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Cobertura online – Ciclotrekking

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Cobertura Online – CicloTrekking

 

Faltando alguns dias para começar a expedição Ciclotrekking – Pra lá do Fim do Mundo, Edson Maia fala o motivo de sua expedição e nos conta um pouco dos trajetos que irá percorrer até chegar ao extremo sul da América do Sul. Ouça o primeiro podcast dessa aventura e comente!

Podcast – Ciclotrekking

A data já está marcada, o Ciclotrekking – Pra lá do fim do mundo começará oficialmente no dia 12 de Outubro de 2019.

Edson Maia de maneira solo e autossuficiente irá percorrer o cone Sul da América do Sul em uma viagem dividida em três etapas.

Começará pelo Rio Grande do Sul (cidade de Chuí ou Cassino, em Rio Grande), passa por toda a extensão do litoral uruguaio até chegar na cidade de Buenos Aires, onde seguirá de ônibus até Bariloche.

A segunda etapa da viagem intenta explorar alguns dos principais pontos de aventura na Patagônia Chilena e Argentina, tendo como ponto mais extremo da expedição a Isla Navarino, no Chile.

Após cruzar por lancha o Canal de Beagle e chegar em Ushuaia, inicia-se o terceiro trecho da viagem, que tem o Norte como rumo, percorrendo assim o desértico trecho da costa litorânea da Patagônia Argentina e posteriormente o retorno ao Brasil.

Além da cicloviagem em si, várias atividades de trekking e hiking nos principais parques nacionais  serão feitas durante a jornada, tanto no Chile como na Argentina.

Confira o projeto completo online Ciclotrekking, clicando aqui!

Perfil do aventureiro

online Ciclotrekking
Foto: Arquivo pessoal

Edson Maia tem 49 anos e é natural da cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Amante da natureza e entusiasta das práticas ao ar livre, é colunista deste portal e influencer da rede colaborativa AventureBox, onde periodicamente gera conteúdos de mídia relacionados com atividades outdoors tais como: Montanhismo, trekking, hiking, acampamentos e ciclismo. Respeita e acredita no poder transformador da natureza, atendendo sempre às regras do Mínimo Impacto em ambientes naturais, em qualquer que seja a atividade.

Agradecimentos

Não podemos deixar de agradecer as nossos patrocinadores e apoiadores: Filipe Flop, Poli Marcas e Patentes, Trekking RS, AventureBox, Solo Outdoor e Travel e Patos do Sul, sem eles não seria possível realizar esse sonho.

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Acompanhe também o CicloTrekking nas mídias sociais via Instagram e Facebook.

Curso de condutor nos Aparados da Serra

Nos dias 3,4,5,6 e 7 de Abril/2019 acompanhamos o curso Competências mínimas de Condutor para turismo de aventura no Parque Nacional de Aparados da Serra, ministrado pelo diretor Josemar Contesini.

Josemar Contesini, 45 anos, paulista dos Aparados da Serra e de Cambará do Sul – RS. Atuante como operador de ecoturismo e atividades de aventura. Consultor e Assessor das NBRs ISOs da ABNT de Ecoturismo e Turismo de Aventura. Instrutor, avaliador e condutor de Rafting da International Rafting Federation. Coordenador operacional na Empresa Aparados da Serra Adventure.

Josemar Contesini - Aparados da Serra

O curso tem como principal objetivo capacitar os participantes para a prestação de serviço nas atividades de Condutor de Turismo de Aventura, nivelar o conhecimento técnico, melhorar a qualidade e segurança dos serviços prestados, disseminar as boas práticas e estimular o interesse na aplicação dos requisitos da norma, preparando os participantes para futura certificação da conformidade ABNT NBR 15285 – Líderes de Ecoturismo e Turismo de Aventura – competências Mínimas de Condutor e Turismo de Aventura – Competência pessoal.

Com carga horária de 80 horas, o curso é realizado em sistema de imersão e metodologia da Educação Experiencial ao ar livre (aprendendo na prática)

Caso você tenha interesse em buscar essa capacitação no ramo do Turismo de Aventura, deixei aqui o contato direto com o Diretor do curso Josemar Contesini – (54) 9 9984-5766 para mais informações.

Curso Aparados da Serra

O curso começou na manhã do dia 3 de abril, o dia estava um pouco nublado, mas já mostrava sinais que iria abrir sol, o local escolhido para a primeira parte do curso foi dentro de uma área protegida pelo Parque Nacional dos Aparados da Serra, o local continha algumas cabanas e estrutura como água, luz e acomodações. Os participantes podiam escolher dormir dentro das cabanas ou em suas barracas.

Curso Aparados da Serra
Alunos no Aparados da Serra

Além do Diretor do Curso Josemar Contesini, havia mais 2 instrutores, sendo eles: Evandro Clunc e Théo Vieira Larratéa. O time de instrutores davam vida ao curso, fazendo com que os participantes se integrassem mais com o curso em si e com atividades propostas. Havia também no apoio para esse curso nós do site Trekking RS e a produtora Cine Travel.

A primeira parte do curso 1º e 2º dia continha aulas teóricas/práticas sobre inúmeros assuntos, desde o planejamento das atividades, logística, normas técnicas e boas práticas, o grupo participante era de aproximadamente 30 pessoas, para que o curso funcionasse da melhor maneira o Josemar dividiu a turma em quatro equipes de 5 pessoas, cada equipe teria uma função específica no andamento do curso.

Equipes formadas:

  • Equipe 1 – Responsável pela alimentação geral do curso;
  • Equipe 2 – Responsável pelos equipamentos gerais;
  • Equipe 3 – Responsável pelo bem estar de todos os participantes do curso;
  • Equipe 4 – Responsável pela limpeza e organização das áreas do curso.
Equipe de cozinha

Dentro do curso de Competências mínimas de Condutor de Turismo de Aventura, havia a possibilidade de conquistar também a certificação do Leave No Trace.

Leave no Trace na tradução livre significa “não deixar rastro”, isto é um manual de boas práticas que visa minimizar os efeitos da ação humana em parques, reservas, trilhas e outros locais da rotina outdoor.

Abaixo citamos os itens inclusos no livro Leave no Trace

  1. Planeje com antecedência e prepara-se;
  2. Caminhe e acampe em superfícies duradouras;
  3. Correto descarte de resíduos;
  4. Deixe o que encontrou;
  5. Minimize o impacto por fogueiras;
  6. Respeite a vida selvagem;
  7. Respeite os outros visitantes.
Leave no Trace - Aparados da Serra

Um dos assuntos abordados na aula do Leave no Trace, foi o “Shit Tube”, que nada mais é que um banheiro particular, onde cada pessoa deve levar junto consigo durante as trilhas. Em alguns parques no Brasil já é obrigatório o uso desse equipamento.

Todos as aulas teóricas e práticas tinham como objetivo facilitar a construção de uma das tarefas mais importante do curso, aquela que iria garantir a certificação dos participantes.

A tarefa dada era, montar uma travessia de trekking, com duração de dois dias, para um grupo de 35 pessoas, o local escolhido pelos instrutores era a borda norte do Cânion Fortaleza.

Para quem não conhece muito sobre a região dos Aparados da Serra, a borda norte do Cânion fortaleza é totalmente selvagem, por vias convencionais não é possível transitar nestas áreas ou fazer qualquer outro tipo de atividade, para que fosse possível o diretor do curso Josemar, conseguiu uma autorização especial com o ICMBIO, para que pudesse realizar a travessia durante os dias do curso.

As equipes formadas precisavam trabalhar em conjunto, para que todas as tarefas fossem cumpridas de acordo com o grau de exigência dos instrutores.

Grupo Aparados da Serra

Além da grande tarefa de realizar uma travessia de trekking em um local totalmente desconhecido pelos participantes, ainda havia muitas tarefas para serem realizadas individualmente por cada participante.

“Enquanto os participantes do curso se empenhavam ao máximo para cumprir as tarefas eu do site Trekking RS e o Lucas da empresa Cine Travel fazíamos nosso trabalho. Nós estávamos ali no apoio para relatar a experiência do curso, eu através de textos e imagens e o Lucas através de gravações para um filme que vai se chamar Trekking na Terra dos Cânions, ganhador do Concurso Interativo do Festival de Cinema de Gramado como Categoria Documentário de Turismo, que será lançado em breve no Youtube, fique de olho!”

Veja o teaser Trekking Terra dos Cânions

No final do segundo dia do curso, o grupo geral teve aulas teóricas e práticas de orientação e navegação através de bússola e cartas topográficas, o processo de aprender a se localizar já é complicado, imagine ter que guiar um grupo grande. Não é uma tarefa fácil!

Sunset Aparados da Serra
Barracas Naturehike
Céu estrelado nos Aparados da Serra

No terceiro dia, levantamos cedo a equipe responsável pela cozinha já preparava o café da manhã, as outras equipes já organizavam os materiais e equipamentos que seriam usados na expedição.

Por volta das 9:00 horas da manhã o transporte chegou, embarcamos nos veículos, que nos levou até o ponto de partida da expedição de trekking. Ao chegar, descarregamos todas as mochilas, a equipe responsável pelo planejamento explicou como seria o percurso, também foi acordado que a cada tanto tempo a equipe guiaria seria alterada, dessa forma todos os cursantes conseguiriam orientar um grande do grupo e aprender na prática esses ensinamentos.

Expedição pela borda Norte do Cânion Fortaleza

Alunos Aparados da Serra

Começamos a caminhar por uma estrada de terra que aos poucos some no meio dos campos de altitude, seguimos por meio destes até a borda do Cânion Fortaleza.

A primeira parada foi incrível, pois tínhamos a maravilhosa vista da Cascata do Tigre Preto em sua totalidade, atrativo esse que mede mais de 200 metros de altura, as águas cristalinas despencam pelos paredões do cânion até chegar no rio abaixo. A cascata é formada por inúmeras quedas ao longo de seus centenas de metros, uma vista majestosa, um privilégio estar ali contemplando aquela imensidão natural dentro do Aparados da Serra.

Trilha Aparados da Serra
Cachoeira do Tigre Preto - Aparados da Serra

O clima desse primeiro dia não era dos melhores, estava um pouco frio e caia levemente uma garoa, acompanhada de uma densa neblina que encobria boa parte do Cânion Fortaleza.

A medida que caminhávamos pelas bordas, notamos que a equipe que estava guiando o grupo, às vezes se perdia em meio a neblina densa, por causa do clima parávamos constantemente.

Trilheiros Aparados da Serra

A Borda Norte do Cânion Fortaleza nos Aparados da Serra é selvagem, parece que estamos caminhando em terras desconhecidas, em alguns pontos desse caminho víamos vestígios de um grupo de Javalis, isso gerou tensão aos participantes, pois estávamos muito longe de qualquer civilização. Mas seguimos em frente, caminhando por terras alagadas e bordas de cânion.

Lá por volta das 13:30 da tarde paramos para almoçar, a equipe responsável pela cozinha montou os “canopi” uma espécie de toldo, ali nos sentamos todos e fizemos o almoço.

Alunos Turismo de Aventura

Depois de almoçar, notei que não havia tanta neblina como antes, então fui até a borda para tentar captar umas imagens legais, de lá era possível ver boa parte da imensidão do Cânion Fortaleza, com seus paredões verticais, em algumas partes o verde da vegetação contrastava com um pouco de neblina que ainda estava em meio ao cânion.

Cânion Fortaleza - Aparados da Serra
Aparados da Serra

Fotografei por alguns minutos e aí retornei ao local onde estava o grande grupo, dali em diante, colocamos a mochila nas costas e seguimos caminhando, levando chuva na cabeça e atolando os pés até a canela de tanto barro que havia nos campos alagados.

Por volta de 17:30 chegamos ao acampamento, a equipe que estava guiando falou que ali seria o local de acampamento, mas algo me dizia que não seria tão bom acampar ali, pois havia uma certa inclinação no terreno, esse local também continha uma pequena vegetação de um lado e do outro, o local escolhido para montar as barracas seria bem no meio destas duas vegetações. Mesmo sem enxergar direito, notei que ali poderia ser um corredor por onde os ventos passariam durante a noite.

Acredito que o Evandro Clunc também notou isso, e logo se prontificou a ir procurar um local melhor para passarmos a noite. Passado aproximadamente quinze minutos, retornou ao grupo, dizendo que tinha encontrado um ótimo lugar.

O grupo todo estava cansado, molhado e embarrado, queriam apenas ficar ali e não fazer mais nada. Mas o Evandro insistiu tanto, que o grupo aceitou caminhar mais uns 10 minutos no escuro e embaixo de chuva até o próximo local.

Este segundo local era perfeito em relação ao anterior, pois era semi-plano e possuía uma grande vegetação, isso auxiliaria com os ventos fortes da noite, o local também estava localizado as margens de uma vertente e um córrego de água, o que ajuda muito quando estamos em um grande grupo.

Logo escolhi um local plano para montar a barraca, só que tínhamos todos um problema na hora de armar as barracas, estava chovendo e não tinha cara de que iria parar.

A equipe destinada ao planejamento, reuniu todos os participantes e dividiu as tarefas. A equipe de cozinha iria junto com os instrutores escolher um local seguro e contra ventos para montar os “canopi” e assim fazer o campo base de toda a expedição. As outras equipes ficariam auxiliando todos a montar as barracas.

Eu e o Ulisses começamos a montar a barraca e em menos de 5 minutos já estava montada e fixada ao solo. Então arrumamos nossas coisas dentro e começamos ajudar os outros participantes.

Depois de tudo montado, todos os participantes nos reunimos no campo base em baixo dos Canopi, a chuva não dava trégua, o diretor do curso Josemar, decidiu que enquanto a equipe da cozinha fazia o jantar, o restante faria um relatório geral sobre o primeiro dia de travessia.

Canopi - Naturehike

Como as condições do clima só pioravam e não podia fazer fotografias em ocasião da escuridão e do mau tempo, conversei com os instrutores e fui para a barraca descansar um pouco até a hora do jantar.

Quando estava no horário um amigo veio lá me chamar, a comida estava ótima, jantei e fiquei ali por mais algum tempo. O céu estava um pouco nublado, mas não chovia, então retornei a barraca e fui dormir.

Na manhã do quarto dia de curso e segundo da expedição, o dia amanheceu chovendo e parecia que não iria melhorar.

O Instrutor Josemar pediu que todos desmontassem as barracas e deixasse as mochilas prontas para sair, as aulas do curso no entanto iriam acontecer embaixo dos canopi´s improvisados na área da cozinha.

“Desmontar as barracas na chuva, sem molhar ela por dentro é uma arte, tarefa essa que você só aprende na prática” No meu caso estava com a barraca Mongar 2 Ultralight que proporciona desmontar por partes,o que facilita muito em situações desse tipo. Para entender como isso funciona, acesse este link.

Imagine um grupo de trinta pessoas embaixo de dois canopi´s de cerca de 4m cada um, mais todas as mochilas cargueiras, não tínhamos espaço nem para sentar. Neste momento conversei com os instrutores do curso e sugeri montar a minha barraca novamente apenas com o sobre teto e as varetas, e colocar as mochilas todas dentro, assim teríamos mais espaço para as aulas embaixo dos canopi´s.

Feito isso, estávamos um pouco mais confortáveis para ter as aulas, o Josemar explanou alguns pontos importantes que aconteceram no primeiro dia da expedição, pediu para as equipes organizarem o percurso que iriamos fazer até chegar no ponto onde poderíamos chegar nos carros de apoio.

Os outros instrutores e nós ficamos ali conversando e tomando um chimarrão quente, café e comendo algumas coisas que tinham sobrado do café da manhã.

Hora do café

As aulas continuaram por mais algum tempinho, mas chovia tanto que os canopi´s já estavam acumulando água na parte de cima, lembro de usarmos bastões de caminhada erguidos para não deixar empossar e também para retirar a água que em alguns pontos empossava.

Estávamos em uma situação complicada ali daquele jeito, em uma breve reunião com todos os participantes, resolvemos em conjunto sair dali e caminhar até os carros de apoio. Grande parte dos alunos estavam com as mochilas molhadas, sem roupas secas e com frio.

Cada participante pegou sua mochila, pôs nas costas, eu desmontei a barraca novamente, pus na mochila e começamos a caminhada. Se orientar era complicado, imagine ter que guiar aquele grupo até os carros.

Uma das equipes se prontificou a guiar todos os participantes, seguimos por umas 3 horas aproximadamente entre campos encharcados, e estradas semi alagadas até que chegamos em um ponto crítico.

Esse ponto crítico era o caminho errado, quase que 100% dos participantes estavam molhados, com as mochilas molhadas/pesadas e com muito frio. A comida tinha acabado, todos só queriam sair dali o mais rápido possível, mas nenhum aluno/equipe conseguia achar uma solução eficaz para o problema.

O curso de Competências Mínimas de condutor leva os participantes quase ao extremo psicologicamente e fisicamente falando, testa na prática a resistência individual de cada participante e a tomadas de decisões.

Não tinha visto em nenhum outro curso sobre turismo de aventura algo assim, acredito que levar os alunos ao extremo em um ambiente controlado é a melhor maneira de fazer os participantes aprenderem sobre turismo de aventura, como ser um guia responsável e como tomar boas decisões em situações adversas.

Treinamento com Bussola

Enquanto os instrutores conversavam a respeito do que seria feito, os alunos estavam exaustos, alguns chegavam a tremer de frio. Imagine um grupo de 30 pessoas paradas no meio do nada pensando em soluções. Alguns participantes começaram a cantar, fazer exercícios para manter o corpo aquecido.

Alunos Aparados da Serra

A decisão dos instrutores era que, o Evandro Clunc guiasse todos até os veículos, logo o Evandro reuniu todos a sua volta e passou as seguintes considerações. “Iríamos caminhar por cerca de 1:30 sem parar, mantendo o ritmo, isso faria com que chegássemos rápido aos veículos e com o corpo quente.

Seguimos um atrás do outro em fila indiana, a chuva cai forte e não tinha cara de que iria parar, os campos totalmente alagados, as estradas pareciam rios.

Em alguns trechos a água em cima das estradas alcançava as nossas coxas, seguíamos em ritmo constante, até que em algum momento tivemos que parar e esperar boa parte do grupo. Enquanto esperávamos o grande grupo se formar novamente, fazíamos exercícios para manter o corpo aquecido.

Caminhamos por mais alguns minutos até ver ao longe duas vans, lembro-me de ficar feliz de saber que tínhamos chegado ao destino, conforme a galera foi avistando os veículos, começaram a caminhar mais rápido.

Entramos nas vans e seguimos até as cabanas, onde estava montada toda a estrutura do curso. Chegamos nas cabanas já era noite.

Após todos trocar as roupas molhadas por secas, a equipe da cozinha já tratou de começar o jantar, e as outras equipes organizavam os materiais e equipamentos nas cabanas.

A noite desse quarto dia de curso, foi tranquila, não teve aulas propriamente ditas, apenas algumas conversas e planejamentos para o dia seguinte. Depois do jantar todos nós fomos dormir dentro das cabanas.

Último dia de curso

Levantamos logo cedo, o dia estava cinzento e caia uma leve chuva, após o café da manhã, reunimos todos os nossos equipamentos e colocamos dentro dos nossos carros. Dali seguimos em direção ao Cânion Itaimbezinho, onde seria finalizado o curso lá.

Ao chegar no parque o Josemar organizou uma breve aula dentro da sede dos Aparados da Serra e deu a última tarefa do curso de competências minimas de condutor de Turismo de Aventura, a tarefa seria: Todas as equipes teriam que guiar o grupo pelas trilhas do Cânion Itaimbezinho, abordando assuntos como fauna, flora e geologia do local.

Sede dos Aparados da Serra
Cânion Itaimbezinho - Aparados da Serra

Durante a trilha na parte de cima do Cânion Itaimbezinho – Aparados da Serra, as equipes designadas com as tarefas iam explicando detalhes sobre a história, geografia, flora e fauna pertencentes ao caminho que andávamos.

Flora Aparados da Serra

Paramos em um dos mirantes para fazer uma foto final, com todos os participantes, todos estavam felizes e sorridentes.

Alunos do Curso competências mínimas de condutor - Aparados da Serra

Caso você tenha interesse em buscar essa capacitação no ramo do Turismo de Aventura, deixei aqui o contato direto com o Diretor do curso Josemar Contesini – Aparados da Serra (54) 9 9984-5766 para mais informações.

Cachoeira Princesa dos Campos

A Cachoeira Princesa dos Campos é um atrativo localizado a cerca de 20 km do centro da cidade de Jaquirana/RS.

Antes de chegar a portaria da Princesa dos campos, podemos ver ao lado da estrada um mirante, onde temos a vista de todo o vale e também da majestosa cachoeira que dá o nome ao local.

Mirante Princesa dos Campos

O local funciona como um paradouro, administrado pelos proprietários do Parque das Cascatas/RS, para os viajantes que estão percorrendo o interior do Rio Grande do Sul, é possível parar e aproveitar as paisagens.

Acomodações Princesa dos Campos

Para quem gosta de conforto e requinte, a Princesa dos Campos, possui boas instalações, uma grande cabana com vista para o vale, um bar e ofurô para seus hospedes.

Para os mais aventureiros o local dispõe de área de camping, localizado próximo da Cascata da Princesinha (uma linda e extensa cascata), as áreas de camping possui boa estrutura para receber seus visitantes, com banheiros divididos por sexo, chuveiros quente, mesas, bancos e churrasqueiras em estilo rústico.

Trilhas a percorrer

Dentro da área da Princesa dos Campos é possível conhecer 5 (cinco) quedas de água que compõem a paisagem e instigam a gente a percorrer as trilhas bem demarcadas do local.

A trilha mais desafiadora é a que leva até a base da Cachoeira Princesa dos Campos, o caminho é um tanto íngreme, mas possui uma gigante escadaria de pedra e concreto com 150 degraus que facilita o acesso com qualquer condição climática. (Não recomendamos essa caminhada para pessoas com problemas de articulações ou problemas respiratórios).

Cachoeira Princesa dos Campos
Long Exposure Princesa dos Campos

Ainda na parte de baixo da propriedade, percorremos uma pequena trilha que leva a outra cachoeira, o caminho é bem marcado, passamos por uma pequena usina de energia antiga que está abandonada no meio da mata. Dali em diante começamos a entrar em um cenário de filme, em meio a trilha há enormes xaxins centenários com mais de 5 metros de altura.

Ao chegar na cachoeira a visão é bela, a água é cristalina e não contém vestígios de poluição. Ao lado direito da queda de água tem uma trilha que parecia levar na parte de cima da cachoeira, mas como a trilha estava muito lisa e embarrada, não quisemos trilhar esse caminho. Depois de tirar algumas fotos retornamos para a parte de cima da propriedade.

Cachoeira em Jaquirana/RS

Na parte de cima da Princesa dos Campos há mais 3 (três) quedas de água, a principal delas é a Cascata da Princesinha, uma linda e grandiosa cascata.

O dia estava cinzento, mas mesmo assim conseguimos capturar belas imagens, as águas do Arroio dos Novilhos estavam baixas, dava para ir tranquilamente até a base da cascata sem ao menos molhar o joelho. Como estava frio nesse dia, não chegamos muito perto, a água estava congelante.

Cachoeira da Princesinha
Princesa dos Campos

Descendo pelo leito do arroio temos mais duas quedas de água, estas não tão grandes assim, mas fazem da Princesa dos Campos um lugar muito atraente para quem gosta de curtir a natureza e fazer boas fotografias.

Trilhas e Cachoeiras

A Princesa dos Campos é um destino que com certeza iremos aproveitar mais no verão, por ser um pouco distante da cidade de Jaquirana/RS, o movimento no local é baixo.

Para você que procura novos destinos para conhecer, viajar com os amigos, este local é perfeito para um fim de semana aconchegante, seja se hospedando ou acampando no local.

Para mais informações sobre valores e taxas de visitação ligue para o contato (54) 99625-0706 ou acesse o página no Facebook.

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Cachoeira Maratá

Descubra Maratá

Maratá é uma cidade de origem alemã, distante cerca de 83,3 km da capital Porto Alegre/RS.

Um destino certo para quem gosta de conhecer cascatas, cachoeiras e ainda se divertir junto à natureza. Conhecida como a Capital das Belezas Naturais, a cidade oferece visitação ao Parque Municipal da Cascata Vitória, Parque da Cachoeira Maratá e Morro Ibiticã, entre outros locais que fazem referência a origem alemã.

Nós do Trekking RS, fizemos uma breve visita à cidade no último fim de semana e gostamos bastante dessa cidadezinha. Com certeza é um destino para voltar no verão para aproveitar mais.

A nossa primeira parada foi no Parque da Cachoeira Maratá, distante aproximadamente 1,5 km do centro da cidade, possui estrada pavimentada até o local.

O parque fica aberto todos os dias da semana nos horários das 8 às 22 horas na alta temporada e fora da temporada das 10 às 19 horas.

O que fazer em Maratá

No local é possível desfrutar de uma linda vista da cachoeira que leva o nome da cidade com aproximadamente 15 metros de altura, o parque conta ainda com churrasqueiras, mesas, banheiros com chuveiros quente, bar e uma enorme área de lazer.

Área de lazer
Foto: Luís H. Fritsch
Área de Lazer
Foto: Luís H. Fritsch
Parque da Cachoeira Maratá
Foto: Luís H. Fritsch
Parque da Cachoeira
Foto: Luís H. Fritsch

Além disso o parque dispõe de uma trilha que leva até a parte alta da cachoeira, uma pequena gruta e uma outra cachoeira um pouco menor, de beleza intocada.

Cachoeira em Maratá
Foto: Luís H. Fritsch
Cachoeira Maratá
Foto: Luís H. Fritsch

Para os aventureiros que gostam de acampar, o Parque da Cachoeira Maratá pode ser a oportunidade perfeita para aproveitar um fim de semana com tranquilidade e diversão junto com a família e amigos.

Tarifas

Na alta temporada os valores são de R$ 10,00 para o estacionamento, R$ 7,00 para passar o dia ou R$ 15,00 à diária no camping (já incluso estacionamento e taxa de visitação).

Mais informações

  • Parque da Cachoeira Maratá – (51) 99540-2616, falar com Dirce;
  • Prefeitura de Maratá – Site e Facebook.

Nosso passeio não parou por aí, mas isso já é assunto para outro texto.

No próximo post vou falar sobre o Parque Municipal Cascata Vitória, um lugar igualmente belo onde é possível fazer inúmeras atividades.

Cascata Vitória
Parque Municipal Cascata Vitória – Maratá/RS – Foto: Luís H. Fritsch

Explore novos destinos como cachoeiras, cascatas e lugares ainda intocados. Dentro do nosso site, temos inúmeras opções de destinos de tirar o fôlego. Descubra!

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3 maneiras de amarrar a sua bota

Neste post vou ensinar alguns nós úteis para amarrar suas botas, para que não solte durante suas caminhadas na natureza.

Este texto é uma continuação da postagem “dicas para evitar torção no tornozelo”, caso você ainda não tenha lido, veja em primeira mão!

Os nós que irei mostrar a seguir, podem servir para uma infinidade de usos, desde uma simples amarração até diminuir os inchaços referentes as caminhadas de longo curso.

Tipos de nós para amarrar sua bota

  • Nó do Cirurgião – Simples e versátil, pode evitar que o seu calcanhar escorregue.
  • Nó da Janela – Alivia os pontos de pressão no meio/topo do seu pé.
  • Volta de Alívio – Alivia a pressão na caixa do dedo do pé, podendo ser muito útil para você voltar para a trilha

O Nó do cirurgião é muito usado por quase todos os praticantes de atividades outdoor no mundo, pois é muito fácil de fazer e eficaz no que diz respeito a afirmar o seu pé dentro do calçado.

amarrar a bota de trekking
  1. Puxe qualquer folga nos cadarços, apertando a bota por cima do seu pé.
  2. Localize os dois pares de passadores mais próximos do ponto em que a parte superior do pé começa a flexionar-se para a frente; você estará amarrando o nó do cirurgião em cada um desses pares.
  3. Enrole os laços ao redor um do outro duas vezes, depois puxe-os com força; certifique-se de passar o laço diretamente até o próximo passador para “travar” a tensão do nó.
  4. Repita o passo “3” no próximo conjunto nos restantes dos passadores.
  5. Termine de amarrar o resto da sua bota como de costume ou de uma volta a mais na hora do aperto final.

O Nó da Janela é muito usado quando suas botas bem amarradas começarem a criar um ponto de pressão no topo do seu pé, o nó da janela (também conhecido como “laço de caixa”) pode ajudar a aliviar o problema.

amarrar a bota
  1. Retire o cadarço até os passadores que estão logo abaixo do ponto de pressão.
  2. Repasse indo direto até o próximo passador e depois cruzando os cadarços.
  3. Termine de amarrar o resto da sua bota como de costume ou de uma volta a mais na hora do aperto final.

A Volta de Alívio é usada quando os dedos dos pés estiverem muito doloridos/machucados, essa medida temporária poderá ajudá-lo a voltar ao início da trilha. Esse truque funciona aliviando a pressão na caixa do dedo do pé.

amarrar a bota
  1. Retire todo o cadarço da sua bota.
  2. Amarre-o de volta – mas pule o primeiro conjunto de passadores; isso abre a caixa do dedo do pé e tira alguma pressão da parte frontal da bota.
  3. Termine de amarrar o resto da sua bota como de costume ou de uma volta a mais na hora do aperto final.

Abaixo o vídeo completo, mostrando como se faz cada nó descrito acima:

Considerações finais

  • A maioria das botas vem com cadarços longos para permitir diferentes técnicas, então você deve ser capaz de fazer qualquer um desses truques de amarração usando seus cadarços atuais.
  • Se os seus cadarços estiverem desgastados, certifique-se de substituí-los por outros que correspondam tanto à forma (redonda, oval ou plana) quanto ao comprimento do par anterior, neste caso opte pelos cordeletes Paracord

A Paracord (também conhecida como cordame de paraquedas) ganhou este nome por ter sido desenvolvida para o uso em paraquedas, como linhas de suspensão (para = paraquedas / cord = corda). De forma simples, é um cordame feito de Nylon, extremamente resistente e com bom potencial elástico. Em termos de comparação entre peso, volume  e resistência, é um equipamento fantástico.

amarrar a bota com paracord

Vale ressaltar que as técnicas de amarração de cadarço descritas aqui não são um substituto para obter o encaixe certo, ao comprar botas novas. Para isso, você precisa consultar um especialista em calçados ou o vendedor da loja.

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Tornozelo, como evitar torções

Se você é caminhante ou aventureiro, costuma fazer inúmeras trilhas no fim de semana, então com certeza já deve ter passado por algumas situações de torcer ou quase torcer o tornozelo.

De acordo com o estudo “An epidemiological survey on ankle sprain”, a entorse de tornozelo é uma das lesões mais comuns no mundo esportivo e ocorre, normalmente, de forma traumática, devido à inversão excessiva (quando o pé vira para fora bruscamente) do pé durante a realização de atividades cotidianas, como andar, correr ou saltar. Na maioria dos casos a entorse não causa grandes danos às articulações, mas pode deixar o pé sensível durante o contato com o solo e gerar fortes incômodos. Mesmo assim, é importante fazer a avaliação do tornozelo com um especialista para verificar a existência de estiramento ou ruptura dos ligamentos agregados à região.

tornozelo

Eu já percorri centenas de trilhas durante 20 anos de atividades e posso lhes dizer com clareza como não torcer o seu tornozelo na trilha, pois em todas as vezes que saí para o meio natural, nunca sofri nenhuma lesão ou torção de algum membro. Alguns podem dizer que isso é sorte, eu no entanto digo que é prudencia.

Não há uma fórmula mágica para evitar torcer o tornozelo na trilha, mas há alguns cuidados que podemos tomar antes e/ou durante as atividades, diminuindo consideravelmente o risco de acidentes.

Dicas básicas para evitar torções de tornozelo

  • Conheça o caminho que irá percorrer ou então busque informações sobre o relevo e a geografia do local, afim de saber se a alguns obstáculos em meio à trilha.

Ao irmos conhecer uma cachoeira, tomar banhos de rios ou até mesmo trilhar nas montanhas, precisamos estar sempre atentos ao terreno que iremos caminhar, saber colocar o pé e afirma-lo entre uma raiz de árvore e algumas pedras do caminho, podem ser o diferencial para uma boa caminhada.

  • A escolha do calçado apropriado para cada tipo de terreno poderá evitar alguns acidentes

Um dos principais erros na hora da escolha do seu calçado para trilha é escolher aquele tênis/bota muito usado, as vezes rasgado ou descolando.

Torção de Tornozelo

Entenda que na trilha você terá que usar um calçado confortável, robusto e que deixe o seu pé o mais firme possível, ao atravessar um rio, nunca retire seu calçado, pois em leitos de rios não enxergamos muito bem o que tem, as pedras geralmente são lisas, se caminhar de pés descalços poderá torcer ou até mesmo tropeçar.

Veja qual calçado escolher para a sua trilha, usar tênis adequado ou bota robusta pode ser um grande diferencial para um passeio inesquecível.

  • Amarrar o calçado adequadamente dará maior firmeza ao seu pé, garantindo assim, melhor estabilidade e segurança ao pisar.

Alguns tênis possuem sistemas de amarração muito úteis para se usar em trilhas, os tênis da marca francesa Salomon são exemplos disso, estes tênis contam com um sistema de amarração muito robusto e fácil ajuste, veja o vídeo abaixo:

Para não estender ainda mais este texto, deixei a amarração das botas de trekking para outro post, assim detalhando cada item, para que você entenda de maneira simples como amarrar a sua bota de maneira fácil, rápida e segura, continue lendo…

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Black Diamond Spot 300 – Review Completo

Black Diamond Spot 300

Hoje apresento o review completo da lanterna de cabeça (Headlamp) Black Diamond Spot 300, neste post mostro as principais características, funcionalidades, tecnologias e a minha real opinião desse produto.

A história da Black Diamond Equipment data do final dos anos 1950, quando o alpinista Yvon Chouinard começou a forjar pitons e vendê-los no porta-malas de seu carro no vale de Yosemite. Os pitons rapidamente ganharam uma reputação de qualidade, e a Chouinard Equipment Inc. nasceu logo depois em Ventura, Califórnia.​

No Brasil a marca é importada pela empresa Bronet do Brasil, onde trás também as marcas Osprey e Merida.

A Black Diamond é uma empresa que não é apenas para escaladores e esquiadores, projetam e fabricam também equipamentos para esportes de montanha que incluem barracas, lanternas de cabeça, bastões de trekking e mochilas.

Características e funcionalidades

Destinada para inúmeras atividades como: trekking, escalada, exploração de cavernas, expedições de alta montanha e outras.

Essa lanterna conta com uma série de funcionalidades muito interessantes que facilitam o seu uso em ambientes naturais.

Características do fabricante:

  • Potência em Lumens : 300
  • Peso: 52 g (lanterna) e 36 g (3 pilhas) = 88 g no total
  • Alcances máximos: [TriplePower LED] = 80 m [SinglePower LED] = 3 m
  • Tempo máximo de uso: [TriplePower LED] = 30 H [SinglePower LED] = 125 m
  • Classificação de proteção IPX: 8
  • Tipo de LED: 1 TriplePower 2 SinglePower (1 branco, 1 vermelho)
  • Pilhas : 3 AAA (inclusas).

A lanterna Black Diamond Spot apresenta 6 (seis) modos de operação, acionados a partir de um único botão, localizado na parte superior da lanterna de cabeça.

  • On/Off – Ligado/desligado;
  • Dim – Modo onde é possível aumentar e diminuir o brilho da lanterna (presente tanto nos led´s brancos quanto no vermelho);
  • Strobe – Emite luz piscante, servindo principalmente para situações de emergência;
  • Red/Lampada vermelha – Esse modo possui duas aplicações: a primeira tem função de sinalizador e a segunda pode ser usado para conversar com seus amigos durante a trilha, sem ofuscar os olhos das pessoas em sua volta;
  • Lock – Sistema de bloqueio/desbloqueio do botão, esse modo quando ativo permite que a lanterna impeça de ligar, podendo ser útil na hora de armazenar dentro da mochila.
  • PowerTap – Botão sensível ao toque, localizado na parte lateral da lanterna, tem como principal função otimizar a capacidade de iluminação durante algumas atividades.

Além desses inúmeros modos de utilização, a lanterna Black Diamond Spot 300, pode ser considerada a prova de água, pois possui a sigla IPX8, permite ser usada embaixo da água até 1,1 metros de profundidade por aproximadamente 30 minutos.

O que significa a sigla IPX8

A Sigla IP significa ” ingress Protection” (ou produção de entrada em tradução livre) e foi criada a Comissão Eletrotécnica Internacional, órgão regulador de padronização e tecnologias e condições de testes para certificação de produtos.

Essa sigla está sempre acompanhada de dois dígitos, sendo o primeiro representado pela letra “X”, que significa a resistência contra sólidos e o segundo dígito representado pelo número “8”, significa a resistência contra água (proteção contra submersão completa, contra imersão prolongada em situações sob pressão), caso queira conhecer mais sobre a sigla IPX8, clique nesse link.

A lanterna conta ainda com fita regulável para cabeça, com ajuste fácil e preciso, com um toque macio e aveludado, sendo muito confortável quando está na cabeça do usuário.

A Black Diamond Spot 300 conta também com 4 ângulos de posicionamento, facilitando seu uso em caminhadas noturnas onde é necessário enxergar longe ou para cozinhar seus alimentos durante a noite.

A lanterna conta com alguns indicativos que facilitam o seu uso, entre eles estão: indicativo luminoso da quantidade de carga nas pilhas e bloqueio do botão de operação.

No vídeo abaixo você verá a lanterna em ação, juntamente com alguns detalhes interessantes:

Conclusão – Black Diamond Spot 300

Essa lanterna de cabeça (headlamp) me agradou bastante, pois é leve, robusta e ilumina muito bem, o fato de ela ser a prova de água é algo que chama bastante a atenção, isso dá uma certa vantagem em relação a outros produtos vendidos aqui no Brasil.

Como mostrado acima, a lanterna possui inúmeros modos de operação, concentrados em um único botão, o que é muito legal, porem dessa maneira fica um tanto complicado alternar/configurar o seu uso. Seria interessante a marca melhorar estas funcionalidades, poderia ter um botão para cada led, isso facilitaria muito seu manuseio.

O botão sensível ao toque chamado de PowerTap localizado na parte lateral da lanterna faz com que tenhamos rapidamente uma solução durante as atividades na natureza, como por exemplo alternar a luminosidade de baixa potência para alta potência com um único toque. Esse recurso é muito bom na Black Diamond Spot 300 e tem feito realmente a diferença.

A lanterna possui 3 (três) anos de garantia contra defeitos de fabricação, esse é um número que chamou a minha atenção, muitos produtos vendidos pela Black Diamond possui apenas 1 ano de garantia, porém as lanternas possuem alguns anos a mais, isso mostra que a marca é comprometida com seus usuários.

O valor de venda dessa lanterna gira em torno de R$ 450,00 reais aproximadamente, é um valor alto se comparar com outros produtos, porem é um produto de altíssima qualidade, que aguenta as mais extremas condições de uso.

Testei todas as funcionalidades da lanterna Black Diamond Spot 300 em uma aventura que fiz alguns dias atrás na Ferrovia do Vinho, que está abandonada a alguns anos, atravessei túneis escuros e a lanterna se saiu muito bem, todos os modos de operação são muito úteis, é um produto que recomendo!

testes com a Black Diamond Spot 300
Usei a Lanterna Black Diamond Spot 300 pela primeira vez na Ferrovia abandonada, conhecida como Ferrovia do Vinho, localizada entre as cidades de Bento Gonçalves e Veranópolis/RS

Onde comprar

A lanterna de cabeça (Headlamp) está disponível para venda em boa parte das lojas espalhadas pelo Brasil, neste link você pode consultar dados técnicos deste modelo ou outros produtos no site da Black Diamond no Brasil.

Caso você queira indicação nossa para compras com descontos especiais, indicamos a loja Patos do Sul, localizada na cidade de Caxias do Sul/RS. A Helen, proprietária da loja está sempre pronta para lhe atender, os produtos vendidos na Patos do Sul são entregues em todo o Brasil.

Se você gostou desse review de produto, quer indicação para a compra de seu produto, deixe um comentário logo abaixo, compartilhe com seus amigos e não esqueça de nos seguir nas mídias sociais: Instagram e Facebook, nos vemos no próximo post!

Mountain Series

Projeto Mountain Series não é apenas um evento de trilhas, mas sim uma experiência única, possibilitando aos nossos clientes vivenciar, alcançar e superar desafios.

Entretanto como já diz o nome, vamos trilhar inúmeras montanhas em sequência, caminhos que levam até os cumes mais altos do país, em alguns dias.

Unindo diversas atividades como: trekking, caminhada, escalada, rapel, acampamentos, hospedagem em refúgios de montanha, viagens de carro (road trip), fazem do Mountain Series um projeto grandioso.

Cumes Mountain Series

Cumes Mountain Series

O que mais chama a atenção no Mountain Series é o fato de você poder vir juntamente conosco em todos esses destinos, ou apenas participar de um evento ou outro. A escolha é sua!

Primeiramente faremos uma Road Trip – Viagem de carro, saindo do Rio Grande do Sul até a região sudeste do Brasil, onde se concentram a maioria dos cumes. Alguns deles são isolados, outros fazem parte de travessias de 1 a 4 dias.

Desafio Mountain Series

A nossa primeira travessia começara pela Serra da Mantiqueira, mais precisamente na Serra Fina, depois iremos ao Parque Nacional de Itatiaia, Escalavrado, Pico da Bandeira, Serra dos Órgãos, Pedra do Baú e por fim ao Parque Estadual Turístico Alto da Ribeira – Petar.

Todas esses destinos em um curto período de tempo fazem com que os participantes tenham um ótimo preparo físico e mental, por isso organizamos uma série de treinos específicos de força e resistência, para que você treine seu condicionamento físico. Veja aqui como funciona estes treinos.

Como posso me inscrever no Mountain Series

Há duas maneiras de você se inscrever no Mountain Series, a primeira delas é clicando nos eventos logo abaixo ou entrando em contato direto via Whatsapp 54 99117-9771, falar com Evandro Clunc.

A travessia mais difícil do Brasil
Serra Fina
31/ago à 7/set de 2019

A travessia mais difícil do Brasil

É aventura de verdade! Serão 4 dias de trekking com um nível de dificuldade que não é para iniciantes. São 3 pernoites na Montanha (selvagem mesmo) e 2 outros pernoites em um Hostel de Montanhistas… As grandes dificuldades, de fato, são a navegação, o terreno extremamente acidentado e a escassez de água ao longo do caminho, o que obriga os trekkers a levar peso extra na mochila depois de cada ponto de abastecimento.

Vem com a gente
O primeiro Parque Nacional do Brasil
Travessia Itatiaia
09 à 13/SET/2019

O primeiro Parque Nacional do Brasil

Vamos fazer a Travessia da Parte Alta do Itatiaia e mais uma descida de Serra chamada de: Travessia Ruy Braga como também é conhecida! O Parque Nacional do Itatiaia (PNI) é o Primeiro Parque Nacional do Brasil, criado em 14 de junho de 1937 (82 anos). O nome Itatiaia é de origem Tupi e significa: penhasco cheio de pontas, pedra pontuda. No interior do Parque encontram-se alguns dos picos mais altos do Brasil, beirando os 2800 metros de altitude.

Vem com a gente
Parque Nacional do Itatiaia
Travessia Ruy Braga
14/SET/2019

Parque Nacional do Itatiaia

Vamos fazer a Travessia da Parte Alta do Itatiaia e mais uma descida de Serra chamada de: Travessia Ruy Braga como também é conhecida! O Parque Nacional do Itatiaia (PNI) é o Primeiro Parque Nacional do Brasil, criado em 14 de junho de 1937 (82 anos). O nome Itatiaia é de origem Tupi e significa: penhasco cheio de pontas, pedra pontuda. No interior do Parque encontram-se alguns dos picos mais altos do Brasil, beirando os 2800 metros de altitude.

Vem com a gente
Parque Nacional da Serra dos Órgãos
Escalavrado
15/set/2019

Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Está localizada no PARNASO (Parque Nacional da Serra dos Órgãos). O Parnaso é o terceiro Parque Nacional mais antigo do País, criado em 30 de novembro de 1939 (79 anos). O Escalavrado é considerado uma caminhada semipesada com duração que pode variar de 2,5 a 3,5 horas. O cuidado neste local deve ser redobrado, pois grande parte da trilha é exposta. Um caminho na Rocha, onde vamos utilizar equipamentos de vertical por segurança e basicamente é só subida! Porém com uma distância de aproximadamente 4000 metros entre Ida e Volta.

Vem com a gente
Terceiro mais alto do Brasil
Pico da Bandeira
17/set à 18/set/2019

Terceiro mais alto do Brasil

Localizado na Serra do Caparaó, na divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, o Parque Nacional do Caparaó é um dos ícones do montanhismo no Brasil e abriga o terceiro ponto mais alto do País. O Pico da Bandeira, que tem 2.891 metros de altitude, mas vem seguido de perto do Pico 2 ou Pico do Cruzeiro, com 2.852 metros, o Pico do Calçado com 2.849 metros e o Pico do Calçado Mirim com 2.818 metros. Logo mais abaixo fica o Pico do Cristal, com 2.770 metros que fica exclusivamente em território mineiro. Serão 3 dias de trekking com um nível de dificuldade que não é para iniciantes.

Vem com a gente
Parque Nacional Serra dos Órgãos
Travessia Petro x Tere
20 à 22/set/2019

Parque Nacional Serra dos Órgãos

A Travessia Petrópolis Teresópolis ou Petro x Tere como também é conhecida! É considerada a travessia mais bonita do Brasil. Está localizada no PARNASO (Parque Nacional da Serra dos Órgãos) em meio a exuberância da Mata Atlântica entre as cidades serranas de Petrópolis, Guapimirim e Teresópolis. Com muitas subidas e descidas íngremes é considerada uma caminhada difícil e possui cerca de 30 km ligando os municípios de Petrópolis e Teresópolis. Geralmente é realizada em três dias.

Vem com a Gente
Bauzinho, baú e Ana Chata
Travessia Pedra do Baú
23 e 24/set/2019

Bauzinho, baú e Ana Chata

O Roteiro foi chamado carinhosamente por nós de Volta da Pedra do Baú, passa em meio de Trilhas pela mata, subindo e descendo Vias Ferratas fixadas na Rocha Gnaissicas da Serra da Mantiqueira exatamente por: Bauzinho, Pedra do Baú e Ana Chata. Localiza-se no município de São Bento do Sapucaí, estado de São Paulo, Brasil. O ponto culminante é a Pedra do Baú (altitude de 1964 metros), conhecido por abrigar algumas rotas de escalada esportiva.

Vem com a gente
Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira
Petar
25 e 26/set/2019

Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira

O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) é considerado uma das Unidades de Conservação mais importantes do mundo. É considerado hoje um patrimônio da humanidade, reconhecido pela UNESCO. Vamos explorar o Núcleo Santana! Lá vamos conhecer: – A Caverna de Santana, -A Trilha do Betari (Caverna Água Suja, Caverna do Cafezal e cachoeiras das Andorinhas e do Beija-flor) – E a trilha do Morro-Preto Couto (Caverna do Morro-Preto, cachoeira do Couto e Caverna do Couto).

Vem com a Gente

Investimento

 Aqui vai uma dica muito interessante! Como estaremos organizando os eventos em sequência isto é, um após o outro, vale muito a pena você se inscrever em mais de um evento, pois isso diminui gastos de deslocamento, fazendo você poupar um bom dinheiro e conhecer mais destinos.

Por participar do Mountain Series, você ganha descontos especiais na compra de qualquer equipamento outdoor na loja Patos do Sul/RS – Entregas para todo o país.

Curtlo BR

Nossa equipe

Nosso time é formado por 4 (quatro) pessoas, sendo 2 (dois) guias de montanha, 1 (um) fotógrafo e 1 (um) especialista em Marketing Digital/Suporte.

Faremos uma cobertura online do Mountain Series aqui no site, comunicando também nas mídias sociais onde somos atuantes;

Teremos uma equipe profissional de fotografia e filmagem com drone, com edições diárias no evento e publicações ao vivo nas  mídias sociais;

Postagens semanais aqui no site e na Sol de Indiada, com o intuito de relatar a experiência obtida pelos participantes durante cada evento.

Se você gostou do nosso projeto, então comente aqui embaixo, compartilhe com seus amigos e venha encarar esse desafio com a gente!

Loft Moinho Rio Segredo

Hoje venho apresentar uma nova opção de hospedagem, o Loft Moinho Rio Segredo sendo um local ideal para quem gosta de paz, tranquilidade e conexão com a natureza.

O Loft Moinho Rio Segredo, localiza-se no interior do Município de Ipê – Rio Grande do Sul/ Brasil, aproximadamente 15 km do centro da cidade. Ipê é conhecida como a capital da agricultura orgânica.

O Moinho Rio Segredo nada mais é que uma grande casa antiga, transformada em residência, onde pessoas podem alugar por dia.

Acomodações Rio Segredo

Grande Casa Loft (2 andares)

Acomoda tranquilamente 12 pessoas com as seguintes comodidades: TV a cabo, aquecimento central, wi-fi, água quente, roupas de cama e banho.

Rústico, aconchegante com a tranquilidade e privacidade que todo hóspede procura. Local extremadamente tranquilo e seguro. A edificação dispõe (no andar térreo) de um ambiente de sala com fogão a lenha, dois banheiro; varanda com vista panorâmica da cachoeira do Rio Segredo. Cozinha industrial completa equipada com, geladeira, freezer, churrasqueira e fogão industrial. No segundo andar, com uma proposta inovadora, charmoso e exclusivo Moinho, comporta doze (12) pessoas, distribuídas em um (1) ambiente com 3 camas de casal e 4 de solteiro e 1 sofá cama.

Studio Moinho Rio Segredo

Acomoda tranquilamente 2 pessoas com as seguintes comodidades: aquecimento central, wi-fi, água quente, roupas de cama e banho.

O pequeno Studio rústico, tem entrada independente, é equipado com mini cozinha, cama queen, banheiro, e tem a metragem de 11,25m2
Ideal para casal, que procura descanso em zona rural, junto a natureza, e que goste de aventura.

Tarifas de hospedagem

  • Grande Casa Loft (2 andares): Aproximadamente R$ 180,00 por noite;
  • Moinho Rio Segredo: Aproximadamente R$ 115,00 por noite.

Consulte valores exatos acessando o site da residência.

Recomendo desfrutar alguns dias nesse lugar incrível, para quem gosta de sair da rotina, descansar e respirar novos ares, tanto no Loft, quanto no Studio Rio Segredo valem muito a pena.

Local ideal para fazer ensaios fotográficos, festas de amigos, casamentos, encontros de família, dia dos namorados e outros.

Abaixo uma seleção especial de muitas imagens que fiz durante dois dias que fiquei hospedado no Studio, veja abaixo:

Studio Rio Segredo
Residência Rio Segredo
Fotografia
Hospedagem Rio Segredo
Cascata Rio Segredo
Fotografia Rio Segredo

Se você assim como eu adora conhecer lugares diferentes, então tenho certeza que este local fara você realmente relaxar, sair da rotina de maneira saudável.

Está procurando destinos exuberantes aqui no Rio Grande do Sul, trilhas inexploradas ou parques de aventura então clique aqui!

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Trekking no Vale da Utopia

Nossas aventuras pelo Vale da Utopia no estado de Santa Catarina – Brasil, foi uma aventura planejada de um ano para o outro, não por ser uma trilha difícil, nada disso, mas por precisar ter um tempo vago para fazer a travessia e poder aproveita-la ao máximo.

Trilhas Vale da Utopia

Existem duas trilhas para se chegar na Praia do Maço (Vale da Utopia), a mais rápida é pela praia da Pinheira e a outra um pouco mais extensa, começa pela Guarda do Embaú.

Como somos aventureiros e gostamos de desafios, resolvemos fazer a trilha mais extensa, uma aventura cercada por belas paisagens e um pouco menos visitada pela maioria das pessoas.

A travessia

Nossa caminhada começou por volta das 9:00 da manhã, quando deixamos nosso carro estacionado na Praia da Guarda do Embaú, saímos dali com nossas mochilas cargueiras nas costas e com vestimentas adequadas para o trekking, isto é, estávamos de bota, calça comprida, manga longa e bandana/chapéu.

Era feriadão de páscoa e todas as pessoas naquela praia estavam aproveitando o dia lindo de sol, lembro-me de as pessoas olharem para nós como se fossemos de outro mundo.

Guarda do Embaú
Trilha Vale da Utopia

De certa forma nós somos de outro mundo mesmo, onde não nos contentamos com a segurança, trabalhar o ano todo só para ter 30 dias de férias, somos de outro mundo, pois queremos ter o máximo de experiências em nossas vidas e chegar na velhice com mais sonhos realizados do que dinheiro no bolso.

Depois de tirar algumas fotos alí na Guarda do Embaú, seguimos a trilha a esquerda da praia até chegar em uma bifurcação, está leva para a Pedra do Urubu, trilha fácil, sem maiores dificuldades para nós, no entanto para pessoas sem preparo físico a trilha pode ser um tanto difícil e exaustiva, lembro de encontrar pessoas pelo caminho reclamando da trilha, que era difícil e íngreme.

Seguimos até o cume da Pedra do Urubu, ao chegarmos na base da pedra, tinha umas 15 pessoas em fila, esperando para capturar uma foto. Fiquei um pouco chateado por este fato, esperamos a nossa vez, tiramos umas 3 fotos e retornamos para a bifurcação no início da trilha.

Pedra do Urubu SC
Guarda do Embaú

Dali em diante tínhamos dois caminhos à seguir, um deles seria pela beira do mar e outro seria em meio mata, um caminho muito bem marcado e bonito e o mais legal, não havia ninguém indo naquela direção. Optamos por esse!

Tínhamos uma dúvida em relação a esse caminho, pois como não havia pessoas transitando por ali, pensamos por um momento que a trilha não iria nos levar a lugar nenhum, podia ser muito bem uma trilha que acabasse logo à frente. Mesmo com a dúvida seguimos por ele. depois de uns 10 minutos de caminhada, encontramos uma bifurcação, seguimos para à esquerda e essa trilha nos levou para a Prainha – Guarda do Embaú.

Seguindo pela esquerda na Prainha chegasse ao Vale da Utopia, e se seguir para a direita, chegasse nas piscinas naturais da Guarda do Embaú.

Estávamos perto das 11:00 quando chegamos nas piscinas naturais, o local ali é lindo, sentamos ao lado de uma pedra grande, que proporcionava um pouco de sombra, retirei as botas, a parte de baixo da calça bermuda e me sentei na piscina.

Vale da Utopia
piscinas Vale da Utopia

Essa piscina nada mais é que algumas pedras na beira do mar, onde as ondas quebram em uma parede rochosa, a água respinga pelas pedras e as vezes essa água toda invade a costa, transformando em um grande piscina natural. É preciso ficar atento no local, pois algumas vezes as ondas batem tão forte na parede rochosa que escutamos um grande estrondo, a onda então avança sobre os paredões rochosos e inunda as piscinas, levando tudo que encontra pela frente.

Depois de curtir por cerca de umas 2 horas o local, tirarmos inúmeras fotos, vestimos nossos trajes de “trilheiros”colocamos a mochila nas costas e seguimos pela Prainha em direção ao Vale da Utopia.

Esse trecho entre a Prainha e a Praia Solita se chama trilha Costa de Pedras, como seu próprio nome diz, são muitas pedras gigantes na beira do mar, é necessário cruzar por cima destas pedras por aproximadamente 300 metros.

Ao se chegar em terra firme já estamos praticamente no começo da Trilha do Vale da Utopia. A visão desse ponto, podemos ver ao longe o costão de pedras que cruzamos e também o local das piscinas naturais.

Trilha Vale da Utopia

Trilha do Vale da Utopia

A trilha do Vale da Utopia começa exatamente neste ponto, começamos a subir um morro gramado em uma estrada bem demarcada que atravessa alguns potreiros, onde podemos ver muitas vacas e bois.

Ao começar a descer já temos a visão da Praia do Maço, conforme vamos nos aproximando já encontramos muitas pessoas com barracas armadas e curtindo o dia ali.

Era hora de escolher um local legal para acampar, olhamos alguns locais e encontramos um onde não havia ninguém ao nosso redor. Isso possibilitaria maior tranquilidade para nós, pois sabíamos que, o Vale da Utopia em si tinha deixado de ser um local de contemplação e tinha se tornado uma grande área de festas para as pessoas.

backpacker Vale da Utopia
Vale da Utopia

Depois de montar a barraca, organizar os equipamentos dentro, resolvemos descer até a beira da Praia do Maço. Ao chegar encontramos um barzinho que oferecia lanches, pasteis, café, refrigerante, cervejas e caipirinhas.

Pedimos uma caipira e ficamos ali curtindo o pôr do sol sem nenhuma pressa, o fim de tarde estava maravilhosamente perfeito, o clima estava agradável, capturei algumas imagens e voltamos para o nosso local de acampamento.

Bar Vale da Utopia
Vale da Utopia
Sunset Vale da Utopia

Estava quase escurecendo quando começamos a fazer o jantar, eu era o cozinheiro da rodada..kkk. O cardápio era massa com molho vermelho e calabresa, depois de algum tempo o jantar estava pronto, jantamos sob um céu limpo e cheio de estrelas brilhantes. Características estas de um hotel 1 bilhão de estrelas que só quem acampa entenderá.

Logo descemos até o barzinho novamente, dessa vez apenas para lavar a louça em uma pia improvisada ao lado do bar.

A noite estava realmente especial, pois além das estrelas brilhantes, podíamos ver a lua cheia, que clareava todo o Vale da Utopia, nem precisávamos usar as lanternas para encontrar nossa barraca na volta.

barraca Vale da Utopia

Ficamos um bom tempo ali olhando as estrelas e conversando, fiz algumas imagens noturnas e fomos dormir, afinal queríamos acordar cedo para ver o nascer do sol.

Nascer do sol no Vale da Utopia

Pulei do Saco de dormir as 5:30 da manhã, abri a barraca e olhei para fora, o dia estava limpo, ainda estava um pouco escuro, estava um pouco frio, mas nada com o que se preocupar.

Conforme foi passando o tempo o céu começou a ficar muito colorido, com cores amareladas, alaranjadas e avermelhadas muito vibrantes. É difícil descrever momentos assim, mas posso dizer que foi um dos mais lindos nascer do sol que já presenciei na vida.

Sunrise Vale da Utopia
Vale da Utopia

Quando o sol realmente apareceu no horizonte estávamos felizes e agradecidos ao mesmo tempo, consegui captar algumas imagens interessantes desse nascer do sol incrível.

Vale da Utopia

Conforme o sol ia subindo, nós arrumávamos os equipamentos dentro das mochilas, desmontamos a barraca, colocamos a mochila nas costas e seguimos a trilha que leva até a Praia da Pinheira.

Vale da Utopia

No meio do caminho existe um pequeno mirante, onde podemos ver a praia de cima e boa parte da orla da pinheira, lugar muito legal, com uma bela vista.

Vale da Utopia

Dali em diante seguimos o caminho marcado e chegamos até a beira da praia da Pinheira, colocamos as mochilas na areia e ficamos ali só curtindo um pouco.

A praia da Pinheira é um local belo, mas bem movimentado, para quem gosta de nadar ou se refrescar nas águas do mar pode ser uma boa alternativa, pois não há ondas nessa praia.

Praia da Pinheira

Depois de aproximadamente umas 2 horas, colocamos a mochila nas costas e seguimos para a Guarda do Embaú, dessa vez seguindo o caminho pela estrada, basicamente caminha-se 5 km, neste caminho podemos ver inúmeras pousadas, hostels em meio a natureza.

Ao chegar no nosso carro, ficamos felizes por completar mais essa aventura, pois a melhor coisa de todas as aventuras que fazemos é poder ir e voltar em segurança.

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