Perito Moreno

Nossa viagem a Pantagônia não poderia deixar de incluir uma visita à cidade de El Calafate, onde se situa o famoso glaciar argentino, o Perito Moreno.

Antes de pousar em El Calafate, da janela do avião, víamos uma região desértica, com extensos tapetes vegetais de arbustos baixos, e não tínhamos ideia da beleza que se encontrava escondida nessa pequena cidade.

Perito Moreno

O Perito Moreno possui 5 quilômetros de largura e cerca de 60 metros de altura e é considerado uma das mais importantes reservas de água doce do mundo, sendo, inclusive, já chamado de “oitava maravilha do mundo”.

O glaciar está dentro do Parque Nacional do Glaciares, o qual possui 726.927 hectares e fica distante cerca de 80 km da cidade de El Calafate. A região toda encanta pela beleza dos bosques e montanhas presentes nos arredores.

Há, basicamente, três formas de conhecer o Perito Moreno:

  • da forma tradicional, ingressando no Parque e percorrendo pelas passarelas e mirantes, para visualizar a geleira bem de perto;
  • Safari Náutico, que consiste em navegação pelo Lago Rico a bordo de um barco, que chega bem próximo ao glaciar, onde se pode desfrutar de uma vista de baixo para cima e ter uma ideia da dimensão dessa geleira;
  • mini trekking, que consiste em caminhar diretamente na geleira.

Na cidade há várias agências de turismo que vendem os passeios, disponibilizando veículos que buscam no hotel, com acompanhamento de guia, que presta ao turista informações sobre os pontos turísticos. É possível fazer os passeios durante todo o ano, dependendo do clima que preferir.

Nosso passeio ao Perito Moreno já estava incluso no pacote de viagem que contratamos no Brasil, tanto o passeio de barco como a entrada no parque para percorrer pelas passarelas.

Caso não queira contratar uma agência de viagens, pode o turista ir por conta própria e comprar o ingresso de entrada no parque, cujos valores podem ser verificados no site. Os horários de funcionamento do parque também podem ser verificado no referido site.

A lotação contratada nos buscou no hotel bem cedinho para nos levar ao Glaciar Perito Moreno. Fizemos uma parada num mirante, de onde se pode ver a grandeza do glaciar, embora a vista fosse bem de longe. Nessa hora aumentava a ansiedade por embarcar no barco, que seria nossa primeira jornada.

Perito Moreno

Zarpamos em um barco confortável, com acomodações para todos permanecerem sentados na parte interna, fechado com vidro para proteger do vento. Esse passeio não exige esforço físico, dura cerca de uma hora e a recompensa é gratificante.

Mas ficar dentro do barco, observando sentado, não é para os aventureiros como nós, por isso ficamos na parte de cima e nas laterais da embarcação, de onde se conseguia ter uma visão melhor e sentir a emoção de estar tão perto da grandiosidade desse glaciar. Se tinha vento frio? Tinha, mas, quando se está num lugar encantador, nem o frio atrapalha!

Perito Moreno

À medida que o barco se aproxima da geleira, tem-se uma visão massiva do conjunto gigantesco dessa obra da natureza. Em vários pontos do lago flutuam blocos de gelo que se desprenderam.

Perito Moreno

Nos momentos de maior proximidade, fica bem visível que partes da geleira são de cor azul intenso, sendo que atingem essa tonalidade por serem compostas por um gelo mais compacto, sem bolhas de ar. A incidência dos raios solares deixa esse azul radiante.

Perito Moreno

Foram bons momentos navegando em frente ao glacial, sentindo uma sensação de paz e uma energia inexplicável. Foi uma experiência estonteante.

Após, seguimos para a próxima parada, onde a van nos deixou no estacionamento do parque para que seguíssemos em direção às passarelas. Logo na entrada do parque, há um painel que mostra os circuitos de passarelas, sendo cada um deles demarcado por cor diferente, conforme os níveis de dificuldade. Parte das passarelas passa pela vegetação presente no local. Fizemos todos os circuitos em menos de uma hora e a cada novo degrau que subíamos ou descíamos usufruíamos de uma visão do glaciar de ângulos diferentes.

Perito Moreno

Perito Moreno

Perito Moreno

A parada para o lanche, que tínhamos comprado na entrada do parque, foi num dos mirantes que fica bem em frente à geleira, onde há bancos para os turistas descansarem e apreciarem o Perito Moreno. Fazer uma parada ali também é uma boa oportunidade para se ver os rompimentos de partes do glacial, motivo pelo qual o local é chamado de zona de ruptura.

A geleira represa o lago argentino em alguns pontos, o que faz com que a pressão sobre o gelo provoque túneis e desabamentos nas bordas da geleira. São blocos de gelo que se desprendem e despencam de uma altura de até 60 metros e caem nas águas do lago, proporcionando aos turistas um espetáculo magnífico.

De vez em quando, é possível ouvir um trincar seguido por um estrondo seco até se ouvir o barulho mais intenso como se fosse um trovão. Muitas pessoas ficam na passarela observando, atentas a qualquer barulho vindo do glaciar, na espera de poderem presenciar esse fenômeno incrível.

Tivemos a oportunidade de ver alguns desprendimentos da geleira, o que provoca um som surpreendente, tanto na queda como ao imergir na água e vir à tona. Para conseguir registrar esse momento é imprescindível que se esteja atento e preparado. Foi possível registrar um pequeno vídeo de um desses momentos espetaculares.

Assista o vídeo:

Seguindo pelas passarelas de volta à entrada do parque, há uma trilha que permite que se chegue até o Lago Argentino, com a cor azul esverdeado, que contracena com as montanhas cobertas de gelo que se pode ver ao fundo.

Perito Moreno

Perito MorenoPerito Moreno

Perito Moreno

Como citado anteriormente, existe também a possibilidade de se caminhar sobre a geleira, desde que seja com acompanhamento de guias autorizados e mediante uso de sapatos e roupas adequadas, mas infelizmente não pudemos realizar essa atividade porque precisaríamos de mais um dia na cidade.

Viajamos em outubro, mês de temperaturas amenas e pouca chuva, no entanto, sempre será bom estar preparado para temperaturas baixas. Não esqueça de colocar na mochila roupa térmica, fleece, corta-vento, gorro e luvas.

Vale lembrar que ao viajar para qualquer parte da patagônia, será preferível estar munido da moeda local ou dólares, pois são raros os lugares que aceitam a moeda brasileira.

Com certeza a Patagônia é um dos lugares mais fascinantes do mundo, e o Perito Moreno faz parte dessa maravilha.

El Calafate

Cheguei em El Calafate no dia 19 de outubro de 2017, a primeira vista pensei, agora chequei realmente no fim do mundo, pois o aeroporto da cidade encontra-se um tanto longe, não consegui ao menos ver a cidade, percorrendo a estrada até o centro da cidade a paisagem é árida, sem muitas belezas, ao chegar em El Calafate fiquei surpreso com a arquitetura das casas e estabelecimentos comercias, a maioria das construções são de madeira, construídas a mão de um jeito um tanto minimalista.

El Calafate é uma cidadezinha de aproximadamente 20.000 habitantes que fica as margens do Lago Argentino, a cidade é toda voltada para o turismo, na avenida Libertador você encontra todas as agencias de turismo, lojas de equipamentos de aventuras, loja de suvenirs e artesanatos.

El Calafate

El Calafate

As agências de turismo possuem uma boa cartilha de pacotes, que te levam a conhecer o famoso Glaciar Perito Moreno, fazer cavalgadas, conhecer as estâncias, fazer trilhas ou trekking no Glaciar, passeios a cavalo, andar de barco pelos glaciares, enfrentar o medo de altura em uma tirolesa de 2.500 metros de distância ou até mesmo fazer uma aventura de 4×4 até o Parque Nacional Torres del Paine no Chile.

Caso você queira fazer todas estas aventuras citadas a cima separe um dia para cada aventura, pois os passeios saem do centro de El Calafate, a grande maioria destes passeios começam logo que amanhece e retorna a cidade ao anoitecer.

O primeiro passeio que fiz na cidade de El Calafate foi a pé, queria explorar a cidadezinha passo a passo, interagindo com seu povo e descobrindo por conta própria seus atrativos. O lugar escolhido foi a Reserva Ecológica Laguna Nimes que ficava a cerca de 4 quilômetros de distância do Hotel fazenda Kau Yatun onde estava hospedado, nesta reserva é possível contemplar duas lagunas, sendo a Nimes e a Laguna Negra, caso você for no inverno é possível patinar sobre o gelo, pois as duas lagunas ficam totalmente congeladas.

El Calafate

Na cidade existem boas opções de alimentação, mas são muita caras, as refeições na cidade de El Calafate podem custar R$ 50,00 até R$ 150,00 reais por refeição em estabelecimentos, então vá com bastante dinheiro, na maioria dos estabelecimentos são aceitos Dólares Americanos ou Pesos Argentinos, sendo que se você pagar em Dólar o seu troco será em Pesos, então fique esperto na hora de pagar o que consumiu, sempre pegue o ticket como comprovante, pois os argentinos podem cobrar você novamente em poucos minutos. kkk

O segundo dia na cidade de El Calafate, fomos conhecer o famoso Glaciar Perito Moreno, passear de barco pelo Rio Rico e contemplar a beleza do Glaciar por outro ângulo. Veja tudo que aconteceu nessa aventura, clique aqui.

Viajando de gol 1.0 pela América do Sul

Viajando de gol 1.0 pela América do Sul, escrito por nosso amigo Lucas Macalister, é a prova real que você não precisa muito para fazer aquela viagem dos seus sonhos, basta apenas ter vontade e realmente sair da sua zona de conforto.

Em dezembro de 2015 Lucas e mais dois amigos: Anderson Kovalski  e  Evandro Vogel realizaram um sonho, fazer uma Road Trip (viagem de carro) pela América do Sul, veja abaixo o seu relato de viagem.

Saímos de Novo Hamburgo/RS – Brasil a bordo de um Gol 1.0 com o objetivo de conhecer a maior quantidade de lugares em 30 dias, gastando o mínimo possível, os dias que parávamos para dormir eram na maioria das vezes em campings, postos de combustíveis e até mesmo em um lugar qualquer no meio do nada, foram poucas vezes que nos hospedamos de fato, cozinhávamos a nossa própria comida durante a viagem.

gol 1.0 pela América do Sul
Roteiro da Viagem

A viagem se tornou uma experiência bem roots, viajávamos como se fossemos caminhoneiros, falando em caminhoneiros, inúmeros deles nos ajudaram, ficamos sem gasolina em meio a Patagônia, os novos amigos caminhoneiros nos doaram querosene para colocar no carro 😂 no qual conseguimos rodar cerca de 30 quilômetros até o próximo posto.

Ushuaia na Argentina foi uma experiência incrível, aqueles picos nevados, o sol lá se põe às 22 horas e nasce por volta das 4:30 da manhã, estes são momentos únicos.

gol 1.0 pela América do Sul
Ushuaia/Argentina
gol 1.0 pela América do Sul
Ushuaia/Argentina

El Chaltén na Argentina, capital nacional do Trekking ficamos em um hostel na qual estava com lotação máxima e conseguimos lugar para acampar no pátio, a noite fomos socializar com o pessoal ao lado de uma lareira tomando um chimarrão, juntamente ali com o pessoal havia um cachorro Buldogue, este ficava o tempo todo querendo carinho, na parte de dentro estava quentinho, no lado de fora era muito frio. Ali também tinha um pessoal preparando os equipamentos para escalar no dia seguinte e um outro grupo cantando e tocando violão ao redor de uma fogueira.

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El Chaltén/Argentina
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El Chaltén/Argentina
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El Chaltén/Argentina

Saímos de El Chaltén com destino a Torres del Paine no Chile, lugar mais lindo de toda a viagem, lugar de trilhas com as melhores paisagens que já vi, lugar que acredito ser o mais indispensável para conhecer na Patagônia.

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Torres del Paine/Chile
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Torres del Paine/Chile
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Torres del Paine/Chile

Passamos por diversos lugares no caminho, estradas com paisagens magnificas, Bariloche linda demais. No dia 30 de dezembro vimos que daria pra passar o ano novo em Santiago no Chile, lembro que chegamos na Aduana Argentina/Chile pelas 18 horas e estava fechado, só pela manhã abriria, então acampamos ao pé do Vulcão Lanín, ao lado de um lago repleto de peixes e vários coelhos em volta das barracas. No dia seguinte levantamos atrasados, depois de nos ajeitar seguimos viagem rumo a Santiago.

Chegamos por volta das 23 horas no centro da cidade, não conhecíamos nada, diversas ruas bloqueadas por causa do ano novo até que um guarda viu que estávamos perdidos, abriu o bloqueio e deixou a gente estacionar perto da praça que teria os shows de fogos, o ano novo foi incrível, conhecemos muita gente e fizemos várias festas juntos pela cidade. Nos dias seguintes conhecemos a capital, Vinã del Mar e Valparaiso.

Era hora de partir para o Deserto do Atacama, chegamos em San Pedro de Atacama parecíamos que estávamos em Marte, lugar com uma geologia estranha, o deserto mais alto do mundo, clima seco, dias com calor de 40°C graus e noites com frio de 5°C graus, por falar em noite, lá é onde você verá o céu mais estrelado possível e é o lugar onde tem o a maior rede de telescópios do mundo, o ALMA. Encontramos um camping muito esquisito, parecia que estávamos num alojamento do exército no Iraque 😂, conhecemos pessoas de várias partes do mundo. O próximo destino era Cuzco no Peru.

gol 1.0 pela América do Sul
Deserto do Atacama/Chile
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Deserto do Atacama/Chile

Viajar de carro pelo peru é demais, campos e montanhas e vilarejos, uma imensidão de verdes e azuis, estar em Cuzco te deixa com um sentimento espiritual muito bom, sei lá, não sei explicar, a capital do império inca te insere num contexto cultural incrível. Numa certa noite resolvemos ir numa balada aos redores da Plaza de Armas no Centro Histórico de Cuzco, chegando lá encontrei um amigo da minha primeira viagem ao Peru, Welington Silva que estava com um grupo de brasileiros, no dia estava frio e deixamos nossos casacos em uma mesa junto com dois demais do grupo, quando decidimos ir embora nossos casacos aviam sumidos e com a chave do carro dentro😂 . Foi onde começou o desespero, não encontrávamos um chaveiro para nos ajudar, depois de dois dias com a ajuda do Harry Corrimayta, um amigo e proprietário do hostel que estávamos hospedados, conseguimos um chaveiro para fazer uma chave codificada.

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Cuzco/Peru
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Cuzco/Peru

Saindo de Cuzco com boas e mas lembranças a próxima parada foi o Lago Titicaca em Puno/Peru, lago navegável mais alto do mundo, onde o povo Uros vive até hoje em ilhas artificiais feitas de capim. Depois de conhecer bem o local o próximo destino era a Bolívia, na manhã de começar a viagem novamente pegamos nossas bagagens e colocamos no carro que estava estacionado em frente ao hostel, uma rua movimentada cheia de comerciantes na rua e andamos a pé até uma padaria para comprarmos nosso café da manhã, demoramos 10 minutos e no retorno começou o desespero parte 2, arrombaram nosso carro e roubaram nossas compras, notebook, um ipad e duas câmeras que eram uma @gopro e uma @nikon profissional com todas as fotos da trip que já eram milhares de fotos e vídeos dos mais de 20 dias percorridos.

Com todo o ocorrido ficamos desanimados, perdemos um dia na delegacia. Lá conhecemos inúmeras pessoas  que também haviam sido roubados, dentre eles estavam um casal de brasileiros, uma família de colombianos e um cara chamado Libardo Martinez estava fazendo uma viagem parecida, ele tinha passado pelo Salar de Uyuni na qual seria o nosso próximos destinos e nos falou que as condições das estradas até la eram péssimas e a partir daquele momento decidimos encerrar a viagem. Percorremos alguns locais da Bolívia sendo: a capital La Paz, Cochabamba e Santa Cruz de La Sierra, até chegarmos finalmente no Brasil em Corumbá no Mato Grosso do Sul e comer aquele Xis tudo para comemorar que havíamos conseguido sair da Bolívia depois de ter que pagar diversas propinas para que os policiais corruptos nos deixassem prosseguir para casa.

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Corumbá/Brasil

Fiz esse resumo da viagem para ficar guardado o que vivenciamos, foram 30 dias de viagem, mais de 18 mil quilômetros de muitos perrengues, mas não me arrependo de nenhum dia, conhecemos algumas das paisagens mais lindas que já havia visto.

Devido ao roubo de quase todas nossas fotos, restam restaram apenas recordações. Agradeço a os meus amigos de viagem que me aguentaram viajar junto com “poucas” brigas e também as pessoas que nos ajudaram pelo caminho. Desejo que este post inspire algumas pessoas a viajar, que mostre que não precisa o melhor carro, ser rico, ser formado, estar casado… para poder viajar.

“Existe um mito de que tempo é dinheiro. Na realidade, tempo é mais precioso que dinheiro. É um recurso não renovável. Uma vez que você o gasta, e se você o usou mal, ele se foi para sempre.” Neil Fiore.

*as fotos postadas são as poucas que conseguimos salvar em nossos celulares.

Conheça as trilhas da Terra do Fogo

Começamos o passeio pelo Parque Nacional Terra do Fogo no dia 17 de Outubro de 2017, nele pudemos contemplar alguns dos atrativos mais importantes do parque.

O Parque Nacional Terra do fogo possui uma área de aproximadamente 63.000 hectares e é banhado pelo Canal de Beagle, localiza-se a 12 quilômetros afastado da cidade de Ushuaia, sendo que apenas está disponível para uso público cerca de 3% de toda a área, nesta pequena parte que pudemos conhecer estão alguns dos atrativos mais importantes e belos do parque.

Atividades permitidas dentro do Parque Nacional Terra do Fogo:

Terra do Fogo

Dentro do parque está disponível quatro áreas de camping selvagem, sendo que em todos existem áreas já delimitadas para fazer a comida, é recomendável que você use seu fogareiro, caso não tenha esse equipamento, é possível fazer um pequeno fogo apenas para cozinhar seus alimentos.

Localização dos campings:

Camping 1 localiza-se ao lado do Rio Pipo;

Camping 2 localiza-se perto da Bahia Ensenada Zaratiegui;

Camping 3  e 4 localiza-se perto do Rio Lapataia.

Caso queira explorar o parque a pé, existe quatro caminhos demarcados para que você contemple da melhor forma possível toda a beleza desse enorme atrativo. Abaixo listamos alguns caminhos já demarcados e permitidos.

Caminho Pampa Alta

Neste caminho você percorre cerca de 4,9 quilômetros onde é possível contemplar o ponto panorâmico, o Canal de Beagle e o vale do Rio Pipo, o trecho começa perto da Bahia Ensenada, percorrendo um caminho até o Camping 1 do Rio Pipo.

Dificuldade: Média

Duração: Uma hora até o ponto Panorâmico

Caminho Costera 

Caminhada de 8 quilômetros pela costa marinha, cruzando florestas de Guindo e  Canelo, acesso pela Ensenada ou na junção do Lago Roca na Ruta 3.

Dificuldade: Média

Duração: Quatro Horas

Caminho Hito XXIV

Caminhada com cerca de 7 quilômetros pela margem do Rio Roca até  o limite internacional entre Argentina/Chile.

Dificuldade: Média

Duração: 3 horas ida e volta

Cerro Guanaco

Do alto do cume Guanaco é possível apreciar uma maravilhosa vista da Cordilheira Fueguina e suas turferas. É acessado pelo caminho Hito XXIV, depois de atravessar o Guanaco há um desvio sinalizado na direita. Toda a rota é em acessão por encostas íngremes, toda a trilha tem 8 quilômetros no total.

Dificuldade: Alta

Duração: 8 horas ida e volta

Caminhadas no setor de Lapataia

Terra do Fogo

Passeio na Ilha

Uma trilha com aproximadamente 600 metros de distância pelo Arquipélago Cormorantes, passando pelas margens do Rio Lapataia e Ovando. Boa oportunidade de observar aves aquáticas.

Dificuldade: Baixa

Laguna Negra

Trilha de aproximadamente 950 metros de distância, onde é possível ver uma Turfa em formação.

Dificuldade: Baixa

Mirador Lapataia

Um caminho de aproximadamente 1 quilômetro que leva ao Turbal, podendo ser uma boa alternativa para acessar a Bahia Lapataia, transitando por um bosque de Lenga.

Del Turbal

Circuito alternativo para a Ruta 3 e acessa a Bahia Lapataia. É possível observar antigas moradias de castores rodeados de Turfas. Se conecta com o caminho que leva a castorera.

Distância: 2 km

Dificuldade: Baixa

Castorera

Com distância de 400 metros ida e volta a reserva de Castores, é possível acessar pela Ruta 3 e rastrear o caminho dos castores pelo lado direito, vendo assim o impacto causado por esta espécie exótica.

Dificuldade: Baixa

Caminho de la Baliza

Caminho com 1,5 quilômetros de ida e volta, onde é possível ver um farol, localizado no limite da reserva natural, podendo ver também uma Castorera ativa.

Dificuldade: Baixa

Na nossa visita ao Parque Nacional Terra do Fogo, contemplamos inúmeras paisagens, sendo de montanhas geladas, trilhas em meio a bosques verdejantes, caminhamos também pelas passarelas da Bahia Lapataia que possuem uma vista de tirar o fôlego e percorremos no passeio de 40 minutos aproximadamente no Trem do Fim do Mundo.

Abaixo você poderá ver as nossas melhores fotos desse atrativo turístico tão magnífico de Ushuaia.

Terra do Fogo
Estação do Trem do Fim do Mundo – Ferrocarril Austral
Terra do Fogo
Laguna Verde

Terra do Fogo

Terra do Fogo
Bahia Lapataia
Terra do Fogo
Bahia Lapataia
Terra do Fogo
Bahia Lapataia – Puerto Arias
Terra do Fogo
Senda del Mirador
Terra do Fogo
Trem do Fim do Mundo

Expedición Trekking Cordon del Plata 2018

Expedición Trekking Cordon del Plata 2018

Uma experiencia em Alta Montanha que mais vai mexer com o seu emocional. Serão14 dias de aventura na cordilheira dos Andes!
Data: 14/01 a 27/01/2018

Expedición Cordon del Plata 2018
Expedición Trekking

 

O que: Travessia
Data: 14/01 a 27/01/2018
Local: Argentina
Local de Saída: Casa do Clunc
Horário de Saída: 10h00 horas do dia 14/01/18
Data 
de Retorno: dia 27/01/18
14 dias
Apenas 15 lugares

A experiência em Alta Montanha que mais vai mexer com o seu emocional.

Sol de Indiada divide esta aventura de explorá-lo com seus amigos viajantes, que com muita humanidade e responsabilidade sempre buscam como resultado a saga uma verdadeira aventura.

IMPORTANTE: é uma aventura ecológica no meio da natureza para pessoas acima de 16 anos, a caminhada é de média dificuldade, por ter vários dias e mas com boa oscilação de terreno e frio comparado ao nosso inverno na serra gaúcha.

Expedición Trekking

“Estaremos en pleno Corredor Andino. Es  majestuoso el marco entre las montañas, el ambiente, el ruido del agua, el aire puro y el clima. Su temperatura en verano es ideal ya que durante el día es caluroso pero a la noche refresca y el silencio la convierte en sueño reparador.”

Expedición Trekking

O roteiro pode ser alterado de acordo com as condições climáticas ou por motivos alheios a nossa vontade, o guia decide todas as mudanças que serão necessárias, para uma expedição saudável.
– Para entrar no país vizinho e imprescindível o RG original com menos de 10 anos da expedição ou Passaporte.

14/01/18
– Saída às 10 horas
– Embaque às 14horas / Chegada às 14h45 – Buenos Aires
– Embaque às 16h20 / Chegada às 18h15 – Mendoza
– Traslado (cerca de 15km)
– Pernoite em Hostel (localização Central)
– Jantar (não incluso)

15/01/18
– Saída para visitar 3 lojas de Aventura onde é possível locar roupas e equipamentos. Locação válida por 7 dias. (cerca de 140US$)

16/01/18
– Dia 1 montanha:
Trekking Cerro Arenales
Pensão completa

17/01/18
– Dia 2 montanha:
Trekking Las Veguitas
Pensão completa

18/01/18
– Dia 3 montanha:
Trekking Lomas Blancas
Pensão completa

 

19/01/18
– Dia 4 montanha:
Trekking La Cadenita
Pensão completa
Expedición Trekking

20/01/18
– Dia 5 montanha:
Trekking Piedra Grande
Pensão completa

21/01/18
– Dia 6 montanha:
Dia Livre
– Opção de ir de Van até o Cerro San Antônio (divisa com Chile)
– Base Parque Aconcágua
– Pensão completa
Expedición Trekking

22/01/18
– Dia 7 montanha:
Trekking La Cadenita
Pensão completa

23/01/18
– Dia 8 montanha:
– Trekking Com Acampamento Selvagem (opcional)
– Porteio de Bagagem com Mulas (não incluso) ( 120US$ – 60kg )
– Trekking Salto ( Ponto Alto da Travessia ) 4200m
– Pensão completa
Expedición Trekking

24/01/18
– Dia 9 montanha:
– Trekking de Ataque ao Portozuelo 5000m
– Trekking de retorno ao Refugio Ski
Pensão completa

25/01/18
– Dia 10 montanha:
Dia Livre
Pensão completa

26/01/18
– Dia 11 montanha:
– Traslado Mendoza
– Devolução equipamentos nas lojas
– Desayuno Incluso

27/01/18
– Desayuno Hostel
– Saída às 5h30
– Embaque às 7h25 / Chegada às 9 horas – Buenos Aires
– Embaque às 10h35 / Chegada às 13h10 – Porto Alegre
– Traslado Caxias do Sul

– Identidade (em ótimo estado) ou passaporte
– Lanches de trilha (para passar os 10 dias) (janta e café da manhã)
– Material de camping (saco de dormir para -5 graus e isolante )
– Roupas leves (um kit de caminhar e um de ficar no acampamento)
– Utensílios de higiene pessoal
– Muda extra de roupa(essa pode ficar no carro de apoio)
– Calçado adequado para trilha (bota de trekking ou tênis)
– Mochila Cargueira para carregar seus pertences (entre 60 e 90 litros) e ou de ataque (até 20 litros)
– Repelente e protetor solar.

 Opção A vista:

Opção sem traslado: ⇒ R$ 2300,00 Até o dia 10/11/17 ,após será cobrado R$ 2500,00.
Opção com traslado: ⇒ R$ 5000,00 Até o dia 10/11/17 ,após será cobrado R$ 5250,00.

 Opção A prazo:
Opção sem traslado aéreo:
 ⇒ R$ 2500,00 – entrada até o dia 10/11/17, em 5x de R$500,00. Após será cobrado R$3000,00.
Opção com traslado: ⇒ R$  5400,00 – entrada até o dia 10/11/17, em 10x de R$540,00. Após será cobrado R$6000,00.

Se você tem interesse em participar dessa aventura, entre em contato.


Inclui
:
– Guias durante toda a caminhada,
– Entrada no parque
– Guias durante toda a caminhada,
– Traslado Aéreo POA / Mendonça / POA
– Traslado Mendonça / Estação / Mendonça
– 09 Pernoite em Estação de Ski
– 02 Pernoite em Mendonça
– 01 Pernoite em Barraca (Altitude 4250m)
– 11 Jantas
– 11 Cafés da Manhã
– 11 Almoços

Se você tem interesse em participar dessa aventura, entre em contato por:
1- soldeindiada@gmail.com
2- telefone e/ou WhatsApp: (54)99117-9771.
O nosso colunista Jonatar Evaristo escreveu um relato sobre essa maravilhosa experiência, clique aqui!

Patagônia, um sonho de criança!

Patagônia, um sonho de criança!

Todos nós temos algum sonho guardado na memória, eu não sou diferente, desde muito jovem pratico atividades ao ar livre, com o passar dos anos a paixão pela natureza em si só tem aumentado. Quando criança adorava sair caminhar pelo interior, pelas matas e rios na região da serra gaúcha, com o passar do tempo, eu percebi o quanto tenho apreço para as coisas simples da vida.

Não sei dizer a quanto tempo tenho a região patagônica dentro da minha cabeça, lugar de incalculáveis belezas naturais. Quando abro o navegador da internet, e vejo as fotos deste lugar tão incrível, logo me imagino nesta imensidão, caminhando pelas trilhas, explorando todo o dia um lugar diferente. Sonho tão intenso este, que seria o lugar onde gostaria de morar. Muitas pessoas que conheço e converso, sempre dizem que tem dúvidas sobre o lugar onde elas querem viver quando se aposentarem, sempre existem duas possibilidades, morar na beira do mar ou em uma casa na beira do lago, no interior de uma cidadezinha pouco badalada, eu já prefiro sonhar e almejar morar na Patagônia.

Como posso ser atraído por um lugar que nunca estive e ter tanto carinho e apreciação por um lugar tão inóspito e de beleza tão pura, a cada ano que passa minha vontade de ir e explorar estas terras só aumenta. Muitas pessoas me perguntam o motivo dessa paixão, não sei explicar, só sei que vou ir, sei que esse sonho está próximo e logo se tornará realidade.

Por algum tempo venho acumulando fotografias, relatos de amigos que fizeram viagens para lá, e muitas outras informações sobre toda a região da Patagônia, compartilho com vocês aqui um pouco da minha paixão!

Abaixo as fotos que me inspiram:

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Esse vídeo feito pela produtora LoungeV, mostra essas paisagens em uma qualidade surpreendente, com 4k de resolução.

Com uma natureza mística e atraente, a região tem de sobra diversidade e beleza que impressionam até mesmo aos mais experimentados.
Na região dos Andes, reinam os esportes de inverno, a pesca esportiva, a navegação por glaciares milenares, trekking por gelos continentares, acampamento, escalada, montanhismo, na qual, a ritmo forte, cresce uma impressionante oferta para o turista: hotéis de até 5 estrelas, estâncias, simples ou luxuosas pousadas, refúgios e cabanas.

Ao leste, a costa atlântica atinge sua máxima glória na Península Valdez , espécie de mega zoológico natural ao que os elefantes marinhos, os pinguins, os lobos do mar e, sobretudo, as baleias francas austrais, chegam a cada ano para acasalar ou ter suas crias.

No extremo sul, no fim do mundo e separada do continente, sobressai a Ilha Grande da Terra do Fogo, com seus parques e centro de esqui, também ponto de partida para cruzeiros a Antártida.

É possível praticar as seguintes atividades em toda a Patagônia: pesca, esqui, montanhismo, cavalgadas, trekking, caça, golf, excursões em 4X4, navegação, observação de flora e fauna, mergulho, safáris fotográficos, visita a grutas rupestres, parques nacionais, glaciares, fósseis de dinossauros, bosques de árvores únicas no mundo, inclusive petrificadas, museus, estâncias de campo, etc… E sem falar no excelente mundo gastronômico que você vai desfrutar depois de um extasiante dia de aventuras na Patagônia.

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Se você gosta de colocar a mochila nas costas e desbravar o mundo, veja a seguir uma das diversas trilhas que podemos fazer nesse lugar tão mágico.

Huella Andina:

Huella Andina (Pegada Andina) é a primeira trilha de grande trajeto da Argentina e abrange um total de 577 km. Une Villa Pehuenia e a zona do Lago Aluminé, em Neuquén, com a área de Baguilt, na província de Chubut. Passa pelas imediações das localidades de Junín de los Andes, San Martín de los Andes, Villa Traful, Villa La Angostura, San Carlos de Bariloche, El Bolsón, Lago Puelo, Epuyén, Cholila e Esquel. Um percurso que atravessa, ainda, os parques nacionais Lanín, Nahuel Huapi, Arrayanes, Lago Puelo e Los Alerces, reservas provinciais, terras estatais e privadas.

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O silêncio que reina na trilha é interrompido somente pelo cantar dos pássaros e pela queda d’água de alguma cascata refrescante que convida ao descanso. A imensidão da paisagem torna cada passo uma oportunidade para contemplar a beleza da natureza, para sentir a brisa fresca da Patagônia no rosto e simplesmente, respirar o ar mais puro. Todas as trilhas conduzem a um lugar: o reencontro consigo mesmo.

Para a montagem da rota central foram utilizados caminhos e trilhas preexistentes, com o intuito de valorizar os recursos naturais e culturais por meio de uma atividade de baixo impacto ambiental. Os trechos da trilha conectam as principais localidades turísticas da área, garantindo a disponibilidade de serviços de hospedagem e outros serviços turísticos de todo tipo.

Algumas fotos da trilha Huella Andina:

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Como chegar a Patagônia:

Localizada na América do Sul, a Patagônia possui ótima conectividade tanto por via aérea quanto terrestre e marítima.

Por via aérea:
De Buenos Aires, capital da República Argentina, saem voos a todos os destinos turísticos da Patagônia com alta frequência diária. Atualmente as companhias aéreas que conectam o sul argentino são: Aerolíneas Argentinas, LAN Airlines, Andes Líneas Aéreas.

Por terra:
Com carro particular: o trajeto mais conveniente para chegar à Patagônia dependerá do ponto de partida. Existem duas rodovias extensas que atravessam a região de norte a sul – a Ruta Nacional Nro 3 e a Ruta Nacional Nro 40 . Na seção de Circuitos sugerimos alguns percursos tomando estas rodovias como eixo. Deverá levar em consideração que, se for transitar pela região no inverno, as estradas costumam estar nevadas, motivo pelo qual será preciso tomar as precauções pertinentes.

Para informar-se sobre o estado das rodovias, sugerimos acessar: www.vialidad.gov.ar

De ônibus:
Existem múltiplas opções para chegar à Patagônia utilizando ônibus de longa distância. Há uma grande quantidade de empresas que conectam os destinos da região saindo de todas as cidades do país. Também é grande a oferta de serviços entre localidades patagônicas, o que permite conhecer vários destinos em uma mesma viagem.

Por mar:
Uma opção que oferece uma perspectiva diferente da Patagônia são os cruzeiros turísticos. Há uma grande variedade de opções para embarcar em um navio em Buenos Aires ou no Chile e visitar diversos portos da região, tendo acesso aos atrativos turísticos dessas localidades. No verão pode-se chegar inclusive à Antártida

Expresso Patagônico – La Trochita

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O Velho Expresso Patagônico é um trem de rastro estreito, estilo Decauville. Chegou a Esquel no ano 1945 e suas locomotoras datam de 1922. Alguma vez cumpriu uma função social e comercial; hoje é parte de um circuito turístico que valoriza o patrimônio ferroviário da Argentina. Seu traçado tem 400 km de extensão e comunica as cidades de Ing. Jacobacci, no Estado de Rio Negro com Esquel, no Estado de Chubut.

A locomotora empreende a marcha e enquanto os trilhos se afastam das montanhas, a paisagem da Patagônia rural ganha um lugar predominante. O percurso termina, 18 km depois, em Nahuel Pan, onde uma comunidade mapuche-tehuelche o recebe no Museu das Culturas Originarias e na Casa das Artesanais. A volta será por volta do meio-dia, junto a um chocolate quente no belíssimo carro-bar em ‘La Trochita’, um trem onde viajam passageiros… e lendas.

Dados úteis: Durante o verão o trem sai às quartas-feiras e aos sábados; no inverno, somente aos sábados. Em ambos os casos tem uma única frequência diária. Para saber acesse Patagônia Express.

Se você busca uma conexão a mais com a natureza e consigo mesmo, este é o seu lugar, descubra!

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 Veja também: Greater Patagonian Trail – A trilha mais longa da América do Sul

Texto: Luís H. Fritsch

Cordón del Plata: a meca do montanhismo argentino

Cordón del Plata: a meca do montanhismo argentino

A primeira coisa que chama atenção é o calor infernal. É uma manhã particularmente sufocante em Mendoza. Há dois dias saí da úmida cidade de Joinville, em Santa Catarina, com chuva borrifando no para-brisa do ônibus. Frio e desconforto debaixo do ar-condicionado. E agora aqui, em pleno sol e ar seco da cidade Argentina.
 
É quase meio-dia de uma quarta-feira escaldante de janeiro quando o motorista anuncia a chegada na Estación Terminal de Ómnibus. Finalmente! Foram aproximadamente dois mil e seiscentos quilômetros desde que saí do Brasil. Uma viagem em que o tempo repousava às margens da minha imaginação que fantasiava cenários desconhecidos.
 
Já no portal de desembarque defronto com outra novidade na atmosfera mendocina: o cheiro cosmopolita. Posso sentir o cheiro nômade que emana dos italianos, estadunidenses, alemães, colombianos e peruanos. O cheiro desse ambiente, porém, é um tanto diferente. Posso sentir a textura cultural, isto é, a identidade de cada viajante. É cheiro de suor, de aventura e de aromas que florescem de nativos e forasteiros. Esse cheiro me conscientiza que sou apenas um, entre tantos outros peregrinos de passagem pelas estações do mundo.
 
E finalmente, a descoberta mais esperada, as montanhas. A Cordilheira dos Andes. Como ela combina com esta paisagem, com esta cidade, com esses cheiros! Como se homem e montanha fossem uma unidade só, indissolúveis. No meio destes picos nevados de rochas e gelo o homem também é um intruso, sedento por alguns minutos de prazer no topo das colinas. Entretanto, essa sede o faz mover com naturalidade e resistência. Segue num ritmo determinado pela paixão. Um ritmo sem pressa, pois não se é possível conseguir tudo na vida.
 
Vim para Mendoza por um motivo especial. Aprendi que ter uma meta é algo positivo, pois a pessoa se dirige para aquele objetivo até alcançá-lo. Entretanto, penetrar num país desconhecido pode trazer muitas surpresas – boas e ruins. Estou aqui na condição de jornalista de aventura e para conhecer o Parque Provincial Cordón del Plata, na região de Vallecitos. Um destino que espero (im) paciente há meses. A região é cercada por uma vasta cadeia de montanhas, que traz no cardápio picos de 3.500 a 5.900 metros de altitude.
 
Mendoza está situada aos pés da Cordilheira dos Andes e se destaca como importante região produtora de vinho e azeitona. A cidade também é repleta de espaços arborizados, onde as pessoas passam o dia caminhando ou sentadas à sombra das árvores. Canais hidráulicos ladeados de álamos formam artérias que cruzam a cidade, permitindo a irrigação e o cultivo, especialmente da uva.
 
A viagem até aqui foi uma excursão por um reino interminável de estrada.  Os incômodos durante toda noite – pois saí de Buenos Aires antes do entardecer do dia anterior – me deixou esgotado. É verão e eu estou há dois dias sem tomar banho. O suor acumulado durante esse período me deixou com cheiro de suor velho e azedo. Estou completamente coberto por uma armadura de sujeira.
 
Sento-me para descansar, bebo o resto da água que sobrou em minha garrafa e assisto a movimentação de pessoas na estação de ônibus. Procuro o que escrever em meu caderno de anotações. Olho em volta, surgem as primeiras ideias: “Estou em Mendoza e observo os prédios. Eles são altos,estão pintados de branco. Árvores gigantes largam folhas pelo chão. O vento as levam para longe…” Enquanto escrevo, levo as mãos ao nariz. Cheiram a transpiração. Distraio-me com o barulho vindo do lado de fora.  Nada mais sai, estou sem inspiração. Deve ser a ligeira fome.
 
Paro por um instante, inclino a cabeça e reparo uma senhora de meia-idade que senta ao meu lado. Ela abre um lenço onde guarda um pão velho e alguns pedaços de mortadela. Dá para sentir o odor do trapo em que embrulha o alimento. Come um pouco e permanece sentada, até o instante em que alguém aparece às suas costas. Ela levanta num sobressalto ao constatar a criatura atrás dela. “Holaaaa!”, falou a criatura. A senhora gira a cabeça em sentido anti-horário, o bastante para verificar que se trata de alguém familiar. Irmã? Sei lá. Imagino. Elas se cumprimentam, eu só observo. Não dá para compreender o que dizem – não sou de ouvir conversa alheia, mas fiquei interessado em saber quem são elas. Pura curiosidade. Elas se afastam, parecem querer ir embora. A senhora segura a única mala que carrega, ergue com determinação e segue pelo corredor da estação. Em poucos minutos, ela e a criatura se misturam a multidão.
 
Eu ainda não me decidi entre as duas opções possíveis de locomoção: ônibus ou táxi? A princípio, penso em ir de ônibus, mas o desconhecimento da região me faz desistir do propósito. Mesmo que soubesse o trajeto, encarar a difícil tarefa de dividir o apertado espaço de um coletivo seria um desastre nas condições em que me encontro. Se não sabem, carrego cerca de 25 quilos de equipamentos para montanhismo.
 
Ir de táxi parece ser mais simples. Basta acenar com a mão para que um deles se aproxime. Aqui esses veículos são pretos e as portas são pintadas de amarelo. Também existe o “remis”. Diferentemente do táxi tradicional, o remis não têm marcação e se assemelham a um carro particular. Um número pintado de amarelo e uma antena no porta-malas é a maneira de identificá-los.
 
Nessa indecisão, vacilando entre uma opção e outra, passa meia hora. Logo passa uma hora, uma hora e quinze minutos… Um momento, um táxi se aproxima. Aceno! O motorista desce o vidro, me cumprimenta e pergunta: “A dónde vás?”. Me curvo para vê-lo melhor através da janela. “Hotel Íbis”, respondo. “Guaymallen?”, pergunta. “Sí, Guaymallen!”, repito triunfante. Ele, sem mais nada dizer, abre a porta e eu entro.
 
Sento-me ao lado do motorista. Minha bagagem fica no porta-malas. Saímos em silêncio. Claro, tento puxar assunto: “Qué tan caliente está aquí, no? Faz quase quarenta graus no início da tarde! “Sí, infernal…”, disse, e com isso a conversa acabou mesmo antes de ter começado. Seguimos adiante.
 
Em menos de 15 minutos chegamos nas proximidades do hotel, próximo a uma rodovia movimentada de Mendoza, a MRN7. O taxista conduz o carro até a entrada do prédio. Uma sensação de alívio, pois estou com fome e cansado. Vejo o taxímetro: 26 pesos argentinos. Saco 30 pesos da carteira e entrego a ele, que procura trocados em meio a moedas e notas amassadas. “No es necessário, es para usted”, digo. Ele sorri e agradece. Despeço-me com um “gracias-senõr”.
 
Meu quarto no hotel consiste em uma cama e um banheiro. Há uma televisão, uma cadeira próxima à janela e um espelho preso à parede. Sobre à cama, lençóis limpos e dois travesseiros. A primeira parte da minha missão será passar uma noite aqui e, amanhã, comprar mantimentos para a expedição na montanha.
 
São quatro horas da tarde. Tento compensar o cansaço da viagem com um cochilo, mas não consigo. Minhas pupilas estão minúsculas. Estou impotente para fazer qualquer outro tipo de tarefa. Fecho os olhos, mas só consigo cair num leve estupor. Fico assim até o fim da tarde.
 
A noite amena em Mendoza concede uma atmosfera solene ao hotel quase vazio.  O clima está para uma “loira” bem gelada. No térreo, junto à recepção, o restaurante é composto por cerca de dez mesas de madeira. Três delas estão ocupadas – executivos, engomadinhos, mulheres de salto alto e crianças birrentas.
 
Normalmente não me sinto à vontade em hotéis e lugares formais, mas, como eu já estava aqui, não poderia deixar de aproveitar. Sento-me em uma cadeira e começo a ler as mensagens no meu celular. Na TV, presa à parede, passa alguns noticiários locais – acidentes, assassinatos, prisões, política…
 
A bartender é uma mulher de mais ou menos da minha idade. Espero ela vir até a minha mesa. Enquanto isso, um casal deu uma risada a duas mesas adiante. Volto para o meu celular, vejo que não há nenhuma mensagem. Aceno e a bartender se aproxima. “Una cerveza”, peço empolgado. “Qual?”, questiona ela. Não há muitas opções na prateleira. Garrafas alemãs, americanas, brasileiras e argentinas fazem parte do cardápio. “Humm…”, deslizo o polegar no cardápio procurando uma opção. “Una Budweiser!”, respondo dando um sorriso discreto.
 
A garota volta e me traz na bandeja um copo e uma longneck coberta por um suor gelado. Ela pousa a bandeja sobre a mesa, curva-se diante de mim e enche a taça com o puro malte. Ergo o copo e dou um vasto gole. Sinto o amargo líquido descer pela goela abaixo. Em poucos minutos, a bebida perde rapidamente a frescura e a úmida consistência.
 
Não resisto e peço outra – uma nacional, desta vez. Quilmes? “El sabor del encuentro”, diz o rótulo. Vamos ver se é boa. Uma música se dilui em meio volume no alto-falante preso ao teto. É algo como “the green eyes…yeah the spotlight…shines upon you…” ColdPlay, minha banda favorita.
 
Enquanto beberico minha gelada, corro os olhos para a parede e vejo uma pequena adega com tintos e brancos alcoólicos, feitos para degustar com classe. Mas não adianta querer me convencer que um Cabernet Sauvignon não irá afetar o meu bolso. Por enquanto me submeto de bom grado ao caldo espumante do fino malte. Ok, eu abro o jogo: os preços contrariam o meu orçamento de viagem. Só tenho dinheiro para ir e voltar da expedição, sem regalias ou gastos extras. Também não estou para fazer cena, nem para beber vinho. Quem sabe, na próxima vez.
 
Faço as contas do tempo que me tomaria beber outra cerveja, mas, na verdade, as minhas pálpebras, com ajuda das garrafas anteriores, estão pesadas como chumbo. Sinto-me cansado e exausto. “La cuenta, por favor”. Vou dormir, pois amanhã será um longo dia.
 
“Somos o resultado dos livros que lemos, das viagens que fazemos e das pessoas que amamos.” Airton Ortiz
 
É preciso reconhecer que não será uma tarefa fácil chegar até o meu principal objetivo: Vallecitos, a 2.900 metros de altitude. Serão 80 quilômetros por uma estrada que segue a sudoeste, em direção a pré-cordilheira. Em Vallecitos, os montanhistas têm à disposição vários refúgios com infraestrutura para alimentação, banho e pernoites onde nin-guém, ninguém mesmo, vai embora sem conhecer o Refúgio Mausy, conhecido pelo atendimento excepcional. E foi trocando e-mails com o Mausy, que conheci Peter, meu motorista, um mês antes de ir para Mendoza.
 
Suponho que a essa altura ele esteja em direção ao hotel. Mas enquanto não chega, fico próximo a recepção, inquieto. Às 7h23 uma camionete Isuzu, cinza e tracionada estaciona próximo a entrada do prédio. Dá para ver que dentro do veículo está um senhor olhando firmemente em direção ao que será, talvez, seu único cliente: eu.
 
Ele está vestindo jeans e uma camisa azul, usa um colete vermelho e botas pretas desgastadas. Sua idade é traída por uma cabeça calva e um bigode orgulhoso, sobre o qual uma verruga marca o lado direito do rosto. O homem se aproxima da ampla porta de vidro que abre para a recepção, entra, olha para mim e, de início, não diz nada. Claro, isso me deixou ainda mais curioso. Será que é ele? A imagem que vejo agora nada se parece com o perfil do homem com barba grisalha e amarfanhada, estilo dirigente sindical, de camisa polo bordô e com quatro quilos a mais, que tracei pela internet.
 
Eu, já impaciente, me antecipo: “Peter?”, pergunto com uma entonação amigável. Ele abre um largo sorriso, estende a mão direita e soletra meu nome: “Jo-na-tar!”. Sim, é ele, concluo. Em seguida, partimos.
 
Estou curioso para conhecer Vallecitos, mas o caso hoje é diferente. Diferente em quê? Sabes bem o que quero dizer. Sei que vou sozinho, e nem é bom pensar. Eu poderia ter escolhido fazer uma viagem para França, um país seguro, com turistas almofadinhas, arranha-céus, restaurantes e parques, mas trata-se de um lugar artificial. Quero conhecer cidades latino-americanas, com vista para a Cordilheira dos Andes, para a Patagônia, Machu Picchu, Cataratas do Iguaçu e Chapada Diamantina. De outra forma, como poderia conhecer o país em que vivo? Ou, melhor ainda, este continente?
 
Contudo, não foi tão fácil chegar até aqui. Minha namorada, Rosemeri, foi a primeira a protestar e a se revoltar com a minha viagem para Mendoza. Na opinião dela, alguém que tem a ideia de escalar uma montanha acima dos cinco mil metros deveria ser considerado louco. Ela tentou me persuadir e me alertar: “Você pode morrer ou se perder…”. De certa forma, ela tinha razão. Mas observe as pessoas atravessando a rua, é uma loucura também, talvez tão perigoso quanto escalar uma montanha.
 
As pessoas que conheço não demonstraram muito entusiasmo pelo meu projeto. Em primeiro lugar, existiam dificuldades práticas – como chegar? Foram quase 40 horas de viagem; embarque e desembarque em rodoviárias; horas de espera e paciência, muita paciência. Como se locomover? Onde ficar? Ainda houve o problema de levar a bagagem com os equipamentos. Há! Há! Há! Há! Que escolha! Talvez tivesse me isolado dentro de um quarto de hotel! Isolar-se? Impensável. Há! Deixa esse assunto pra lá.  Vamos nos divertir.
 
Saímos de Mendoza a quase uma hora e, após alguns quilômetros, penetramos num clima mais ameno. Ao meu lado direito, o sol compunha a represa de Potrerillos, que abastece a região de Mendoza. Esse “embalse”, como eles chamam por aqui, é uma imensa barragem de águas azul turquesa. Peter conta que dependendo da época do ano, a tonalidade desse lago muda de cor. “El buena parte del anõ son de color verde”, disse.
 
Avançamos a mais de 70 por hora, e o céu está azul e cintilante. Deixo o vento frio que vem dos Andes soprar na minha orelha direta. É suave e a sensação é ótima. Mas não para Peter, que assoa o nariz e vocifera. Parece estar resfriado. Fecho um pouco a janela do carro, deixando apenas uma pequena fresta. Passo então observar a paisagem apenas através da janela.
 
Um dos pontos de acesso a Vallecitos é Luján de Cuyo, uma província Argentina de 130 mil habitantes. Por ser uma das maiores produtoras de vinho do país, é comum, ao longo do caminho, encontrar plantações de uva. Como se não bastasse, a região é cercada por uma paisagem de tirar o fôlego.
 
Enquanto eu e Peter conversamos, a estrada, antes interminavelmente reta, passa agora junto de quinas de desertos de areia, arbustos espinhosos e tufos amarelos de vegetação. Um grupo de casas marca aproximação em território habitado. Depois de percorrer toda a estrada principal, entramos numa estrada secundária, de terra, que ganha altitude à medida que avançamos. Agora a viagem se torna uma excursão em direção a Vallecitos. Ambos os lados da estrada estão cobertos por uma vegetação rasteira e semidesértica.
 
Vallecitos acolhe todos os anos milhares de forasteiros que chegam para se aventurar e serve de ponto de partida para uma das mecas do alpinismo e do trekking argentino. Cerros como Vallecitos (5.500m), Rincón (5.300m) e Lomas Amarillas (5.100m) são apenas alguns dos picos que atraem os alpinistas.
 
Agora meus olhos turvados pela emoção se detêm a uma única e tão longamente esperada imagem, a inconfundível cabana do Refúgio Mausy, incrustada entre as montanhas andinas. Desço do carro, e com um solavanco vigoroso Peter me ajuda a retirar a mochila do bagageiro e a levá-la até a entrada do Mausy, onde recostada à porta, está Vanessa – uma mulher de cabelos tingidos de loiro, na faixa de 36 anos e responsável pelo refúgio. Ela pergunta se eu preciso de um quarto, respondo que não. Talvez me deleite esta noite com o céu estrelado nas tranquilas pradarias e vales dos Andes.
 
Antes, porém, será preciso superar os flashes de um sol implacável de verão.  Retiro da mochila o protetor solar e aplico uma espessa camada no rosto, braços e pernas. Inevitavelmente, dou agora os primeiros passos para alcançar o acampamento Las Veguitas, aproximadamente 3.200 metros de altitude. A trilha transcorre sempre às margens do Arroyo Blanco, um emaranhado de águas esbranquiçadas que correm velozmente sobre um leito pedregoso até chegar a bacia de Potrerillos. Depois de uma primeira subida, consigo ver quase todas as voltas do córrego.
 
A rota me leva para uma paisagem montanhosa e imponente, de tirar o fôlego. Alguns metros adiante, a trilha dá uma guinada para esquerda, serpenteando por um chão de cascalho graúdo até que, finalmente, me leva ao acampamento Veguitas. O local é composto por uma gramínea que cresce sobre um vale verde e pedregoso, de onde é possível coletar água de várias nascentes e fazer ascensões ao Cerro San Bernardo, a 4.150 metros de altitude, ou avançar para acampamentos superiores, como Piedra Grande, a 3.550 metros. Passarei esta noite aqui, cercado por paredões de montanhas.
 
Leve e sem pressa, deito-me agora sobre meu isolante térmico e aprecio o lugar. Ao norte se encontra Cerro Vallecitos; e ao sul, Cerro el Plata, escondido nos ombros do Cerro Lomas Amarillas. O céu está limpo, quase sem vento, de modo que dá para sentir a tranquilidade do lugar.
 
Eu preciso descansar, mas por quanto tempo? O desejo irreversível de seguir em frente ocupa minha mente impaciente. Ao avançar um pouco sobre as saliências do acampamento, observo três corredores atravessando velozmente a minha frente. Um deles, com não mais do que uns 35 anos, veste camiseta e short de lycra, óculos escuros e uma bandana azul-marinho com listras brancas. Ele, e outros dois homens, correm sobre a trilha pedregosa que conduz morro acima.
 
Armo minha barraca ao redor de uma pirca (cerca de pedras) para me proteger do vento. Tiro então as botas, novinhas, e as deixo ao lado da mochila. Assim que o sol se esconde atrás do cume do Cerro Vallecitos, a temperatura cai abruptamente. Finalmente, anoitece. Do acampamento, se avista as luzes da cidade de Mendoza. A escuridão parece envolver os espaços de uma cidade que dorme e que, pouco a pouco, é inundada por um brilho espectral. Desligo, então, a luz frontal presa à minha cabeça e fico enredado no simples prazer de contemplar o lugar.
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Dias atrás, uma lâmpada nua iluminava o quarto enegrecido e solitário do hotel. Na tevê passava Discovery Channel e NetGeo. E agora aqui, com uma torrada nas mãos e enfiado dentro do meu saco de dormir, observo através do feixe frágil da minha barraca que lá fora faz muito frio, um frio que, para ser sincero, não é tão perturbador assim. Eu mal me lembro da última vez que vi um céu tão claro como este, turbulento e gélido.
 
Uaaaah! O sono e o cansaço me invadem e fica difícil manter-se acordado. Eu me pergunto se meus vizinhos estão tão empolgados quanto eu. Do lado de fora da minha janela, ouço passos que são executados por alpinistas que regressam dos acampamentos superiores. São passos velozes, como se alguém descesse descontroladamente morro abaixo. Isso faz ofuscar qualquer outra vontade de ir lá fora.
 
“Nada é maior do que o prazer de uma nova descoberta.” Waldemar Niclevicz
 
Brrrr… Que frio! Engatinho para fora da barraca e percebo que minha mochila, que ficara exposta ao relento à noite toda, está coberta por uma fina camada de gelo. A água do meu cantil, supostamente liquida, está congelada.  Antes de tomar uma ducha de água fria no rosto que me ajude a despertar, preparo meu café da manhã: bolachas, chocolate e chá de ervas.
 
Me debruço sobre as instruções do próximo destino, impressas numa folha detalhando a logística: seguir à margem direta do Arroyo Blanco, em direção nordeste, por cerca de uma hora até chegar em Piedra Grande, onde farei meu segundo acampamento.
 
Enquanto arrumo a mochila para seguir adiante, fico sabendo numa conversa com um alpinista que aquele grupo de rapazes de ontem eram maratonistas que faziam grosso treinamento para participar de uma ultramaratona. As pessoas que treinam nesta região, vale dizer, a grande maioria estão se preparando para encarar montanhas mais exigentes, como o Aconcágua, a mais alta das Américas, com 6.962 metros de altura. O que não é o meu caso, pois meu objetivo está a 4.300 metros de altitude, em El Salto.
 
O sol implacável da manhã adverte que será um dia difícil, de longa caminhada pelas trilhas. Assim, às saias do desconhecido, despeço-me de Veguitas com um “hasta la vista” e começo a dirigir meus passos para Piedra Grande.  Com três quartos do caminho percorrido, a rota segue por uma trilha que se distancia do Arroyo Blanco. Mais acima, o caminho leva até a base de uma gigantesca rocha, tão grande quanto um carro e marcada por várias placas em homenagem a montanhistas que morreram na tentativa de conquistar as montanhas da região.
 
Ficarei aqui desde que, é claro, tenha espaço no aglomerado de barracas amontoadas próximas umas das outras. O lugar é movimentado, repleto de alpinistas, trekkers e turistas – todos a caminho do acampamento El Salto, ainda três a quatro horas de distância montanha acima.
 
“Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir.” Amyr Klink
 
São oito horas da manhã e estou a caminho do meu último destino, El Salto. A região recebe esse nome – Salto D’água – por causa de uma cascata que se forma pelas águas do degelo dos Andes e de outras nascentes. Sua base é um imenso mirante, de onde dá para avistar a represa de Potrerillos e a cidade de Mendoza. O local é considerado acampamento base para ascensão aos cerros Plata e Vallecitos.
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Para chegar lá, será preciso percorrer três horas de trilha batida, pulando obstáculos de enormes blocos rochosos e escorregadio. Por causa desse terreno difícil, à primeira vista, nenhum ser humano adivinharia que ali existe um lugar chamado  “infiernillo”.
 
Enquanto minhas botas mastigam as pedras soltas da trilha, a paisagem vai ficando cada vez mais árida e exuberante. Num determinado momento, uma mula cinzenta e magra desce com dificuldade o estreito caminho. O condutor chicoteia vigorosamente o animal para forçá-lo ir adiante, fazendo o coitado caminhar apavorado. Depois de esperar alguns minutos, reinicio a subida.
 
Estou a vinte metros verticais de Salto D’água. Agora há apenas um obstáculo que me separa do meu objetivo final: uma saliência íngreme de pedras soltas. Procuro não cometer nenhum erro, contudo, embora bem fisicamente, minha preocupação é com dois montanhistas que descem e procuram evitar o declive escorregadio. A salvação, conforme observo, será subir cravando na encosta com a ponta das botas. Após alguns minutos de trabalho arriscado, chego em El Salto, são e salvo.
 
Sento-me agora numa pedra e observo a aldeia feita de casebres de náilon. São umas sete ou oito delas. O lugar impressiona! Dou conta de que escalar as montanhas do Parque Provincial Cordón del Plata não requerem técnicas ortodoxas de alpinismo, mas, por outro lado, exige uma disposição física e disciplinada de buscar objetivos.  No meu caso, uma meta não tão virtuosa: apenas o culto a natureza e a experiência enaltecedora da aventura. 
Texto e fotos: Jonatar Evaristo

A trilha mais longa da América do Sul

A trilha mais longa da América do Sul

Esta é a primeira trilha de longa distância na América do Sul com 1.500 quilômetros no total, leva  ao coração do lendário Andes Patagônicos. É uma trilha belíssima e diversificada que atravessa campos e rochas vulcânicas, vales andinos idílicas, cadeias de montanhas cobertas de neve, florestas verdejantes, lagos azuis profundos e alguns rios.

A trilha Greater Patagônia não é uma pista oficial que foi planejada e criada por uma agência do governo. É melhor: é uma compilação das mais belas e diversas trilhas, estradas secundárias e de sessões transversais do país através dos Andes Patagônicos selecionados por um andarilho apaixonado.

Duração:

A trilha completa pode ser caminhada em uma temporada de verão e requer aproximadamente 90 a 120 dias, se andar com um ritmo moderado. Este inclui alguns dias de descanso, reabastecimento e viagens de ônibus.

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Mapa The Greater Patagonian Trail

Melhor Temporada:

Se você pretende caminhar toda a trilha na seqüência correta e iniciar com o ponto 1 você deve ir depois no mês de Dezembro.

Nas primeiras seções vários rios e passes de alta montanha precisam ser cruzados. Cuidar o nível das águas dos rios, pois a neve está derretendo e pode fazer as travessias serem difíceis e perigosas até o início de Dezembro. Portanto sair antes de Dezembro pode colocá-lo em risco ao atravessar rios ou atravessando ainda partes cobertas de neve. Mas se deixar para depois de Dezembro você pode ser surpreendido pelos fortes ventos do inverno antes de chegar ao fim da Greater Patagonian Trail.

Licenças para a entrada e taxas:

Quase toda a trilha pode ser caminhado sem permissão de entrada ou pagar taxas de entrada. E o que é ainda melhor: muitas das pessoas humildes que vivem ao longo da trilha vai recebê-lo ou até mesmo convidá-lo a ficar.

Infelizmente, o direito do público de maneira gratuita é vago e por vezes ignorada no Chile. Por lei chilena o acesso ao litoral, lagos e rios é um direito público, mas existem inúmeros locais onde essa prática fica desconsiderada. Simplesmente não existem penalidades se alguém nega ilegalmente passagem. Eu não sou suficientemente familiarizado com a legislação chilena, mas posso afirmar que, se é um direito público semelhante desta forma aplica-se a todas as trilhas e estradas de ligação em propriedades privadas. Mas, se ela existe é ocasionalmente desconsiderado. Alguns proprietários ricos com enormes parcelas de terras, empregam guardas e instruem para negar o acesso a qualquer um.

Conclusão:

Ao serem questionados sobre a trilha explique amigávelmente que você é apenas um andarilho e que você não quer nada mais do que a passagem para a próxima estrada ou cidade. Caminhantes raramente são vistos na maior parte do percurso e algumas pessoas podem suspeitar de outros interesses, porque eles simplesmente não sabem o conceito das caminhadas. Você pode explicar o quão longe você já andou para ganhar a simpatia e o respeito do proprietário da guarda ou da terra. Garantir que você vai levar todo o lixo e que você não vai deixar qualquer vestígio.

The Greater Patagonian Trail exige resistência, não só por causa do comprimento da área total, mas as seções de trilha são grandiosas. As três primeiras seções excedem 100 km cada, sem pontos de reabastecimento regulares na rota. Se combinar secções, as distâncias tornam-se ainda maior e pode alcançar ou exceder 300 km.

Habilidades e capacidades necessárias:
Caminhantes, esta trilha requer um planejamento detalhado e preparação antes e durante a caminhada. A bagagem tem que ser reduzida para somente o que é essencial. Antes de cada seção certifique-se que tudo esta correto e a quantidade de alimentos é suficiente.
O isolamento de algumas partes da trilha vai exigir uma atitude de auto-suficiência e comportamento cauteloso. O caminhante precisa se sentir confiante e se movimentar com segurança em vários terrenos, que chegam a partir de montanhas cobertas de neve e por florestas temperadas.

Mudanças climáticas repentinas podem acontecer a qualquer momento nessa região montanhosa. O caminhante precisa estar preparado e equipado para combater as tempestade de neve e o fechamento das nuvens ao cruzar uma passagem de montanha.

Boas habilidades de navegação são essenciais, pois o percurso é bastante isolado. O caminhante precisa reconhecer e seguir as trilhas muitas vezes apenas vagamente visíveis que frequentemente se esgotam ou se dividem em diferentes ramos. Aqui o caminhante tem que seguir o seu “sexto sentido”, verificando e comparando o percurso feito com as trilhas de GPS recomendadas. Bons conhecimentos e a utilização de um GPS é obrigatória.

Esta trilha só deve ser tentada com pelo menos algum conhecimento e práticas da língua espanhola. Você precisa ser capaz de se apresentar, explicar o que está fazendo, comprar comida e outros suprimentos e organizar suas viagens de ônibus até as trilhas. Quase ninguém ao longo da trilha fala ou entende algumas palavras em Inglês.

Veja algumas fotos da trilha realizada pela aventureira Jan Dudeck 

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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
Fonte: Wikiexplora

Trem das Nuvens, uma nova viagem!

Trem das Nuvens, uma nova viagem!

Uma das coisas mais pitorescas e fascinantes que o viajante encontra na província de Salta, no limite com Chile sobre a Cordilheira dos Andes, é o ramal C-14 do Ferrocarril General Belgrano, mais conhecido como Trem das Nuvens ou Trem às Nuvens por ter partes por onde se circula por cima dos 4.000 metros sobre o nível do mar. Pela sua grande altura, muitas vezes podem ser apreciadas nuvens debaixo dos pontes ou nas ladeiras.

É um dos três trens mais altos do mundo, que atravessa vertiginosas montanhas da Cordilheira dos Andes entre paisagens espetaculares. Parte desde a cidade de Salta, atravessa o vale de Lerma, para se introduzir na Quebrada del Toro e chegar até a Puna. Atravessa 19 túneis, 29 pontes, 13 viadutos, 9 alpendres, dois rolos que formam a via, e vários esgotos, algum deles, verdadeiros e colossais obras de arte que emergiram da imaginação do seu criador: o engenheiro Richard Fontaine Maury, quem concretizou a façanha de atravessar a Cordilheira dos Andes com as possibilidades da engenharia.

Conta com um percurso de 217 quilômetros, com uma duração de quase quinze horas ida e volta. Nas diferentes estações os habitantes dos povos apresentam pitorescos postos com artesanato, vestuário e produtos regionais para adquirir como lembrança da interessante viagem. O trem conta com serviços tais como vagão restaurante, vagão panorâmico, espetáculos folclóricos, consultório médico, áudio, vídeo e guias bilíngues.

Durante a viagem, e no comboio, o viajante superará os acidentes geográficos da zona, mediante um ziguezague obviará o engavetamento da Quebrada del Toro, observará à esquerda de El Condado o cemitério onde se encontram os corpos de muito obreiros de construção que morreram em uma trágica jornada, admirará a vegetação exuberante, e os cumes crescerão perante seus olhos, lentas mas majestosamente.

O ponto final do trajeto é o quilômetro 1,350, onde se encontra o viaduto La Polvorilla, de 224 metros de longitude por 63 de altura. É o mais elevado de toda a linha do comboio, a 4,200 metros de altitude, e um dos mais importantes do mundo pelas suas características.

Aqui, o Trem das Nuvens realmente justifica seu nome. O impressionante de seu passo pelo viaduto é que jaze sobre o abismo, sem varandas e descansando sobre fabulosos pilares.

Esta é uma das grandes obras da engenharia que todo o viajante merece e deve conhecer.
Calcula-se que 30.000 turistas fazem o passeio por ano, que à sua vez é a única conexão de várias localidades ao seu passo. O trem funciona desde abril até novembro, sai às 7:00 voltando para Salta às 22:40. No verão, de dezembro a março, o Trem do Sol vai desde Salta até a estação Diego de Almagro, a 3.500 metros acima do mar.

Valor da Passagem: 1.540 pesos argentinos (R$ 554, aproximadamente)
Site: www.trenalasnubes.com.ar

Veja algumas fotos dessa incrível viagem:

Trem das Nuvens

Trem das Nuvens

Trem das Nuvens

Trem das Nuvens

Trem das Nuvens

Trem das Nuvens

Trem das Nuvens

Trem das Nuvens

Trem das Nuvens

 

Trem das Nuvens

Trem das Nuvens

Assista o vídeo:

Edição: Luís H. Fritsch

11º Dia 25/03 – Sendero a Laguna de Los Três

Para não perder o costume, acordamos cedo novamente e partimos até o Mirante de Los Condores para ver o nascer do sol. A expectativa era grande para ver os primeiros raios de sol do dia batendo no maciço Fitz Roy, no entanto, aquele dia amanheceu bastante nublado e não conseguimos ter a esperada visão, mesmo assim, o amanhecer lá no mirante foi muito bonito e conseguimos fazer várias fotos. O mais legal deste amanhecer foi à visão da pequena Chaltén ainda iluminada e o Cerro Fitz Roy ao fundo. Logo após o amanhecer, descermos de volta para a cidade e fomos tomar nosso café na estação rodoviária. Voltamos para o Hostel, pegamos nossas coisas que já estavam prontas para a partida e seguimos rumo ao primeiro dia completo de aventuras em Chaltén. Para iniciar a trilha até a Laguna de Los Três é necessário atravessar a cidade e assim o fizemos. São 10 km da cidade até o acampamento Poincenot, em seguida mais 2,5 km por uma terrível subida até a Laguna.

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Visão do Cerro Fitz Roy da trilha.

Na subida da trilha, em torno das 9 da manhã, encontramos um grupo de Brasileiros do Recife, estavam subindo sem mochilas cargueiras apenas para ir até a laguna e retornar. As trilhas até a Laguna são simplesmente espetaculares, um caminho muito bonito atravessando bosques e mirantes do Cerro Fitz Roy sempre ao fundo. Fiz vários pequenos filmes no trajeto até a Laguna. O dia estava espetacular, algumas nuvens no céu, mas não fazia muito frio e o vento estava bastante tranquilo. Chegamos ao acampamento Poincenot em torno das 14 horas, montamos nossas barracas e partimos para a subida até a Laguna de Los Três. O começo da trilha após o acampamento é fácil e plano, mas logo depois começa uma subida interminável com muitas pedras, o tempo todo dava pra ver a nossa frente às pessoas minúsculas como formigas subindo vagarosamente a montanha.

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Laguna de Los Três.

A Laguna de Los Três é um lugar incrível, surreal, inacreditável, um imenso lago formado pelo desgelo na base das montanhas, a visão e a sensação que temos ao chegar lá é praticamente indescritível. Ali ficamos por horas, o lugar é grande e merece ser bem explorado, no vale à esquerda vimos também à Laguna Súcia, outro lugar incrível e surpreendente. Em alguns momentos, blocos de gelo se desprendiam do alto das montanhas e caiam vale adentro fazendo um estrondo que mais parecia trovões. Uma pena que durante todo tempo que estávamos neste lugar, nuvens cobriam o topo do Cerro Fitz Roy e não conseguimos fazer uma foto sequer pegando toda montanha.

Fizemos várias fotos pulando sobre algumas pedras no topo da montanha que davam a impressão de estamos pulando num abismo, alguns aventureiros que estavam lá ficavam nos olhando perplexos, eles devem estar pensando: – O que esses loucos estão fazendo? Neste lugar aconteceu outra situação muito engraçada da viagem. Quando estávamos indo embora, chegou um rapaz ofegante pedindo para nós fazermos uma foto dele, prontamente peguei a câmera dele e tentei me colocar pela melhor posição solar para fazer uma boa foto do vivente naquele lugar, porém, à medida que eu descia pelas pedras para me posicionar, ele descia também, e como ele falava apenas inglês eu não conseguia dizer para ele ficar parado ali, até que o Paulo exclamou: – “Stay Here!”, e mais uma palavra do nosso vocabulário que não posso citar aqui. Depois que nos acertamos na comunicação fiz a foto para o Israelense que foi embora feliz. Aí chegou a nossa vez de nos divertir com o fato, descemos praticamente até o acampamento rindo muito do ocorrido, da forma como ele corria nas pedras para se posicionar pra foto.

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Acampamento Poincenot.

Vimos o por do sol deste dia lá debaixo do acampamento, enquanto contemplava bateu aquela saudade de alguém especial a qual escrevi seu nome com pequenas pedras.

Transcrição do diário da viagem por: Cristiano da Cruz e Paulo Adair Manjabosco

Data do Relato: 15 a 30/03/2014

Texto e Fotos: Cristiano Da Cruz

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Contato: www.indiadabuena.com.br