do Sul é um pequeno e aconchegante munícipio da Serra Gaúcha, localizado a cerca de 160Km de Porto Alegre. Cercado por paisagens cênicas é o destino ideal para estar em harmonia com a natureza, conhecer o estilo de vida serrano e curtir a gastronomia típica dos imigrantes Italianos, Poloneses e Suecos.

A cidade recebeu pelo terceiro ano consecutivo o Circuito Trilhas & Montanhas. No último sábado (dia 7) ocorreu a 6ª Etapa do CTM – Trilhas de Nova Roma, a prova teve percursos de 7,12 e 22 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas; e reuniu mais de 700 atletas de diversas cidades do Rio Grande do Sul.

Os grandes campeões foram:

DISTÂNCIA LONGA:

Fabrícia Barnart Magalhães – Equipe: Time T & M – Tempo: 02h47min

Sidimar Pimentel Saraiva – Equipe: Time T & M – Tempo: 02h12min

DISTÂNCIA MÉDIA:

Caciane Lucia Zonatto – Equipe: Night Runners Gravataí – Tempo: 01h28min

Evandro Audibert – Equipe: Km Livre – Tempo: 01h07min

DISTÂNCIA CURTA:

Camila Backes – Equipe: Teutorunners – Tempo: 41min

Lucio Alencar – Equipe: Vidativa – Tempo: 35min

Classificação completa disponível no site da 3c Timing Cronometragem.

Tenho um carinho especial por Nova Roma do Sul, minha cidade vizinha e desde meados de 2010 meu “quintal” para treinos, passeios e, é claro muita diversão.

E falando em diversão…foi no início de 2012 que resolvi me aventurar no rafting do Eco Parque Cia Aventura e como guia do meu bote tive o Odair Paravisi, também conhecido por Grilo. Desde então nos tornamos grandes amigos e no final de 2017 no I Trilhas de Nova Roma, tive a honra de vê-lo estrear no CTM e se sagrar o grande campeão da prova na distância longa. Detalhe, era sua estreia no trail running também!

Créditos: Fabiana Borella – I Trilhas de Nova Roma (28/10/2017)

Tenho uma admiração, carinho e respeito, enormes pelo Odair. Ele se doou demais nesta 6ª Etapa do CTM, juntamente com os amigos Evandro Maciak, Samir Piola, Fabiano Borella e demais integrantes da equipe Respire.

“Esse ano está sendo o mais difícil da minha vida no esporte, fora das provas e treinos por lesão desde a 1ª Etapa do Circuito Trilhas & Montanhas em Maquiné. Tá sendo bem difícil…essa prova me salvou, não entrei em depressão pois concentrei meu pensamento no firme objetivo de dar a todos um grande percurso, de ver todos felizes na nossa cidade, […]” relata emocionado Odair.

O percurso desta prova começou a ser planejado pelo Odair, Evandro, Samir, Fabiano e cia ainda no final da etapa de Nova Roma do Sul do ano passado. Foi uma ano intenso para eles, afinal um evento deste padrão não se constrói da noite para o dia.

São trilhas para serem abertas (muitas vezes à facão) e mantidas, autorização dos proprietários das terras, segurança nos pontos mais perigosos do percurso, aprovação do Luís (Coordenador Geral do Circuito Trilhas & Montanhas) e mais diversos requisitos!

A prova (em minha opinião) foi a melhor do Circuito Trilhas & Montanhas 2019, até o momento. Um percurso extremamente técnico; rico em trilhas, montanhas, riachos, cascatas…paisagens exuberantes e pouquíssimas estradas. Uma prova que me conquistou do início ao final, e já explico o por que…

Clima ameno e chuva fraca na largada, poucos metros de corrida e já estavamos adentrando em trilhas. Ultrapassei e fui ultrapassada por alguns atletas logo após a primeira trilha e em seguida formei um trio com a Salete Parise e Márcio Reis. Seguimos juntos “escalando” as montanhas, “esquiando” as trilhas, “comprando” alguns terrenos e principalmente nos divertindo!

Créditos: Mário Reis

Chegando nos paredões de acesso à Cascata Filtro dos Sonhos (trecho mais técnico do percurso), fiquei maravilhada com a beleza do local e pensei comigo mesma ‘Vou guardar esse lugar com muito carinho em minha memória, pois fotográfo não terá aqui’! Engano meu…descendo mais alguns metros de trilha em meio à pedras, galhos e água me deparo com a Ane sentada em uma encosta em meio aos paredões, registrando e eternizando aquele momento de tamanha beleza e superação.

Créditos: Anelise Leite / Clic Run

Alguns metros mais abaixo visualizo um enfermeiro da Equipe Magda Chagas atento a possíveis acidentes e o Odair Paravisi. Que emoção encontra-lo por lá…registramos o momento e segui a trilha dizendo diversas vezes “Que percurso espetacular, Grilo (Odair Paravisi)! Que prova sensacional! Parabéns!”

Créditos: Anelise Leite / Clic Run

Concluimos a trilha da Cascata e iniciamos a temida subida do vale do Rio da Prata, dessa fez o Márcio Reis que puxava o trio. Chegando ao topo da montanha fomos presenteados com mais um lindo visual e o Sérgio Gutheil registrando aquele momento.

Créditos: Sérgio Gutheil / Clic Run

Mais alguns quilômetros de trilhas e montanhas, e estávamos no Eco Parque Cia Aventura. Passando por lá, o Júlio (proprietário do Parque) me reconheceu e gritou “Boraaaa Mine…que os teus pedais eram mais difíceis do que isso!”, confesso que na hora até senti saudades dos pedais! (risos)

Mais trilhas, mais riachos, mais “compras” de terreno, mais puladas de cerca e mata-burros e finalmente….cruzei a linha de chegada de uma das melhores corridas que já participei!

Aguardando a premiação eu só ouvia atletas e amigos elogiando o percurso e o evento no geral. Aquele clima gostoso, sabe? De amizade, camaradagem, união e alegria que só o CTM proporciona ao final de cada etapa!

Chegado o momento da minha premiação, o Luis teve a brilhante ideia de chamar o Eduardo (meu namorado) para me entregar o trofeú e já o intimou para um “futuro pedido”! – risos. Impossível finalizar melhor essa corrida!

Parabéns à todos os atletas que se desafiaram na 6ª Etapa do Circuito Trilhas & Montanhas, independentemente da distância!

Parabéns também às equipes: L & E Eventos, Magda Chagas Enfermagem, 3C Timing Cronometragem, RP Sonorização, Youmovin, Clic Run, Loja Baú do Esporte; que fazem o CTM acontecer!

Agora é se preparar para as duas últimas etapas que ocorrem no dia 12 de outubro em Tupandi e 09 de novembro em Sério.

Curso de condutor nos Aparados da Serra

Nos dias 3,4,5,6 e 7 de Abril/2019 acompanhamos o curso Competências mínimas de Condutor para turismo de aventura no Parque Nacional de Aparados da Serra, ministrado pelo diretor Josemar Contesini.

Josemar Contesini, 45 anos, paulista dos Aparados da Serra e de Cambará do Sul – RS. Atuante como operador de ecoturismo e atividades de aventura. Consultor e Assessor das NBRs ISOs da ABNT de Ecoturismo e Turismo de Aventura. Instrutor, avaliador e condutor de Rafting da International Rafting Federation. Coordenador operacional na Empresa Aparados da Serra Adventure.

Josemar Contesini - Aparados da Serra

O curso tem como principal objetivo capacitar os participantes para a prestação de serviço nas atividades de Condutor de Turismo de Aventura, nivelar o conhecimento técnico, melhorar a qualidade e segurança dos serviços prestados, disseminar as boas práticas e estimular o interesse na aplicação dos requisitos da norma, preparando os participantes para futura certificação da conformidade ABNT NBR 15285 – Líderes de Ecoturismo e Turismo de Aventura – competências Mínimas de Condutor e Turismo de Aventura – Competência pessoal.

Com carga horária de 80 horas, o curso é realizado em sistema de imersão e metodologia da Educação Experiencial ao ar livre (aprendendo na prática)

Caso você tenha interesse em buscar essa capacitação no ramo do Turismo de Aventura, deixei aqui o contato direto com o Diretor do curso Josemar Contesini – (54) 9 9984-5766 para mais informações.

Curso Aparados da Serra

O curso começou na manhã do dia 3 de abril, o dia estava um pouco nublado, mas já mostrava sinais que iria abrir sol, o local escolhido para a primeira parte do curso foi dentro de uma área protegida pelo Parque Nacional dos Aparados da Serra, o local continha algumas cabanas e estrutura como água, luz e acomodações. Os participantes podiam escolher dormir dentro das cabanas ou em suas barracas.

Curso Aparados da Serra
Alunos no Aparados da Serra

Além do Diretor do Curso Josemar Contesini, havia mais 2 instrutores, sendo eles: Evandro Clunc e Théo Vieira Larratéa. O time de instrutores davam vida ao curso, fazendo com que os participantes se integrassem mais com o curso em si e com atividades propostas. Havia também no apoio para esse curso nós do site Trekking RS e a produtora Cine Travel.

A primeira parte do curso 1º e 2º dia continha aulas teóricas/práticas sobre inúmeros assuntos, desde o planejamento das atividades, logística, normas técnicas e boas práticas, o grupo participante era de aproximadamente 30 pessoas, para que o curso funcionasse da melhor maneira o Josemar dividiu a turma em quatro equipes de 5 pessoas, cada equipe teria uma função específica no andamento do curso.

Equipes formadas:

  • Equipe 1 – Responsável pela alimentação geral do curso;
  • Equipe 2 – Responsável pelos equipamentos gerais;
  • Equipe 3 – Responsável pelo bem estar de todos os participantes do curso;
  • Equipe 4 – Responsável pela limpeza e organização das áreas do curso.
Equipe de cozinha

Dentro do curso de Competências mínimas de Condutor de Turismo de Aventura, havia a possibilidade de conquistar também a certificação do Leave No Trace.

Leave no Trace na tradução livre significa “não deixar rastro”, isto é um manual de boas práticas que visa minimizar os efeitos da ação humana em parques, reservas, trilhas e outros locais da rotina outdoor.

Abaixo citamos os itens inclusos no livro Leave no Trace

  1. Planeje com antecedência e prepara-se;
  2. Caminhe e acampe em superfícies duradouras;
  3. Correto descarte de resíduos;
  4. Deixe o que encontrou;
  5. Minimize o impacto por fogueiras;
  6. Respeite a vida selvagem;
  7. Respeite os outros visitantes.
Leave no Trace - Aparados da Serra

Um dos assuntos abordados na aula do Leave no Trace, foi o “Shit Tube”, que nada mais é que um banheiro particular, onde cada pessoa deve levar junto consigo durante as trilhas. Em alguns parques no Brasil já é obrigatório o uso desse equipamento.

Todos as aulas teóricas e práticas tinham como objetivo facilitar a construção de uma das tarefas mais importante do curso, aquela que iria garantir a certificação dos participantes.

A tarefa dada era, montar uma travessia de trekking, com duração de dois dias, para um grupo de 35 pessoas, o local escolhido pelos instrutores era a borda norte do Cânion Fortaleza.

Para quem não conhece muito sobre a região dos Aparados da Serra, a borda norte do Cânion fortaleza é totalmente selvagem, por vias convencionais não é possível transitar nestas áreas ou fazer qualquer outro tipo de atividade, para que fosse possível o diretor do curso Josemar, conseguiu uma autorização especial com o ICMBIO, para que pudesse realizar a travessia durante os dias do curso.

As equipes formadas precisavam trabalhar em conjunto, para que todas as tarefas fossem cumpridas de acordo com o grau de exigência dos instrutores.

Grupo Aparados da Serra

Além da grande tarefa de realizar uma travessia de trekking em um local totalmente desconhecido pelos participantes, ainda havia muitas tarefas para serem realizadas individualmente por cada participante.

“Enquanto os participantes do curso se empenhavam ao máximo para cumprir as tarefas eu do site Trekking RS e o Lucas da empresa Cine Travel fazíamos nosso trabalho. Nós estávamos ali no apoio para relatar a experiência do curso, eu através de textos e imagens e o Lucas através de gravações para um filme que vai se chamar Trekking na Terra dos Cânions, ganhador do Concurso Interativo do Festival de Cinema de Gramado como Categoria Documentário de Turismo, que será lançado em breve no Youtube, fique de olho!”

Veja o teaser Trekking Terra dos Cânions

No final do segundo dia do curso, o grupo geral teve aulas teóricas e práticas de orientação e navegação através de bússola e cartas topográficas, o processo de aprender a se localizar já é complicado, imagine ter que guiar um grupo grande. Não é uma tarefa fácil!

Sunset Aparados da Serra
Barracas Naturehike
Céu estrelado nos Aparados da Serra

No terceiro dia, levantamos cedo a equipe responsável pela cozinha já preparava o café da manhã, as outras equipes já organizavam os materiais e equipamentos que seriam usados na expedição.

Por volta das 9:00 horas da manhã o transporte chegou, embarcamos nos veículos, que nos levou até o ponto de partida da expedição de trekking. Ao chegar, descarregamos todas as mochilas, a equipe responsável pelo planejamento explicou como seria o percurso, também foi acordado que a cada tanto tempo a equipe guiaria seria alterada, dessa forma todos os cursantes conseguiriam orientar um grande do grupo e aprender na prática esses ensinamentos.

Expedição pela borda Norte do Cânion Fortaleza

Alunos Aparados da Serra

Começamos a caminhar por uma estrada de terra que aos poucos some no meio dos campos de altitude, seguimos por meio destes até a borda do Cânion Fortaleza.

A primeira parada foi incrível, pois tínhamos a maravilhosa vista da Cascata do Tigre Preto em sua totalidade, atrativo esse que mede mais de 200 metros de altura, as águas cristalinas despencam pelos paredões do cânion até chegar no rio abaixo. A cascata é formada por inúmeras quedas ao longo de seus centenas de metros, uma vista majestosa, um privilégio estar ali contemplando aquela imensidão natural dentro do Aparados da Serra.

Trilha Aparados da Serra
Cachoeira do Tigre Preto - Aparados da Serra

O clima desse primeiro dia não era dos melhores, estava um pouco frio e caia levemente uma garoa, acompanhada de uma densa neblina que encobria boa parte do Cânion Fortaleza.

A medida que caminhávamos pelas bordas, notamos que a equipe que estava guiando o grupo, às vezes se perdia em meio a neblina densa, por causa do clima parávamos constantemente.

Trilheiros Aparados da Serra

A Borda Norte do Cânion Fortaleza nos Aparados da Serra é selvagem, parece que estamos caminhando em terras desconhecidas, em alguns pontos desse caminho víamos vestígios de um grupo de Javalis, isso gerou tensão aos participantes, pois estávamos muito longe de qualquer civilização. Mas seguimos em frente, caminhando por terras alagadas e bordas de cânion.

Lá por volta das 13:30 da tarde paramos para almoçar, a equipe responsável pela cozinha montou os “canopi” uma espécie de toldo, ali nos sentamos todos e fizemos o almoço.

Alunos Turismo de Aventura

Depois de almoçar, notei que não havia tanta neblina como antes, então fui até a borda para tentar captar umas imagens legais, de lá era possível ver boa parte da imensidão do Cânion Fortaleza, com seus paredões verticais, em algumas partes o verde da vegetação contrastava com um pouco de neblina que ainda estava em meio ao cânion.

Cânion Fortaleza - Aparados da Serra
Aparados da Serra

Fotografei por alguns minutos e aí retornei ao local onde estava o grande grupo, dali em diante, colocamos a mochila nas costas e seguimos caminhando, levando chuva na cabeça e atolando os pés até a canela de tanto barro que havia nos campos alagados.

Por volta de 17:30 chegamos ao acampamento, a equipe que estava guiando falou que ali seria o local de acampamento, mas algo me dizia que não seria tão bom acampar ali, pois havia uma certa inclinação no terreno, esse local também continha uma pequena vegetação de um lado e do outro, o local escolhido para montar as barracas seria bem no meio destas duas vegetações. Mesmo sem enxergar direito, notei que ali poderia ser um corredor por onde os ventos passariam durante a noite.

Acredito que o Evandro Clunc também notou isso, e logo se prontificou a ir procurar um local melhor para passarmos a noite. Passado aproximadamente quinze minutos, retornou ao grupo, dizendo que tinha encontrado um ótimo lugar.

O grupo todo estava cansado, molhado e embarrado, queriam apenas ficar ali e não fazer mais nada. Mas o Evandro insistiu tanto, que o grupo aceitou caminhar mais uns 10 minutos no escuro e embaixo de chuva até o próximo local.

Este segundo local era perfeito em relação ao anterior, pois era semi-plano e possuía uma grande vegetação, isso auxiliaria com os ventos fortes da noite, o local também estava localizado as margens de uma vertente e um córrego de água, o que ajuda muito quando estamos em um grande grupo.

Logo escolhi um local plano para montar a barraca, só que tínhamos todos um problema na hora de armar as barracas, estava chovendo e não tinha cara de que iria parar.

A equipe destinada ao planejamento, reuniu todos os participantes e dividiu as tarefas. A equipe de cozinha iria junto com os instrutores escolher um local seguro e contra ventos para montar os “canopi” e assim fazer o campo base de toda a expedição. As outras equipes ficariam auxiliando todos a montar as barracas.

Eu e o Ulisses começamos a montar a barraca e em menos de 5 minutos já estava montada e fixada ao solo. Então arrumamos nossas coisas dentro e começamos ajudar os outros participantes.

Depois de tudo montado, todos os participantes nos reunimos no campo base em baixo dos Canopi, a chuva não dava trégua, o diretor do curso Josemar, decidiu que enquanto a equipe da cozinha fazia o jantar, o restante faria um relatório geral sobre o primeiro dia de travessia.

Canopi - Naturehike

Como as condições do clima só pioravam e não podia fazer fotografias em ocasião da escuridão e do mau tempo, conversei com os instrutores e fui para a barraca descansar um pouco até a hora do jantar.

Quando estava no horário um amigo veio lá me chamar, a comida estava ótima, jantei e fiquei ali por mais algum tempo. O céu estava um pouco nublado, mas não chovia, então retornei a barraca e fui dormir.

Na manhã do quarto dia de curso e segundo da expedição, o dia amanheceu chovendo e parecia que não iria melhorar.

O Instrutor Josemar pediu que todos desmontassem as barracas e deixasse as mochilas prontas para sair, as aulas do curso no entanto iriam acontecer embaixo dos canopi´s improvisados na área da cozinha.

“Desmontar as barracas na chuva, sem molhar ela por dentro é uma arte, tarefa essa que você só aprende na prática” No meu caso estava com a barraca Mongar 2 Ultralight que proporciona desmontar por partes,o que facilita muito em situações desse tipo. Para entender como isso funciona, acesse este link.

Imagine um grupo de trinta pessoas embaixo de dois canopi´s de cerca de 4m cada um, mais todas as mochilas cargueiras, não tínhamos espaço nem para sentar. Neste momento conversei com os instrutores do curso e sugeri montar a minha barraca novamente apenas com o sobre teto e as varetas, e colocar as mochilas todas dentro, assim teríamos mais espaço para as aulas embaixo dos canopi´s.

Feito isso, estávamos um pouco mais confortáveis para ter as aulas, o Josemar explanou alguns pontos importantes que aconteceram no primeiro dia da expedição, pediu para as equipes organizarem o percurso que iriamos fazer até chegar no ponto onde poderíamos chegar nos carros de apoio.

Os outros instrutores e nós ficamos ali conversando e tomando um chimarrão quente, café e comendo algumas coisas que tinham sobrado do café da manhã.

Hora do café

As aulas continuaram por mais algum tempinho, mas chovia tanto que os canopi´s já estavam acumulando água na parte de cima, lembro de usarmos bastões de caminhada erguidos para não deixar empossar e também para retirar a água que em alguns pontos empossava.

Estávamos em uma situação complicada ali daquele jeito, em uma breve reunião com todos os participantes, resolvemos em conjunto sair dali e caminhar até os carros de apoio. Grande parte dos alunos estavam com as mochilas molhadas, sem roupas secas e com frio.

Cada participante pegou sua mochila, pôs nas costas, eu desmontei a barraca novamente, pus na mochila e começamos a caminhada. Se orientar era complicado, imagine ter que guiar aquele grupo até os carros.

Uma das equipes se prontificou a guiar todos os participantes, seguimos por umas 3 horas aproximadamente entre campos encharcados, e estradas semi alagadas até que chegamos em um ponto crítico.

Esse ponto crítico era o caminho errado, quase que 100% dos participantes estavam molhados, com as mochilas molhadas/pesadas e com muito frio. A comida tinha acabado, todos só queriam sair dali o mais rápido possível, mas nenhum aluno/equipe conseguia achar uma solução eficaz para o problema.

O curso de Competências Mínimas de condutor leva os participantes quase ao extremo psicologicamente e fisicamente falando, testa na prática a resistência individual de cada participante e a tomadas de decisões.

Não tinha visto em nenhum outro curso sobre turismo de aventura algo assim, acredito que levar os alunos ao extremo em um ambiente controlado é a melhor maneira de fazer os participantes aprenderem sobre turismo de aventura, como ser um guia responsável e como tomar boas decisões em situações adversas.

Treinamento com Bussola

Enquanto os instrutores conversavam a respeito do que seria feito, os alunos estavam exaustos, alguns chegavam a tremer de frio. Imagine um grupo de 30 pessoas paradas no meio do nada pensando em soluções. Alguns participantes começaram a cantar, fazer exercícios para manter o corpo aquecido.

Alunos Aparados da Serra

A decisão dos instrutores era que, o Evandro Clunc guiasse todos até os veículos, logo o Evandro reuniu todos a sua volta e passou as seguintes considerações. “Iríamos caminhar por cerca de 1:30 sem parar, mantendo o ritmo, isso faria com que chegássemos rápido aos veículos e com o corpo quente.

Seguimos um atrás do outro em fila indiana, a chuva cai forte e não tinha cara de que iria parar, os campos totalmente alagados, as estradas pareciam rios.

Em alguns trechos a água em cima das estradas alcançava as nossas coxas, seguíamos em ritmo constante, até que em algum momento tivemos que parar e esperar boa parte do grupo. Enquanto esperávamos o grande grupo se formar novamente, fazíamos exercícios para manter o corpo aquecido.

Caminhamos por mais alguns minutos até ver ao longe duas vans, lembro-me de ficar feliz de saber que tínhamos chegado ao destino, conforme a galera foi avistando os veículos, começaram a caminhar mais rápido.

Entramos nas vans e seguimos até as cabanas, onde estava montada toda a estrutura do curso. Chegamos nas cabanas já era noite.

Após todos trocar as roupas molhadas por secas, a equipe da cozinha já tratou de começar o jantar, e as outras equipes organizavam os materiais e equipamentos nas cabanas.

A noite desse quarto dia de curso, foi tranquila, não teve aulas propriamente ditas, apenas algumas conversas e planejamentos para o dia seguinte. Depois do jantar todos nós fomos dormir dentro das cabanas.

Último dia de curso

Levantamos logo cedo, o dia estava cinzento e caia uma leve chuva, após o café da manhã, reunimos todos os nossos equipamentos e colocamos dentro dos nossos carros. Dali seguimos em direção ao Cânion Itaimbezinho, onde seria finalizado o curso lá.

Ao chegar no parque o Josemar organizou uma breve aula dentro da sede dos Aparados da Serra e deu a última tarefa do curso de competências minimas de condutor de Turismo de Aventura, a tarefa seria: Todas as equipes teriam que guiar o grupo pelas trilhas do Cânion Itaimbezinho, abordando assuntos como fauna, flora e geologia do local.

Sede dos Aparados da Serra
Cânion Itaimbezinho - Aparados da Serra

Durante a trilha na parte de cima do Cânion Itaimbezinho – Aparados da Serra, as equipes designadas com as tarefas iam explicando detalhes sobre a história, geografia, flora e fauna pertencentes ao caminho que andávamos.

Flora Aparados da Serra

Paramos em um dos mirantes para fazer uma foto final, com todos os participantes, todos estavam felizes e sorridentes.

Alunos do Curso competências mínimas de condutor - Aparados da Serra

Caso você tenha interesse em buscar essa capacitação no ramo do Turismo de Aventura, deixei aqui o contato direto com o Diretor do curso Josemar Contesini – Aparados da Serra (54) 9 9984-5766 para mais informações.

Tornozelo, como evitar torções

Se você é caminhante ou aventureiro, costuma fazer inúmeras trilhas no fim de semana, então com certeza já deve ter passado por algumas situações de torcer ou quase torcer o tornozelo.

De acordo com o estudo “An epidemiological survey on ankle sprain”, a entorse de tornozelo é uma das lesões mais comuns no mundo esportivo e ocorre, normalmente, de forma traumática, devido à inversão excessiva (quando o pé vira para fora bruscamente) do pé durante a realização de atividades cotidianas, como andar, correr ou saltar. Na maioria dos casos a entorse não causa grandes danos às articulações, mas pode deixar o pé sensível durante o contato com o solo e gerar fortes incômodos. Mesmo assim, é importante fazer a avaliação do tornozelo com um especialista para verificar a existência de estiramento ou ruptura dos ligamentos agregados à região.

tornozelo

Eu já percorri centenas de trilhas durante 20 anos de atividades e posso lhes dizer com clareza como não torcer o seu tornozelo na trilha, pois em todas as vezes que saí para o meio natural, nunca sofri nenhuma lesão ou torção de algum membro. Alguns podem dizer que isso é sorte, eu no entanto digo que é prudencia.

Não há uma fórmula mágica para evitar torcer o tornozelo na trilha, mas há alguns cuidados que podemos tomar antes e/ou durante as atividades, diminuindo consideravelmente o risco de acidentes.

Dicas básicas para evitar torções de tornozelo

  • Conheça o caminho que irá percorrer ou então busque informações sobre o relevo e a geografia do local, afim de saber se a alguns obstáculos em meio à trilha.

Ao irmos conhecer uma cachoeira, tomar banhos de rios ou até mesmo trilhar nas montanhas, precisamos estar sempre atentos ao terreno que iremos caminhar, saber colocar o pé e afirma-lo entre uma raiz de árvore e algumas pedras do caminho, podem ser o diferencial para uma boa caminhada.

  • A escolha do calçado apropriado para cada tipo de terreno poderá evitar alguns acidentes

Um dos principais erros na hora da escolha do seu calçado para trilha é escolher aquele tênis/bota muito usado, as vezes rasgado ou descolando.

Torção de Tornozelo

Entenda que na trilha você terá que usar um calçado confortável, robusto e que deixe o seu pé o mais firme possível, ao atravessar um rio, nunca retire seu calçado, pois em leitos de rios não enxergamos muito bem o que tem, as pedras geralmente são lisas, se caminhar de pés descalços poderá torcer ou até mesmo tropeçar.

Veja qual calçado escolher para a sua trilha, usar tênis adequado ou bota robusta pode ser um grande diferencial para um passeio inesquecível.

  • Amarrar o calçado adequadamente dará maior firmeza ao seu pé, garantindo assim, melhor estabilidade e segurança ao pisar.

Alguns tênis possuem sistemas de amarração muito úteis para se usar em trilhas, os tênis da marca francesa Salomon são exemplos disso, estes tênis contam com um sistema de amarração muito robusto e fácil ajuste, veja o vídeo abaixo:

Para não estender ainda mais este texto, deixei a amarração das botas de trekking para outro post, assim detalhando cada item, para que você entenda de maneira simples como amarrar a sua bota de maneira fácil, rápida e segura, continue lendo…

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trilhas e montanhas Igrejinha

4ª Etapa do Circuito Trilhas & Montanhas – Igrejinha

A cidade de Igrejinha foi sede da 4 ª Etapa do Circuito Trilhas & Montanhas – TRILHAS SERRA GRANDE, que ocorreu no último sábado (dia 29). A prova teve percursos de 5, 13,5 e 22 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas. E contou com a participação de mais de 800 atletas das mais variadas cidades do Rio Grande do Sul.

Igrejinha já foi palco de diversos eventos esportivos de ciclismo, mountain bike…corrida de aventura e pelo segundo ano consecutivo recebeu um evento do Circuito Trilhas & Montanhas, entrando assim no cenário do trail running gaúcho.

4 etapa Igrejinha
Créditos: Anelise Leite – Clic Run

Os grandes campeões foram:

Distância Curta

Camila Backes – Teutorunners – 28min05seg

Eric Goncalves Capovilla – Danivist – 22min40seg

Distância Média

Caciane Lucia Zonatto – Night Runners Gravatai – 1h29min

Rogerio Andretta – Danivist – 1h08min

Distância Longa

Daiane Dias – Born Run – 2h36min

Sidimar Pimentel Saraiva – Time TeM 2h10min

Classificação completa disponível em: https://www.3ctiming.com.br/17/resultado

Segundo Cristiano Saurin – um dos responsáveis pelos percursos, todas as distâncias foram planejadas com muito empenho e carinho para os atletas, as mesmas foram atualizadas em relação à edição de 2018, buscando assim explorar ainda mais as belezas da cidade de Igrejinha e os pontos turísticos.

trilhas e montanhas Igrejinha
Créditos: Sérgio Gutheil – Clic Run

A distância longa passou pelos principais pontos turísticos da cidade Morro Alto da Pedra, Morro da Cruz e Cascata da Solitária. Vale destacar que o Morro Alto da Pedra, já recebeu o Campeonato Gaúcho de Parapente e o Campeonato Brasileiro de Parapente.

“O Morro é o ponto mais alto da cidade com 745 metros de altimetria e tem uma belíssima visão do Vale do Paranhana e do Vale dos Sinos.” destaca Saurin.

trail Igrejinha
Créditos: Taís Zonotieli – Clic Run

“Sinto-me honrado em juntamente com a empresa L & E Eventos, ajudar a movimentar mais de 800 pessoas através do esporte. Isso me deixa muito feliz e emocionado, sou professor de Educação Física e isso me motiva cada vez mais, a desenvolver com paixão e dedicação este tipo de atividade que motiva e faz com que as pessoas saiam da sua zona de conforto, que busquem se desafiar a cada dia mais, e não só no esporte mas no seu dia-a-dia.” finaliza emocionado Cristiano Saurin.

O CTM tem sido repleto de muitas aventuras, superação e belíssimas histórias ao final de cada etapa. Algumas delas o amigo Nédson Ferreto Meira conta no seu canal 100Fôlego no Youtube, outras o Andre Silva divulga no canal CorrendocomAndre. E algumas eu conto aqui no site do Trekking RS.

Hoje conto um pouquinho da história da família Capovilla (Claudemir Capovilla, Jucilene Galves Gonçalves e Éric Gonçalves Capovilla), nesta etapa de Igrejinha Érick com apenas 19 anos foi o Campeão nos 5 quilômetros e Jucilene a Campeã em sua categoria, também na distância curta.

Esportes sempre estiveram presentes na vida da família, em 2012 Claudemir iniciou no mountain bike para fugir do sedentarismo e obesidade. Participou de alguns pedais com amigos e resolveu se aventurar em alguns campeonatos.

“Tive bons resultados e também vários tombos, básicos do esporte!” brinca Capovilla. Neste mesmo ano, ele também participou de algumas corridas de rua.

bike Igrejinha
Campeonato Gaúcho de Mountain Bike Maratona 2012 – 5ª Etapa – Garibaldi

Já a Jucilene (esposa de Capovilla), iniciou na natação com 9 anos, participou de alguns campeonatos e se manteve até os 12 anos. Em 2014 acompanhou o marido em algumas provas de mountain bike e obteve a 5ª Colocação na Categoria Feminina no Campeonato Gaúcho de Mountain Bike.

 E ano passado resolveu adentrar nas corridas. “Foi até inusitado, pois ela veio comigo e com o Érick para a Final do Campeonato Gaúcho de Corrida Trilhas & Montanhas em Rolante, estava chovendo muito naquele dia, e ela resolveu participar. Não deu outra, adorou tudo! O barro, as trilhas, a superação e veio querendo mais deste então.

atletas

O filho mais velho do casal, Érick, também sempre gostou muito de praticar esportes. Com 9 anos participou de algumas corridas na cidade de Bento Gonçalves, logo mais aos 14/15 anos participou de algumas etapas do Campeonato Gaúcho de Mountain Bike. E em 2018 pegou gosto pela corrida, inicialmente de rua, mas logo o trail run virou sua paixão.

“Sempre incentivamos ele no que se sentia mais a vontade, nunca o pressionamos a manter algo que ele não se sentisse confortável. E ele acabou adentrando ao trail, na cara e na coragem, com muita força de vontade e convicto de que é isso que ele realmente curte.” Finaliza orgulhoso o pai.

Claudemir fez a sua estreia no trail na primeira Etapa do Circuito Trilhas & Montanhas – Trilhas do Salto Ventoso em 2017, em Farroupilha onde obteve a 1ª colocação em sua categoria. E em pouco tempo toda a família foi se apaixonando pelo Circuito.

Trilhas e Montanhas Atletas

O próximo desafio de pai e filho será em agosto a La Mission, já Jucilene pretende para o próximo ano iniciar nos trajetos médios do Circuito Trilhas & Montanhas.

O Circuito Trilhas & Montanhas 2019, chegou a sua metade com a Etapa de Igrejinha, em agosto, ocorre a V Etapa – Trilhas Arcoverde, na cidade de Carlos Barbosa. Foram meses e meses de muito trabalho e dedicação da empresa L&E Eventos Marketing Esportivo e equipe do CTM, para proporcionar aos atletas um campeonato de alto nível.

Inscrições e maiores informações sobre as próximas etapas no site da Youmovin.

Mountain Series

Projeto Mountain Series não é apenas um evento de trilhas, mas sim uma experiência única, possibilitando aos nossos clientes vivenciar, alcançar e superar desafios.

Entretanto como já diz o nome, vamos trilhar inúmeras montanhas em sequência, caminhos que levam até os cumes mais altos do país, em alguns dias.

Unindo diversas atividades como: trekking, caminhada, escalada, rapel, acampamentos, hospedagem em refúgios de montanha, viagens de carro (road trip), fazem do Mountain Series um projeto grandioso.

Cumes Mountain Series

Cumes Mountain Series

O que mais chama a atenção no Mountain Series é o fato de você poder vir juntamente conosco em todos esses destinos, ou apenas participar de um evento ou outro. A escolha é sua!

Primeiramente faremos uma Road Trip – Viagem de carro, saindo do Rio Grande do Sul até a região sudeste do Brasil, onde se concentram a maioria dos cumes. Alguns deles são isolados, outros fazem parte de travessias de 1 a 4 dias.

Desafio Mountain Series

A nossa primeira travessia começara pela Serra da Mantiqueira, mais precisamente na Serra Fina, depois iremos ao Parque Nacional de Itatiaia, Escalavrado, Pico da Bandeira, Serra dos Órgãos, Pedra do Baú e por fim ao Parque Estadual Turístico Alto da Ribeira – Petar.

Todas esses destinos em um curto período de tempo fazem com que os participantes tenham um ótimo preparo físico e mental, por isso organizamos uma série de treinos específicos de força e resistência, para que você treine seu condicionamento físico. Veja aqui como funciona estes treinos.

Como posso me inscrever no Mountain Series

Há duas maneiras de você se inscrever no Mountain Series, a primeira delas é clicando nos eventos logo abaixo ou entrando em contato direto via Whatsapp 54 99117-9771, falar com Evandro Clunc.

A travessia mais difícil do Brasil
Serra Fina
31/ago à 7/set de 2019

A travessia mais difícil do Brasil

É aventura de verdade! Serão 4 dias de trekking com um nível de dificuldade que não é para iniciantes. São 3 pernoites na Montanha (selvagem mesmo) e 2 outros pernoites em um Hostel de Montanhistas… As grandes dificuldades, de fato, são a navegação, o terreno extremamente acidentado e a escassez de água ao longo do caminho, o que obriga os trekkers a levar peso extra na mochila depois de cada ponto de abastecimento.

Vem com a gente
O primeiro Parque Nacional do Brasil
Travessia Itatiaia
09 à 13/SET/2019

O primeiro Parque Nacional do Brasil

Vamos fazer a Travessia da Parte Alta do Itatiaia e mais uma descida de Serra chamada de: Travessia Ruy Braga como também é conhecida! O Parque Nacional do Itatiaia (PNI) é o Primeiro Parque Nacional do Brasil, criado em 14 de junho de 1937 (82 anos). O nome Itatiaia é de origem Tupi e significa: penhasco cheio de pontas, pedra pontuda. No interior do Parque encontram-se alguns dos picos mais altos do Brasil, beirando os 2800 metros de altitude.

Vem com a gente
Parque Nacional do Itatiaia
Travessia Ruy Braga
14/SET/2019

Parque Nacional do Itatiaia

Vamos fazer a Travessia da Parte Alta do Itatiaia e mais uma descida de Serra chamada de: Travessia Ruy Braga como também é conhecida! O Parque Nacional do Itatiaia (PNI) é o Primeiro Parque Nacional do Brasil, criado em 14 de junho de 1937 (82 anos). O nome Itatiaia é de origem Tupi e significa: penhasco cheio de pontas, pedra pontuda. No interior do Parque encontram-se alguns dos picos mais altos do Brasil, beirando os 2800 metros de altitude.

Vem com a gente
Parque Nacional da Serra dos Órgãos
Escalavrado
15/set/2019

Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Está localizada no PARNASO (Parque Nacional da Serra dos Órgãos). O Parnaso é o terceiro Parque Nacional mais antigo do País, criado em 30 de novembro de 1939 (79 anos). O Escalavrado é considerado uma caminhada semipesada com duração que pode variar de 2,5 a 3,5 horas. O cuidado neste local deve ser redobrado, pois grande parte da trilha é exposta. Um caminho na Rocha, onde vamos utilizar equipamentos de vertical por segurança e basicamente é só subida! Porém com uma distância de aproximadamente 4000 metros entre Ida e Volta.

Vem com a gente
Terceiro mais alto do Brasil
Pico da Bandeira
17/set à 18/set/2019

Terceiro mais alto do Brasil

Localizado na Serra do Caparaó, na divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, o Parque Nacional do Caparaó é um dos ícones do montanhismo no Brasil e abriga o terceiro ponto mais alto do País. O Pico da Bandeira, que tem 2.891 metros de altitude, mas vem seguido de perto do Pico 2 ou Pico do Cruzeiro, com 2.852 metros, o Pico do Calçado com 2.849 metros e o Pico do Calçado Mirim com 2.818 metros. Logo mais abaixo fica o Pico do Cristal, com 2.770 metros que fica exclusivamente em território mineiro. Serão 3 dias de trekking com um nível de dificuldade que não é para iniciantes.

Vem com a gente
Parque Nacional Serra dos Órgãos
Travessia Petro x Tere
20 à 22/set/2019

Parque Nacional Serra dos Órgãos

A Travessia Petrópolis Teresópolis ou Petro x Tere como também é conhecida! É considerada a travessia mais bonita do Brasil. Está localizada no PARNASO (Parque Nacional da Serra dos Órgãos) em meio a exuberância da Mata Atlântica entre as cidades serranas de Petrópolis, Guapimirim e Teresópolis. Com muitas subidas e descidas íngremes é considerada uma caminhada difícil e possui cerca de 30 km ligando os municípios de Petrópolis e Teresópolis. Geralmente é realizada em três dias.

Vem com a Gente
Bauzinho, baú e Ana Chata
Travessia Pedra do Baú
23 e 24/set/2019

Bauzinho, baú e Ana Chata

O Roteiro foi chamado carinhosamente por nós de Volta da Pedra do Baú, passa em meio de Trilhas pela mata, subindo e descendo Vias Ferratas fixadas na Rocha Gnaissicas da Serra da Mantiqueira exatamente por: Bauzinho, Pedra do Baú e Ana Chata. Localiza-se no município de São Bento do Sapucaí, estado de São Paulo, Brasil. O ponto culminante é a Pedra do Baú (altitude de 1964 metros), conhecido por abrigar algumas rotas de escalada esportiva.

Vem com a gente
Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira
Petar
25 e 26/set/2019

Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira

O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) é considerado uma das Unidades de Conservação mais importantes do mundo. É considerado hoje um patrimônio da humanidade, reconhecido pela UNESCO. Vamos explorar o Núcleo Santana! Lá vamos conhecer: – A Caverna de Santana, -A Trilha do Betari (Caverna Água Suja, Caverna do Cafezal e cachoeiras das Andorinhas e do Beija-flor) – E a trilha do Morro-Preto Couto (Caverna do Morro-Preto, cachoeira do Couto e Caverna do Couto).

Vem com a Gente

Investimento

 Aqui vai uma dica muito interessante! Como estaremos organizando os eventos em sequência isto é, um após o outro, vale muito a pena você se inscrever em mais de um evento, pois isso diminui gastos de deslocamento, fazendo você poupar um bom dinheiro e conhecer mais destinos.

Por participar do Mountain Series, você ganha descontos especiais na compra de qualquer equipamento outdoor na loja Patos do Sul/RS – Entregas para todo o país.

Curtlo BR

Nossa equipe

Nosso time é formado por 4 (quatro) pessoas, sendo 2 (dois) guias de montanha, 1 (um) fotógrafo e 1 (um) especialista em Marketing Digital/Suporte.

Faremos uma cobertura online do Mountain Series aqui no site, comunicando também nas mídias sociais onde somos atuantes;

Teremos uma equipe profissional de fotografia e filmagem com drone, com edições diárias no evento e publicações ao vivo nas  mídias sociais;

Postagens semanais aqui no site e na Sol de Indiada, com o intuito de relatar a experiência obtida pelos participantes durante cada evento.

Se você gostou do nosso projeto, então comente aqui embaixo, compartilhe com seus amigos e venha encarar esse desafio com a gente!

Mochila All Trail

Equipamentos outdoor

Se você está começando no mundo das aventuras e não entende muito sobre equipamentos outdoor, acha caro e as vezes desnecessário a compra de algum produto técnico, neste texto vou tentar explicar através da minha experiência e vivências de mais 19 anos praticando atividades de aventuras.

Quando comecei a percorrer as trilhas no Rio Grande do Sul eu tinha apenas 11 anos de idade, não conhecia muito sobre equipamentos outdoor, mas tinha comigo um sentimento forte de querer explorar, conhecer lugares intactos que a maioria das pessoas não conhecia.

Naquela época não havia muitos equipamentos para aventuras disponíveis, Fiz minhas aventura usando materiais simples, como mochila de escola, lonas, redes e barracas estilo canadenses.

Equipamento Outdoor
Barraca estilo Canadense

Eu estava inserido dentro do movimento escoteiro, onde sou grato até hoje por me proporcionar experiencias únicas, incontáveis perrengues e muita técnica de acampamento e orientação.

Conforme o tempo foi passando e depois de já ter feito muitos caminhos, acampamentos e jornadas de maneira “Roots”, comecei a procurar equipamentos outdoor para acampamento que me possibilitassem maior proteção e segurança nas trilhas.

As vezes o equipamento outdoor barato pode sair caro

Comecei adquirindo equipamentos básicos, de custo baixo que na minha ótica iriam ser melhores dos que usava desde então. Minha primeira bota foi uma Mac Boot, durou aproximadamente uns 6 meses.

Adquiri também um saco de dormir da marca Hummer e mais alguns equipamentos que não me recordo muito.

Assim como melhoramos nossa técnica ao percorrer trilhas, fazendo acampamentos ou jornadas, comprei inúmeros equipamentos outdoor ao longo desses 19 anos de aventuras, que me proporcionaram um certo intendimento sobre a qualidade de materiais e valores dos mesmos.

Quando digo que as vezes o barato pode sair caro, posso dizer com clareza que é um fato, sempre pensando em valores dos produtos, gastei muito dinheiro com equipamentos de baixa qualidade onde tive que comprar outro novamente depois de algum tempo. Vou citar aqui três exemplos de equipamentos.

Calçados: Minha primeira bota foi uma Mac Boot, depois uma Bull Terrier, Timberland, Nomade (Vento) e por último uma Salomon que uso desde então. Minha primeira bota Salomon tem cerca de 6 anos e está ainda boa para uso.

Equipamentos Outdoor
Bota Salomon X Ultra Trek GTX

Mochilas: Mochila de escola, Trilhas e Rumos, Kailash e por e por último uma Thule, que uso desde então a mais de 3 anos.

Barracas: Barraca estilo Canadense, Mor vendida no supermercado, Trilhas e Rumos – Bivak, Azteq – Nepal, Star River – Naturehike e por último uma Mongar 2 Ultralight da Naturehike.

equipamentos outdoor
Barraca Mongar 2 Ultralight – Naturehike

Exemplifiquei todos estes produtos para você que está lendo esse texto entenda, que na grande maioria das vezes comprar produtos baratos faram você gastar mais dinheiro do que guardar os valores e comprar algo bom logo de cara.

Conforto x Valores

Uma coisa você pode ter certeza sobre atividades ao ar livre, quanto mais conforto você quiser ter nas suas aventuras, mais dinheiro você terá que desembolsar para que isso seja possível.

Hoje faço minhas aventuras usando equipamentos de primeira linha, isso me proporciona grande conforto e satisfação ao percorrer longas travessias de trekking, por inúmeros dias.

Minha mochila atualmente é uma Thule Versant de 50 litros, ali condiciono todos meus equipamentos para minhas aventuras, mais meus equipamentos fotográficos, todo esse conjunto pesa aproximadamente 13 kg sem contar a alimentação.

Comparativos equipamentos outdoor

Um comparativo que fiz ao longo dos anos usando tudo que é tipo de equipamento outdoor disponível no mercado, descobri que:

Se você quiser abaixar cerca de 1kg de peso em equipamentos dentro da sua mochila, você gastará aproximadamente R$ 2.000,00.

Então quando você for escolher seu primeiro equipamento ou o próximo produto, escolha que este seja leve, altamente tecnológico e que lhe proporcione o máximo de conforto na sua aventura.

Os equipamentos que uso atualmente me proporcionam aproveitar todo o contexto de uma aventura, chegando em casa sempre com experiências incríveis e o melhor de tudo isso é não estar dolorido ou com bolhas nos pés por causa de algum equipamento ruim.

Mochila All Trail

Se você gostou desse artigo, deixe um comentário logo abaixo, veja também avaliações de equipamentos outdoor em nosso site. Acesse!

TTT 2019

15ª Travessia Torres Tramandaí – TTT 2019

Mais de três mil participantes divididos em quatro categorias (solo, duplas, quartetos e octetos) participaram da 15ª edição da Travessia Torres Tramandaí – TTT 2019, que movimentou o Litoral Norte no último sábado de janeiro (dia 26).

Esta edição bateu recorde de inscritos na categoria solo, foram 243 atletas. Destes apenas 185 completaram os 82 quilômetros, sendo 150 homens e apenas 35 mulheres.

O destaque feminino na ultramaratona foi Roberta Nozari, que percorreu os 82 quilômetros em aproximadamente 7h 43 min, se sagrando a Campeã da TTT 2019.

TTT 2019
Créditos: acervo pessoal

Beta já é conhecida na TTT. Sua primeira participação foi em 2014, quando formou dupla com Fernanda Elisa Finkler e conquistaram o 2º lugar. No ano seguinte resolveu enfrentar os 82 quilômetros e conquistou o 4º lugar Geral (o pódio geral era divido em até 39 anos e 40 em diante).

Em 2016 enfrentou novamente a ultramaratona e foi a Campeã. Com a Fernada, sua companheira de dupla em 2014 de apoio (bibicleta).

“Na época a classificação geral era dividida em duas faixas etárias: até 39 anos e após. Fiquei em primeiro até os 39, mas na verdade cheguei junto com a minha prima, e teve uma mulher mais velha que chegou antes. Logo, na verdade, apesar do troféu, cheguei em segundo.” explica a corredora.

TTT 2019
Créditos: acervo pessoal / TTT 2016

Em 2017 se sagrou vice-campeã da TTT na categoria solo. A partir daí passou a não mais haver a divisão de faixa etária na classificação geral. Ano passado conquistou o terceiro lugar geral, também na categoria solo.

Natural de Santa Cruz do Sul, Beta trabalha como Defensora Pública, apaixonada pela profissão tanto quanto pelas corridas.

“Em resumo, atuo em prol das pessoas que não possuem condições de constituir advogado particular. Na área criminal, quando os réus não constituem advogado para defesa, os processos acabam indo para a atuação da Defensoria. E eu ainda atendo no Presídio Estadual de Venâncio Aires, que conta com mais de 600 reclusos.”

Beta começou cedo nos esportes. Ainda estava na faculdade (2005) quando conheceu e se apaixonou pelo mundo das corridas de aventura. Participou de competições de CA e algumas corridas…

“Em 2007 (agosto) eu me formei em Direito, e parei de competir para estudar para um concurso. Neste período, me foquei muito, abri mão de quase tudo e somente dava uma corridinha de 7 quilômetros (quando eu podia) para desestressar!” brinca a multi-atleta.

Quando passou no concurso, ela voltou a treinar e logo a competir. Retornou para as corridas de aventura e corridas em geral, trilhas, asfaltos, bike…o que lhe dava vontade.

Ela confessa, que não é muito de se programar com as provas. Gosta de decidir meio perto, mas sempre mantem uma rotina rigorosa de treino.

“Já com a TTT 2019 é diferente, é meio que um programa anual! Eu e o Vagner (noivo), que corre comigo há 3 anos (aliás, nos conhecemos numa corrida de aventura, na mesma equipe, fomos campeões e nunca mais nos desgrudamos) já mantemos um planejamento desde novembro, dezembro…” relembra Beta.

TTT 2019
Créditos: acervo pessoal / 1ª Etapa do Campeonato Gaúcho de Corrida de Aventura de 2016 – Getúlio Vargas – Equipe Krakatoa Campeã / Da direita para a esquerda: Xexa Leandro, Douglas Kroetz, Vagner de Moura e Beta.

Beta acorda às 5h 30min de segunda a sexta para fazer crossfit das 6h 30min às 7h 30min; durante a semana procura correr 3 dias, mas antes da TTT ela corria 5 dias, e às vezes, inclusive, dois turnos de corrida por dia. Nos finais de semana eram feitos os longos, no sábado de bike (30, 40 quilômetros, dependendo do cansaço) e no domingo corrida, no máximo 35 quilômetros.

Ela possui uma carga de trabalho bastante intensa. Então não é sempre que chega em casa com ânimo para treinar. Mesmo assim procura praticar esportes todos os dias, mas confessa que nem sempre é possível.

“Amo fazer esporte, mas respeito muito o meu corpo. Quando estávamos muito cansados, o Vagner (meu parceiro de treino e competições) e eu diminuíamos o ritmo ou a quilometragem.”

Quando questionada se em algum momento imaginou ser a Campeã da TTT 2019, ela é sincera e muito humilde:

“Em nenhum momento pensei que seria a Campeã! Porque eu não era a favorita e, aliás, admiro muito a favorita (Jasieli Dalla Rosa) que é a recordista da prova.”

A PROVA:

O plano era fazer a prova com o Vagner e os dois acabarem bem; administrando, sem quebrar! E foi o que aconteceu…O resultado foi somente a consequência do despretensioso planejamento.

Em termos de calor, foi a pior TTT que Beta correu. Com apenas meia hora de prova o casal sentiu o calor extremo e resolveram diminuir o ritmo, para não quebrarem. Mantiveram um ritmo extremamente confortável e seguiram.

TTT 2019
Créditos: acervo pessoal / Na foto: Beta, Vagner de Moura e Douglas Kroetz (bike)

No quilômetro 38 o Douglas Kroetz, companheiro de equipe na Krakatoa (corridas de aventura), entrou de bike para auxiliar o casal. Porém, um imprevisto aconteceu…na Plataforma de Atlântida a bike quebrou e ele saiu da prova para tentar arrumá-la.

“Naquele ponto ficamos sem comida e sem bebida, até que encontramos uns amigos que estavam esperando a gente passar. Nos deram mariolas e água e um deles seguiu nos acompanhando até o Douglas voltar.” relembra a atual Campeã da TTT 2019.

“A bike não foi arrumada, mas o Douglas seguiu conosco correndo. E acabou dando tudo certo…Das dificuldades que encontramos força para continuar…”

TTT 2019
Créditos: acervo pessoal

Além disso o casal teve um problema pré prova, Beta tem asma e ficou muito gripada, teve crises e precisou tomar antibióticos. Na verdade, foi fazer a prova sem ter certeza se acabaria em razão de estar com bastante falta de ar.

“Acabei tossindo muito durante a TTT 2019, mas faz parte…foi só mais um obstáculo a ser vencido!”

Disciplina, dedicação, estratégias, trabalho duro, muita humildade e um super parceiro, está foi a “fórmula mágica”, que Roberta Nozari usou para conquistar o lugar mais alto do pódio.

TTT 2019
Créditos: acervo pessoal

Agradecimentos…

“Ao meu companheiro de vida, Vagner, por abraçar todas as minhas aventuras loucas e por me acalmar quando estou em plena tempestade! A minha família que sempre me apoiou. Aos meus amigos loucos e companheiros de treinos; às vezes não tenho animo para treinar, mas como o treino está marcado, eles acabam sendo o motivo da minha não desistência!”

Barraca de Trekking, como cuidar!

Nesta postagem irei explanar sobre os cuidados que você deve tomar antes, durante e no retorno do acampamento, alguns cuidados básicos para a sua barraca de trekking durar mais tempo.

Para ficar mais fácil o entendimento, cito abaixo uma lista com 10 itens essenciais para aumentar a vida útil da sua barraca.

1- Como acondicionar a barraca dentro da mochila cargueira

Todos nós sabemos que as barracas costumam vir bem empacotadas com todas as suas partes dentro de um saco que facilita o transporte. Sempre conferir se todas as partes da barraca (Footprint, estacas, varetas, quarto e sobreteto) estão na sacola antes de ir para uma aventura.

  • A dica é você organizar a barraca dentro da mochila de maneira muito mais inteligente, pensando sempre em evitar que suas partes se danifiquem, para isso sugiro organizar da seguinte forma: Coloque o footprint (piso extra), quarto e sobreteto dentro da sacola de transporte, as varetas e estacas (espeques acomode na parte externa da mochila. Caso você venha escorregar ou cair durante a trilha, como as partes estão separadas evitará que ocorra rasgos ou furos tanto no sobre teto, quanto nas áreas do dormitório.
Barraca de Trekking

2 – Proteja sempre o piso da sua barraca de trekking

O piso é uma das partes mais importantes de uma barraca, cuidar dessa parte garante 50% mais de vida útil, isso porque a grande maioria das pessoas monta em lugares indevidos como em solos pedregosos ou em matas fechadas, podem ocorrer rasgos ou furos no piso e vir a entrar água ou formigas, isso seria um grande problema em um acampamento.

  • Para evitar esses problemas algumas marcas desenvolveram os Footprint (piso extra), ele tem a principal função de impedir que você venha a furar o piso da sua barraca.
  • Caso a sua tenda não tenha o footprint, você pode improvisar usando uma lona embaixo da barraca, certifique-se que essa lona extra seja do tamanho do quarto da sua barraca, nunca coloque uma lona que seja maior, pois em dias de chuvas poderá formar poças nessa lona.
Barraca de Trekking
Crédito: Fui Acampar

3 – Evite montar a barraca com sol forte

O sol é um elemento da natureza que sempre está presente em nossas vidas, assim como nós temos que nos proteger e não ficar muito expostos aos raios do sol, a barraca também funciona assim.

Lembre-se que a barraca é construída para ser a sua segunda casa na montanha e durar inúmeros anos, em grande parte das barracas temos as costuras seladas eletronicamente, espalhadas por toda a barraca. Se a barraca vier a passar muito tempo sob o sol forte, poderá acontecer de derreter a cola que impermeabiliza as costuras e assim fazer com que venha descosturar-se em casos graves.

  • Sempre monte a barraca em fins de tarde e desmonte logo pela manhã, assim você evita que a barraca sofra algum dano pelo sol.
  • Caso você esteja em um travessia de trekking, onde você ficará em um acampamento base, a dica é você armar um pequeno toldo em cima da barraca, isso irá protegê-la muito mais, evitando que o sol agrida as costuras da sua tenda.
Barraca de Trekking

4 – Use os esticadores da sua barraca de trekking

Você já deve ter notado que em todos os modelos de barracas, quando adquiridas novas, vem com pequenos cordeletes, estes têm funções que interferem diretamente não só na barraca como um todo, mas sim nas varetas.

Usar esses cordeletes aumentam a vida útil da sua barraca consideravelmente, tem como função deixar a barraca mais estável em situações de ventos fortes ou climas desfavoráveis,  não usá-los pode comprometer a vida útil das varetas da barraca, fazendo com que a vareta em si absorva todos os impactos gerado pelo clima instável.

Sempre que for montar a sua barraca de trekking, certifique-se de prender todos os pontos, inclusive os cordeletes, pois em algumas situações você está no acampamento e o tempo está bom, ao você dormir o tempo muda e começa piorar, aí você terá que levantar e ajeitar tudo novamente para que a barraca não rasgue com a ventania.

Barraca de Trekking


5 – Não deixe restos de comida nos avanços da barraca

Em alguns picos e montanhas do Brasil, existem animais selvagens que circulam durante a noite, e não estou falando de animais de grande porte, mas sim de ratos e formigas. Em uma das principais travessias de trekking do Brasil, conhecida como Serra Fina, há inúmeros ratos que a noite atacam as barracas dos aventureiros em busca de alimentos, fazendo muitas vezes furos ou rasgos nos tecidos da barraca.

  • Para evitar que isso aconteça, sugiro sempre limpar os equipamentos de cozinha e guardar muito bem os restos de comida, não deixe perto da sua barraca durante a noite, os animais pequenos podem fazer grandes estragos em seus equipamentos.
Barraca de Trekking

6 – Usar estacas (espeques) adequados

Você deve estar se perguntando, oq os espeques tem a ver com a vida útil da barraca? Tem tudo a ver! Pois todas as barracas necessitam seu uso, quando acampamos em locais como grama e terra os espeques da nossa barraca são muito bons, caso você venha a acampar na areia ou neve por exemplo, você deverá ter estacas mais longas, isto é de 25 à 30 centímetros aproximadamente, isso dará maior firmeza para a sua barraca e evitará que o espeque desprenda do solo.

Geralmente o que mais acontece nas praias é você não usar o espeque adequado e no meio da noite o espeque se soltar e a lona do sobre teto ficar se debatendo contra o dormitório, isso poderá danificar muito o conjunto todo, fazendo sua barraca durar menos.

Barraca de Trekking

7- Use sabão adequado para lavar a sua barraca de trekking

Para aumentar ainda mais a vida útil da sua barraca, você precisa manter ela sempre limpa após voltar de uma trilha ou travessia de trekking, caso esteja muito suja é recomendado lavar usando sabão ou detergente neutro isto é, que não tenha glicerina em sua composição.

A Glicerina agride o tecido, retirando mais que apenas a sujeira, as vezes, nos piores dos casos pode acontecer de sair a própria selagem do material, fazendo com que não seja mais tão impermeável. Caso não encontre o sabão neutro, pode-se lavar usando água pura, procurar não esfregar o tecido com escovas ou derivados.

  • Sempre que você tiver que lavar a barraca, lembre-se de usar sabão neutro e deixar secar na sombra, nunca no sol para não acontecer o que foi citado no “item 3”.

8- Evite lavar a barraca muitas vezes

A sua barraca funciona como uma jaqueta de membrana impermeável, isso é, quanto mais você lavar, menos impermeável ela será. Quando digo “lavar” me refiro a você apenas limpar usando um pano úmido e depois deixar secar na sombra, evite lavar a sua barraca com a mangueira ou lava jato.

9- Não guarde a barraca molhada

Esse erro acontece frequentemente entre os aventureiros e praticantes de campismo inexperientes, nunca de-se guardar a barraca com seus tecidos molhados, pois ao passar inúmeros dias fechada em sua sacola de transporte, pode vir a mofar, furar e até mesmo rasgar o tecido.

10- Não deixe sua barraca secar montada

Quando você tiver que deixar a sua barraca secar em casa, a dica é desmontar e pendurar no varal, pois se ficar armada, poderá sobrecarregar as presilhas ou elásticos que são presos na vareta.

Barraca de Trekking

Curiosidades

  • Se usar todos os finais de semana, a barraca durará aproximadamente 1 ano;
  • Se vier a usar apenas uma vez por mês, a barraca durará aproximadamente 2 anos;
  • Se usar duas vezes por ano, a barraca durará aproximadamente 3 anos;
  • Se você não fizer uso da barraca, ela durará no máximo 4 anos.

Conheça a mais nova barraca de trekking da Naturehike, conhecida como Star River 2.

Barraca de Trekking

Depois destas inúmeras dicas sobre como aumentar a vida útil de uma barraca de trekking, esperamos que o texto tenha ajudado você e sanado algumas de suas dúvidas, caso ainda tenha alguma, deixe um comentário logo abaixo, se gostou do texto compartilhe com seus amigos.

Chico, o treinador de grandes atletas de corrida!

Dedicamos uma grande parte das nossas vidas ao nosso trabalho, e embora algumas pessoas se conformem em sobreviver, outras fazem do seu trabalho uma forma de vida, conheça a história do mestre da corrida.

Certamente você já encontrou algumas dessas pessoas que amam o seu trabalho. São profissionais que dão o melhor de si mesmos como pessoas, sem descuidar dos aspectos mais importantes da sua profissão.

Conheci (virtualmente) o treinador/professor de Educação Física, Francisco Rainone Junior (48), no início do ano quando escrevi aqui no site uma matéria sobre a sua atleta Jasieli Tagliari Dalla Rosa – atual recordista feminina da TTT (Travessia Torres Tramandaí) com o tempo de 6h 56min.

Treinamento de Corrida
Foto: acervo pessoal

Desde então, comecei a acompanhar seu trabalho como treinador de alguns atletas e amigos em comum. E  fico impressionada com a forma como ambos se relacionam.

Chico, como é carinhosamente chamado pelos seus amigos e atletas, iniciou a sua carreira de treinador há 35 anos. Foi na escola com seu professor de Educação Física, que descobriu que amava correr e participar das aulas.

“Diversas aulas eram feitas correndo em volta do quarteirão do colégio, onde acabei me destacando como um bom atleta de velocidade e fui encaminhado para treinar no Sport Clube Internacional. Por lá havia um treinador que me ensinou muito e foi meu segundo pai…” 

Naquela época Francisco descobriu o que queria fazer e sabia quem um dia teria uma oportunidade. E esse dia chegou em 2003, quando o Gerente de uma academia o convidou para assumir o clube de corrida.

 “Nesta academia, havia um grupo de corrida em dois turnos (manhã e tarde) e o professor precisava orientar os treinos e correr junto com os alunos pelas ruas da cidade. Na época eram poucas academias que tinham clubes de corrida e existiam poucas assessorias de corrida e uma meia dúzia de treinadores na cidade.”, relembra Chico.

Foi assim que tudo começou, o clube de corrida deu certo, o mercado do running cresceu muito (tanto provas de asfalto como de trail). Francisco se tornou atleta de endurance na época e começou a correr ultramaratonas de esteira, asfalto e montanha.

“Como treinador e atleta começou uma procura pelo meu trabalho, de alunos e atletas para os mais diversos desafios. Assim me especializei em treinamento de ultra atletas e corredores de montanha.”

Hoje ele treina 50 atletas na Assessoria Team Ultra Chico e cerca de 30 na academia Cia Athletica, entre iniciantes e Ultramaratonistas.

Treinamento de Corrida
Foto: acervo pessoal

Quando questionado sobre as conquistas de seus atletas, e a que mais tenham lhe marcado, Chico é rápido em responder:

“Não existe uma que marcou mais! Todos os atletas que se dedicam, priorizam seu tempo e seu esforço físico e mental ao treinar; chegam ao seu objetivo, transformam sua vida, vivem com saúde e felizes…Quando eles concluem provas, seja qual for a distância, acabam me emocionando e me fazendo muito feliz!”

Recentemente Francisco passou por um problema de saúde e seus atletas prestaram lindas homenagens. Mostrando que além do vínculo profissional, existe uma grande afeição. Perguntei ao Chico o que essa “união” representa a ele:

“Eu diria que representa uma família, uma grande e valiosa parte da minha vida, meus atletas são pessoas extraordinárias, preciso estar sempre mais com eles. Transmitem-me uma energia e carinho que não tem tamanho e estiveram em uma corrente de orações que me deram uma força gigante nesse meu maior desafio até hoje, que foi a cirurgia cardíaca. Não tenho palavras para agradecer a eles.”

Outra grande e valiosa parte da vida, do treinador é sua companheira Vivi Souza. Em um feriado de carnaval, enquanto muitos festejavam e brindavam em festas e folias, Vivi foi com seu grupo de corrida fazer um treino de morro, já previamente combinado com sua treinadora Aline e o treinador Francisco – que até então, ela só conhecia por nome.

“A partir daí veio um convite para um treino, convite para uma prova…e devagar, com muito carinho e alguns quilômetros, foi nascendo um belo e verdadeiro sentimento. Vamos completar dois anos juntos, pouco tempo, mas de uma cumplicidade, cuidado, amor e querer bem de ambas as partes.”  relembra Vivi.

Treinamento de Corrida
Foto: acervo pessoal

Chico é um treinador responsável, dedicado e atencioso. Que pensa, estuda, elabora, planeja…cada detalhe, para o crescimento e evolução de seus atletas! Grande conhecedor da teoria e prática deste mundão das corridas, que se emociona e vibra com as conquistas pessoais de cada um.

Segundo Vivi – e sem dúvidas toda a sua família, amigos, atletas… – Chico é:

“Um atleta cheio de histórias pessoais, que prende as pessoas no olhar com tamanha experiência e conhecimentos quando relata suas aventuras que carregam km´s de emoções. Um homem sincero e guerreiro, que já atravessou situações difíceis, mas sempre soube dar a volta por cima com um sorriso largo no rosto e um coração que pulsa e vibra pelas vitorias e conquistas, mas sobre tudo pelo recomeço, pela hombridade, generosidade, gratidão e alegria de viver neste mundo do esporte que tanto o faz feliz. Hoje vejo no Chico uma fortaleza, seguro de si, da sua profissão e de seus valores.”

Treinamento de Corrida
Foto: acervo pessoal

“Amar a vida através do trabalho é partilhar do segredo mais íntimo da vida.” – Khalil Gibran –

Vivência Outdoor – 3ª edição – Floripa.

No último feriadão do Dia das Crianças, 12, 13 e 14 de outubro, tive o privilégio de participar do Vivência Outdoor e vou contar aqui, tudo que aconteceu nessa terceira edição  que rolou em Florianópolis. Foi sem dúvidas um grande encontro dos amantes e entusiastas das práticas de atividades outdoor e esportes de aventura.

Vivência Outdoor
foto: @luangesteira

Ano após ano, o Vivência Outdoor vem crescendo e se consolidando no calendário nacional de eventos relacionados aos esportes de aventura e atividades outdoor. Sempre com uma programação rica e diversificada, atrai cada vez mais gente que pensa e transpira aventura, quer seja como atividades de trabalho, lazer e/ou esportiva. O evento em si, é uma oportunidade ímpar de adquirir e ampliar conhecimento sobre diversas práticas, escutar histórias de grandes aventuras, descobrir novos roteiros e o mais importante: fazer novas amizades e multiplicar a rede de contatos com pessoas que encaram com seriedade e entusiasmo o cenário outdoor nacional.

Vivência Outdoor
foto: @luangesteira

Nesta terceira edição, a programação cheia e diversificada foi realmente muito interessante e divertida. Foram mais de uma dezena de atividades entre palestras, relatos, oficinas e uma sessão exclusiva de cinema outdoor sensacional. Entre uma coisa e outra, aquela pausa estratégica para um café e um bate papo com os participantes, sempre num clima descontraído. Em outras palavras, foi uma overdose, no bom sentido, de informação, conhecimento e diversão para aqueles que amam o universo das atividades outdoor.

Vivência Outdoor
foto: @luangesteira

Entre todas as atividades, que sem exceção foram muito boas, gostaria de destacar aquelas que eu mais gostei:

 – Caminho a Dois, mais de 4.000 km trilhados pela Pacific Crest Trail – Por: Bia Carvalho e Edinho Ramo.

– Caminho da Mata Atlântica, trilha de longo curso no Brasil – Por: Ivo Leonardo Schmitz

– Navegação Outdoor com GPS: Do Básico ao Avançado – Por: Renan Cavichi e Mario Nery

– Higiene Outdoor de Mínimo Impacto – Por: Ana Vivian e André Costa (Pedarilhos)

– Sete Cumes: Denali, o desafio no Alasca – Por: Hélio Fenrich

E não parou por aí, não. Toda a logística destes três dias de imersão foi muito boa. Para repor as energias e as calorias da galera, um excelente bufê com todas as refeições foi preparado com todo cuidado e muito bem organizado, com direito a uma noite de rodízio de pizzas e uma noite das massas. Chopp e cerveja artesanal também não faltaram para os paladares mais exigentes.

Vivência Outdoor
foto: @luangesteira

E como não poderia deixar de ser, para garantir o descanso da tribo outdoor reunida, uma aldeia de barracas NTK foi organizada no campo de futebol da Fazenda Três Meninas com o apoio logístico da Nautika.

Vivência Outdoor
foto: @luangesteira

Para fechar essa publicação, o Trekking RS teve um rápido bate papo com Luiza Campello, que é a mãe da criança, para saber mais sobre o passado, presente e o futuro do Vivência Outdoor.

Confira aqui, nosso bate papo com a Luiza:

O que é o VO?

O Vivência Outdoor é, sobretudo um encontro de pessoas que tem uma mesma paixão, a vida ao ar livre! É um evento onde essas pessoas podem se encontrar e trocar experiências, conhecimentos e fazer novas amizades. Essa é a essência do Vivência Outdoor.

Como surgiu a ideia, qual a motivação para criar o VO?

A ideia do Vivência Outdoor surgiu da necessidade de encontrar as pessoas ao vivo, para trocar informações e conhecimento. Como blogueira do FuiAcampar muitas vezes eu me sentia distante do público que lia os conhecimentos. Eu queria conhecer e falar com as pessoas ao vivo, não só no mundo virtual. E conversando com outros blogueiros da RBO (Rede de Blogs Outdoor) percebi que eles também tinham essa vontade, de estarmos todos ao vivo, juntos e compartilhando experiências olho-no-olho. Foi assim que surgiu a primeira edição do vivência, em 2016, em socorro. O evento foi mais amador, mas a mágica que aconteceu desses encontros foi tão incrível que tivemos que repetir para proporcionar isso para mais pessoas!

Qual o principal propósito do VO?

Acho que respondi essa pergunta na primeira! O propósito é permitir a troca de conhecimentos de experiências, mas, além disso, queremos fomentar o segmento outdoor no Brasil, inspirar as pessoas, dar conhecimento, criar aventureiros mais conscientes e responsáveis pelo seu planejamento e pelas suas ações.

Desde o primeiro VO, o que mudou?

A ideia central é a mesma, não mudou em nada! O que mudou foi uma evolução na execução de cada detalhe! Aprendemos sempre com os erros e procuramos melhorar em cada detalhe, alimentação, horários, crachá, sorteios…tudo foi surgindo e evoluindo baseado nas avaliações dos participantes. Levamos tudo em consideração, porque um evento com uma organização melhor facilita a harmonia e a energia positiva do evento. Outra coisa que vai mudar para a próxima edição é o propósito de ser itinerante, cada ano em um estado diferente.Queríamos fazer itinerante para proporcionar pessoas de outros estados mais distantes terem acesso mais fácil ao evento, mas percebemos que não houve mobilização que justificasse essa mudança de local, atingimos um público local muito restrito, acreditamos que no próximo ano voltaremos para o estado de São Paulo onde o evento é mais valorizado.

Infelizmente o evento não deve mais ir até as pessoas mais distantes, quem estiver mais longe, vai ter que se mobilizar para ir até o evento. Não queríamos que fosse assim, mas foi mais um aprendizado que tivemos e precisamos tomar essa decisão para facilitar a logística para a organização e para a maioria do público interessado. Até cogitamos sair da região sudeste no futuro (talvez), mas o evento precisa estar bem mais maduro daí.

E quanto ao futuro, quais são os sonhos e projeções para os próximos VO?

A ideia do evento a princípio é se manter nessa mesma linha, promovendo encontros entre pessoas, inspirações para a vida, para as aventuras e conhecimento técnico.

Queremos evoluir sempre nos mínimos detalhes para a energia do evento fluir naturalmente e conectar as pessoas. É só isso…

Se todos que saírem do Vivência Outdoor estiverem se sentindo melhores, mais felizes, mais inspirados e conscientes de suas ações, cumprimos nossa missão! 🙂

Patrocinadores:

Vivência Outdoor

Apoiadores:

Vivência Outdoor

Se você leu tudo até aqui e quer saber mais sobre o Vivência Outdoor, a programação completa desde ano, anos anteriores e se inscrever para saber quando será o próximo, não perca tempo e clique aqui!